COUTINHO, ODILON RIBEIRO

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Nome: COUTINHO, Odilon Ribeiro
Nome Completo: COUTINHO, ODILON RIBEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COUTINHO, ODILON RIBEIRO

COUTINHO, Odilon Ribeiro

*dep. fed. RN 1963-1967.

 

Odilon Ribeiro Coutinho nasceu em Santa Rita (PB) em 12 de julho de 1923, filho do industrial João Úrsulo Ribeiro Coutinho e de Helena Pessoa Ribeiro Coutinho. Um de seus irmãos, João Úrsulo Ribeiro Coutinho Filho, foi constituinte em 1946 e deputado federal de 1946 a 1951 e de 1955 a 1963, e outro, Renato Ribeiro Coutinho, foi deputado federal de 1967 a 1971.

Cursou o primário na capital paraibana e o secundário no Ginásio de São Bento, em São Paulo. Ingressando na Faculdade de Direito de Recife em pleno Estado Novo (1937-1945), participou ativamente da vida acadêmica, chegando a presidir a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e a ser preso cinco vezes. Foi enquadrado na lei de segurança imposta pelo regime getulista. Bacharelou-se em 1947 e mais tarde tornou-se diretor da Companhia Usina Ilha Bela, em Ceará-Mirim (RN), atividade que desempenhou até ingressar na vida política.

Filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC), em outubro de 1962 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda da Cruzada da Esperança, constituída pelo PDC e o Partido Social Democrático (PSD). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, exerceu, a partir de abril de 1964, a vice-liderança, até que, com a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instituído em abril de 1964. Concorreu a senador pelo Rio Grande do Norte em novembro de 1966, mas foi derrotado pelo candidato da Aliança Renovadora Nacional (Arena), Francisco Duarte Filho. Concluiu seu mandato na Câmara em janeiro de 1967 e em novembro de 1970 disputou novamente uma vaga no Senado, sem conseguir ser eleito. O mesmo ocorreu em novembro de 1978, quando foi candidato a suplente de senador.

Em dezembro desse ano foi acusado pelo procurador da Justiça Militar, José Nunes da Costa, e incurso na Lei de Segurança Nacional por ofensas ao então presidente Ernesto Geisel e ao chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, general Golberi do Couto e Silva. Segundo os termos da denúncia, teria participado de um comício em Natal, no qual, discursando para milhares de pessoas, acusara Golberi de “envolvimento na entrega da exploração de águas-mães das salinas do Rio Grande do Norte ao grupo multinacional Dow Chemical, ao qual esteve ligado durante muitos anos”. Apesar de indiciado, não foi julgado, porque em 28 de agosto de 1979 obteve o benefício da anistia.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, no plano empresarial, passou a dirigir uma das usinas deixadas por seu pai em Santa Rita (PB), a São João.

Em novembro de 1982 candidatou-se mais uma vez ao Senado, não conseguindo se eleger. Após a derrota, transferiu-se para João Pessoa, passando a atuar na política paraibana e a desenvolver intensa atividade intelectual. Integrou o Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco, então presidido pelo sociólogo e antropólogo Gilberto Freire. Com o falecimento do presidente, foi eleito para o cargo.

Segundo Eli Diniz, foi um dos expoentes do empresariado que, “além da mobilização para a defesa dos interesses econômicos específicos, esforçaram-se no sentido de ampliar a participação desse setor na arena política”, candidatando-se em novembro de 1986 à Assembléia Constituinte. Contudo, não obteve êxito.

Em 1988, participou da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tendo sido eleito, em 1989, para a primeira Comissão Executiva Nacional. Em 1991 passou a presidir a seção paraibana do partido, reelegendo-se em 1993.

Eleito vice-presidente da Federação das Indústrias da Paraíba, tornou-se, desde então, membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional da Indústria.

Empossado na Academia Paraibana de Letras em julho de 1994, em 1996 passou a integrar a diretoria do Instituto Teotônio Vilela, órgão de elaboração da linha ideológica do PSDB.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de julho de 2000.

Era casado com Solange Veloso Borges Ribeiro Coutinho — filha de Virgínio Veloso Borges, senador pela Paraíba de 1952 a 1955, e sobrinha de Manuel Veloso Borges, deputado federal constituinte em 1934 e senador, também pela Paraíba, de 1935 a 1937 — com quem teve três filhos.

Publicou José Lins do Rego: perda e reparação (1961); José Lins do Rego, menino do engenho da Várzea do Paraíba; A ação política de Gilberto Freyre; Tuiuti, Guerra do Paraguai e a construção da monarquia democrática do Brasil; Manuel Bandeira, destino, doença, dor e poesia e O quixotismo prático de Celso Furtado.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967); CÂM. DEP. Relação nominal; DINIZ, E. Empresariado; Globo (12/7/00); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/10/66, 18/12/78); PINTO, L. Fundamentos; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 9).

 

 

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