COUTINHO, PAULO DE ABREU

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Nome: COUTINHO, Paulo de Abreu
Nome Completo: COUTINHO, PAULO DE ABREU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COUTINHO, PAULO DE ABREU

COUTINHO, Paulo de Abreu

*militar; comte. II Comar 1974-1975; comte. III Comar 1976-1979; ch. Emaer 1981-1982.

Paulo de Abreu Coutinho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 18 de agosto de 1918.

Sentou praça em abril de 1938 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio, e, depois de cursar na mesma cidade a Escola de Aviação Militar do Campo dos Afonsos, foi declarado em dezembro de 1940 aspirante-a-oficial da arma de aviação. Com a criação do Ministério da Aeronáutica em janeiro de 1941, passou a integrar a Força Aérea Brasileira (FAB), subordinada a esse ministério, e no mês de novembro foi promovido a segundo-tenente. Em dezembro de 1943 foi promovido a primeiro-tenente; em agosto de 1945, a capitão-aviador; em outubro de 1950, a major-aviador; em janeiro de 1956, a tenente-coronel-aviador; em outubro de 1961, a coronel-aviador; e em 1969, a brigadeiro-do-ar.

Atingindo o posto de major-brigadeiro em 1974, foi nomeado comandante do II Comando Aéreo Regional (II Comar), sediado em Recife. Ocupou o cargo até o final de 1975, assumindo, em janeiro de 1976, o comando do III Comar, sediado no Rio, em substituição ao major-brigadeiro Mário Paglioli de Lucena. Em abril de 1979, já no posto de tenente-brigadeiro, passou o comando do III Comar ao major-brigadeiro Ismael da Mota Pais.

Em novembro desse mesmo ano foi designado diretor-geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), também no Rio, onde permaneceu até abril de 1981. Transmitiu então o cargo ao tenente-brigadeiro Valdir de Vasconcelos e foi empossado na chefia do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer), ocupada anteriormente pelo tenente-brigadeiro Leonardo Teixeira Colares. Na solenidade de despedida do brigadeiro Colares, que passava para a reserva, afirmou que a meta da FAB era alcançar a “plena liberdade”, entendida como a nacionalização de todo o seu equipamento aéreo e terrestre, apesar das restrições impostas à expansão do setor devido à crise econômica do país.

Em dezembro de 1981, assumiu, interinamente, o cargo de ministro da Aeronáutica, substituindo o brigadeiro Délio Jardim de Matos, que precisou afastar-se para se submeter a uma operação nos Estados Unidos. Em janeiro de 1982 transmitiu a chefia do Emaer ao brigadeiro Rodolfo Becker Reifschneider. No mês seguinte, logo após o retorno do ministro da Aeronáutica às suas funções, passou para a reserva, sendo homenageado na base aérea de Brasília.

Ao longo de sua carreira, fez os cursos de aviação militar, categorias A e B, de tática aérea, na base aérea de Cumbica, em São Paulo, de instrutor, de tática anti-submarina, de comando e estado-maior, de instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica e da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (Ecemar). Possui ainda o diploma superior de comando e estado-maior e comando das forças armadas, tendo realizado treinamento de fotografia aérea nos Estados Unidos.

FONTES: CORRESP. II COMDO. AÉREO REGIONAL; Estado de S. Paulo (1, 14, 15 e 21/4/81); Globo (5 e 6/2/82); Jornal do Brasil (17/1/76; 1 e 26/4/79; 14/4/81 e 5/1/82); MIN. AER. Almanaque; WANDERLEY, N. História.

 

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