CUNHA, JOSE HUMBERTO RODRIGUES DA

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Nome: CUNHA, José Humberto Rodrigues da
Nome Completo: CUNHA, JOSE HUMBERTO RODRIGUES DA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, JOSÉ HUMBERTO RODRIGUES DA

CUNHA, José Humberto Rodrigues da

*dep. fed. MG 1959-1963 e 1964-1967.

 

José Humberto Rodrigues da Cunha nasceu em Prata (MG) no dia 5 de agosto de 1911, filho de Geraldino Rodrigues da Cunha, e de Elvira Andrade da Cunha. seu irmão, Olavo Rodrigues da Cunha, foi prefeito de Uberaba (MG).

Formou-se em direito e medicina pela Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), respectivamente, em 1935 e 1937.

A partir de 1937 dedicou-se à clínica médica em Uberaba, conquistando ali, em 1951, o mandato de vereador na legenda da União Democrática Nacional (UDN) e chegando a presidir a Câmara Municipal. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais na mesma legenda. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro efetivo da Comissão de Saúde e suplente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Com a renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, apoiou em setembro seguinte a Emenda Constitucional nº 4, que instituiu o parlamentarismo no país, possibilitando a posse do vice-presidente João Goulart, cujo nome era vetado pelos ministros militares. Como integrante da Ação Democrática Parlamentar, bloco interpartidário constituído basicamente por parlamentares da UDN no primeiro semestre de 1961 com o objetivo de combater a infiltração comunista na sociedade brasileira, passou em seguida a combater regularmente o novo governo.

Em novembro de 1961, manifestou-se favorável à Emenda Constitucional nº 5, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Ainda nesse mês, por ocasião do reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas em 1947, advertiu quanto à sua inconveniência por julgar que o Brasil não dispunha de organização de contra-espionagem capaz de enfrentar a penetração ideológica dos agentes soviéticos, amparados pelas imunidades diplomáticas.

Opondo-se às propostas lançadas em 1962 de antecipação do plebiscito que decidiria sobre a manutenção ou não do parlamentarismo, em outubro desse ano foi eleito suplente de deputado federal, sempre na legenda da UDN. Deixando a Câmara em janeiro de 1963, voltou a exercer o mandato nos períodos de outubro a dezembro desse ano e de janeiro a março de 1964. Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março desse ano, voltou a exercer suas funções parlamentares nos períodos de abril a agosto seguintes, de setembro do mesmo ano a julho de 1965 e a partir de agosto deste último ano. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido governista. Em 1966, como representante da Câmara dos Deputados, esteve presente à Convenção Interparlamentear, reunida em Teerã, no Irã. De volta ao Brasil, continuou a exercer seu mandato até o final da legislatura, em janeiro de 1967.

Segundo declarou ao jornal Correio Brasiliense em novembro de 1964, não admitia o liberalismo econômico, considerando necessária a intervenção do Estado, fosse para a criação de novas riquezas, fosse para corrigir os possíveis excessos da concentração capitalista individual, fosse ainda por interesse da segurança nacional. Quanto ao monopólio estatal, considerava que já atingira o máximo de seus objetivos com a Petrobras, a Eletrobrás, a Rede Ferroviária Federal e a navegação de cabotagem totalmente controladas pela União. Declarou-se partidário de uma reforma agrária de base cooperativista admitindo a desapropriação das glebas improdutivas, mas condicionada à prévia e justa indenização, e afirmou ainda ter apoiado a adoção da cédula única em todos os pleitos, aceitando também a instituição dos distritos eleitorais, a redução dos partidos nacionais e as medidas contra a influência do poder econômico estatal ou privado nas eleições. Opunha-se, porém, ao direito de voto para os analfabetos e praças de pré, admitindo ainda as demais reformas, como a constitucional, a bancária, a administrativa e a tributária.

Tornou-se membro da Sociedade de Medicina de Uberaba, das associações médicas de Minas Gerais e de São Paulo e do Colégio Internacional de Cirurgiões.

Faleceu no dia 6 de julho de 1998.

Era casado com Heloísa Sales Rodrigues da Cunha, com quem teve quatro filhos. Seu sobrinho, Hugo Rodrigues da Cunha, ocupou uma cadeira de deputado federal de 1979 a 1982 e de 1995 a 1999.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1959-1963, 1963-1967); CAMPOS, Q. Fichário; COUTINHO, A. Brasil; IPC. Relação de parlamentares (1/1/92-18/8/98); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6).

 

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