CUNHA, HUGO RODRIGUES DA

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Nome: CUNHA, Hugo Rodrigues da
Nome Completo: CUNHA, HUGO RODRIGUES DA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CUNHA, Hugo Rodrigues da

* dep. fed. MG 1979-1982; 1995-1999.

 

Hugo Rodrigues da Cunha nasceu em Uberaba (MG) no dia 5 de julho de 1927, filho do empresário e agropecuarista Orlando Rodrigues da Cunha e de Laura Machado Rodrigues da Cunha. Seu tio paterno, José Humberto Rodrigues da Cunha, foi deputado federal por Minas Gerais entre 1959 e 1963 e de 1964 a 1967.

Hugo cursou o secundário no Colégio Diocesano de Uberaba e na Escola Técnica Coração de Jesus, em São Paulo. Em 1945, obteve o grau de bacharel em ciências contábeis pela Faculdade de Ciências Econômicas Sagrado Coração de Jesus, de São Paulo. Em 1965, tornou-se diretor e, mais tarde, presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberaba, função que exerceria até 1968. Em 1967, assumiu o cargo de secretário-geral da União para o Desenvolvimento e Emancipação do Triângulo (UDET), permanecendo até 1969. Nesse ano, tornou-se diretor e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de Minas Gerais. Em 1970 elegeu-se vice-presidente da Associação das Empresas Cinematográficas Exibidoras de Minas Gerais, cargo que ocuparia até 1972.

Em novembro de 1970, candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Deputados na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, mas não se elegeu. Em 1972 chegou a prefeito de Uberaba. Três anos depois, concluiu o curso de direito na Universidade de Uberaba e foi eleito presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Grande (AMGRA).

Terminou seu mandato na prefeitura no início de 1977 e em novembro do ano seguinte candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas obteve apenas a terceira suplência. Em março de 1979, assumiu o mandato no lugar de José Machado Sobrinho e, após o fim do bipartidarismo em novembro e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que substituiu a Arena no apoio ao regime militar. Participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Serviço Público. Em maio de 1982, Maurício Campos, que se licenciara da Câmara dos Deputados em março de 1979 após ser nomeado prefeito de Belo Horizonte pelo governador de Minas Francelino Pereira (1979-1983), reassumiu o mandato de deputado federal, obrigando Hugo a retornar à suplência.

Afastando-se por alguns anos da vida política, em 1986 saiu do PDS e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), legenda pela qual se elegeu novamente prefeito de Uberaba em 1988. Terminou seu mandato em dezembro de 1992 e nas eleições de outubro de 1994 candidatou-se à Câmara dos Deputados. Eleito (obteve a maioria dos votos proveniente de sua base eleitoral na região do Triângulo Mineiro), assumiu sua cadeira na Câmara em fevereiro de 1995, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão Especial sobre o Fundo de Emergência Social (FSE) e suplente da Comissão Especial que analisou a concessão e distribuição do gás canalizado.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, da mudança no conceito de empresa nacional, da quebra do monopólio estatal das telecomunicações e da quebra do monopólio da Petrobrás na exploração de petróleo. Ainda nesse ano, ajudou a aprovar a emenda que prorrogou o Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que concedeu ao Executivo federal uma margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a aplicar verbas inicialmente previstas para os Ministérios da Educação e Saúde em outras áreas.

No ano legislativo de 1996, posicionou-se a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto cuja finalidade era garantir uma fonte extraordinária de receita para o Ministério da Saúde. Nesse mesmo ano, tornou-se vice-líder do bloco que uniu o PFL ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Participou, em março de 1997, do 1.º Encontro Nacional de Lideranças do Setor Rural, em Uberaba. Organizado com o objetivo de pressionar o governo federal a pôr fim às invasões de terras promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o evento divulgou o documento “Manifesto à Nação - Lei, Ordem e Paz no Campo”. Encaminhado ao presidente Fernando Henrique Cardoso e ao ministro de Política Fundiária Raul Jungmann, o manifesto pedia a aprovação do projeto do deputado Jaime Martins (PFL/MG), segundo o qual terras invadidas não poderiam ser objeto de desapropriação.

Ainda em 1997, nas votações mais importantes da Câmara dos Deputados, manifestou-se a favor da emenda constitucional que permitiu que os prefeitos, os governadores e o presidente da República disputassem um mandato consecutivo e da emenda que pôs fim à estabilidade dos servidores públicos.

Em novembro de 1998, votou a favor, apenas em segundo turno, da reforma da Previdência que estabeleceu um teto salarial para os servidores públicos e fixou idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado.

Disputou a reeleição no pleito de outubro de 1998 pela legenda do PFL mineiro, mas não obteve os votos necessários para mais um mandato. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Foi ainda suplente da Executiva Estadual do PFL e presidente do Diretório Municipal do PFL de Uberaba.

Casou-se com Maria Inácia Naves Rodrigues da Cunha, com quem teve quatro filhos.

 

Marcelo Costa/Rogério Barros

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de São Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1 e 5/3/97, 5/2 e 6/11/98).

 

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