Irineu Mário Colombo

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Nome: COLOMBO, Irineu
Nome Completo: Irineu Mário Colombo

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COLOMBO, Irineu

*dep. fed. PR 2003-2007


 

Irineu Mário Colombo nasceu em Medianeira (PR) no dia 22 de janeiro de 1964, filho de Geraldo Colombo e de Ulda Colombo.

Começou a trabalhar como agricultor na adolescência até os 18 anos, ao mesmo tempo que concluía o curso técnico profissionalizante para o magistério no colégio estadual João Manuel Mondrone. Em 1983 ingressou no curso de história da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Palmas, concluindo-o em 1986. Trabalhou como professor de história do ensino médio na Rede Estadual Paranaense e foi assistente de administração no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet), em Medianeira, de 1988 a 1992. Em 1991 tornou-se professor efetivo no Cefet. Em 1993 concluiu a especialização em história econômica na Fundação Comunitária Educacional e Cultural Patrocínio (Funcep) e de 2000 a 2002 cursou o mestrado em história e historiografia da educação na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez o doutorado em história na Universidade de Brasília (UnB) entre 2003 e 2007.

A partir de sua atuação como professor e em movimentos ligados à educação, iniciou sua carreira política filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1988. No pleito de outubro desse ano candidatou-se a vereador em Medianeira, obtendo a primeira suplência. Nas eleições municipais de outubro de 1992 disputou novamente o cargo na legenda petista, tendo sido o vereador mais votado no município, com 839 votos.

Em outubro de 1994 elegeu-se deputado estadual com 11.617 votos. Assumiu o mandato na Assembleia Legislativa em fevereiro de 1995 e nesse ano presidiu a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou denúncias sobre prostituição infantil no Paraná. Destacou-se na discussão dos problemas sobre a criança em situação de risco, na defesa do patrimônio público e na questão educacional, e foi segundo vice-presidente da Assembleia. Nas eleições de outubro de 1998 reelegeu-se deputado estadual com 16.710 votos. Nessa legislatura, participou das comissões de Terras, Imigração e Colonização, de Fiscalizacão e do Mercosul, presidiu a Comisão de Educação, Cultura e Esportes, e foi líder da bancada do PT e líder da oposição ao governo de Jaime Lerner.

No pleito de outubro de 2002 elegeu-se deputado federal pelo Paraná na legenda do PT, beneficiando-se do grande crescimento da legenda com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a presidência da República. Iniciou o mandato em fevereiro de 2003 e teve atuação destacada nas discussões sobre problemas relacionados à questão da educação. Foi relator e co-autor do programa Universidade para Todos (ProUni), para a concessão de bolsas de estudos a alunos que não podiam pagar a universidade, e foi também relator da lei que tranformou o Cefet do Paraná em Universidade T ecnológica Federal do Paraná (UTRPR), atuando ativamente em favor da aprovação da medida. Destacou-se ainda por enfrentar forte oposição do movimento estudantil, ao apresentar uma emenda substitutiva ao projeto do deputado Pais Landim (PMDB-PI) determinando o jubilamento e a expulsão dos estabelecimentos privados de ensino de estudantes que atrasassem por mais de 60 dias o pagamento das mensalidades. Sua emenda provocou sucessivos protestos de várias entidades ligadas ao movimento estudantil, que culminaram em uma vigília em frente à sua casa.

Nas eleições de outubro de 2006 candidatou-se sem êxito à reeleição. Após o término da legislatura, em janeiro de 2007, ocupou diversos cargos no Ministério da Educação (MEC). Foi o idealizador da diretoria de Articulação e Projetos Especiais do MEC, órgão do qual se tornou diretor de 2007 a 2008. Nessa função foi responsável pela implantação da supervisão ao Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) e pela concepção e implantação do Programa Brasil Profissionalizado, para apoiar a melhoria na gestão, formação, avaliação e construção de novas escolas técnicas de nível médio nos estados brasileiros. Ajudou na elaboração do projeto que criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, participando diretamente da criação do Instituto Federal do Paraná, do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul e do Instituto Federal de Rondônia. Em 2008 tornou-se diretor-geral do Instituto Federal do Paraná (IFPR), órgão vinculado ao MEC. Em janeiro de 2009 foi nomeado pelo reitor da UFPR, Zaki Akel, diretor da Unidade de Foz Iguaçu do Setor Escola Técnica da universidade.

Em março de 2011 venceu as eleições para reitor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) para o triênio 2011-2014. Em agosto de 2013 foi afastado do cargo a pedido da Justiça Federal, suspeito de integrar o esquema de desvio de dinheiro público da área de ensino a distância do IFPR.

Publicou vários artigos e trabalhos técnicos na área de educação, entre os quais O adolescente infrator e o sistema de ensino paranaense: a trajetória da escola para menores (tese de mestrado, 2002), Educação básica: perguntas e respostas sobre a legislação e a atividade docente (2004), A linguagem do poder: o fenômeno histórico-social da coerção (2005), Adolescência infratora paranaense: história, perfil e prática discursiva (tese de doutorado, 2007) e Educação para um novo tempo: o Instituto Federal (2008).

 


FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em 13/10/2009; Portal do jornal Folha de Londrina. Disponível em <http://www.bonde.com.br/folhadelondrina>. Acesso em 13/10/2009; Portal do jornal Gazeta do Povo. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br>. Acesso em 30/08/2013; Portal do jornal Umuarama Ilustrado. Disponível em: <http://www.ilustrado.com.br>. Acesso em 30/08/2013. Portal Plataforma Lattes. Disponível em: <http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4131919P7>. Acesso em 13/10/2009.

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