Odair José da Cunha

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Nome: CUNHA, Odair
Nome Completo: Odair José da Cunha

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CUNHA, Odair

*dep. fed. MG 2003-2007, 2007-2011, 2011-

 

 

Odair José da Cunha nasceu em Piedade (SP) no dia 18 de junho de 1976, filho de Mílcio José da Cunha e de Alice Coelho da Cunha.

Graduou-se em direito pela Faculdade de Direito de Varginha (MG) em 1998. Ainda estudante universitário, dirigiu a Rádio Difusora da Campanha (MG).

Em 1999 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), tornou-se membro do diretório municipal em Boa Esperança (MG), foi assessor do gabinete da deputada estadual Maria Teresa Lara, do PT, e atuou como conselheiro jurídico de prefeituras e câmaras do sul de Minas Gerais. De 2001 até 2004, integrou o diretório estadual do PT.

Em outubro de 2002 disputou pela primeira vez um cargo eletivo, como candidato a deputado federal na legenda do PT em coligação com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Liberal (PL). Eleito com quase 35 mil votos, tomou posse em fevereiro de 2003. Nessa legislatura foi vice-líder do PT e participou da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Comissão de Agricultura e Política Rural e da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o tráfico de armas, instalada em 2005. Foi ainda suplente da Comissão Representativa do Congresso Nacional. Em Outubro de 2003, foi o relator da Medida Provisória 132/03, de autoria da Presidência da República, que instituiu a criação do Programa Bolsa Família, ação com o objetivo de unificar diferentes ações de transferência de renda promovidas pelo Governo Federal. O projeto, convertido na Lei 10.836 em Janeiro de 2004, tornar-se-ia o principal mote do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010).

Em 2005, mesmo ano em que se tornou coordenador da bancada mineira do PT na Câmara dos Deputados, eclodiu o chamado escândalo do “mensalão”, como ficou conhecida a grave crise política desencadeada após denúncias feitas em junho pelo deputado federal Roberto Jefferson, então presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-RJ), sobre a existência de um esquema de compra, pelo PT, de votos de parlamentares da base aliada do governo, que seria capitaneado pelo então ministro da Casa Civil José Dirceu. Na ocasião, três comissões parlamentares de inquérito foram instaladas, e Odair Cunha colaborou com a Corregedoria da Câmara dos Deputados, como membro de uma comissão de sindicância responsável por ouvir a defesa de parlamentares acusados de envolvimento no “mensalão”.

Candidato à reeleição em 2006 na legenda do PT em coligação com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), obteve mais de 87 mil votos. Vitorioso, iniciou o segundo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2007. Foi escolhido terceiro-secretário da mesa diretora, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e suplente das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, de Constituição e Justiça e de Redação, de Minas e Energia, de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e de Turismo e Desporto. Em setembro de 2007 votou a favor da prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada em 1996 como fonte suplementar de recursos para a área da saúde. Foi também presidente da Comissão Especial que que debateu medidas para de regulamentação do setor cafeeiro e atuou também na Comissão que discutiu a viabilidade de implementação de uma reforma tributária.

Foi reeleito para novo mandato no pleito de Outubro de 2010, com 165 mil votos. Na legislatura iniciada em Fevereiro de 2011, assumiu a vice-liderança do PT e foi também vice-líder da bancada governista. Em 2012, foi relator na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instalada em Abril e que ficou conhecida como “CPI do Cachoeira”, por investigar a relação de agentes públicos com um contraventor conhecido pela alcunha de Carlinhos Cachoeira. O relatório final apresentado por Odair Cunha citava 41 pessoas e foi intensamente criticado, sobretudo por incluir jornalistas e  também o procurador-geral da República. Ao fim, entretanto, o parecer foi rejeitado e a CPI não sugeriu indiciamentos.

Casou-se com Nilda Vilela Villas Boas e teve uma filha.

 

Letícia Nunes de Moraes/Jean Spritzer 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (2003-2007 e 2007-2011); Folha de S. Paulo (28/09/2005, 05/10/2005 e 20/09/2007); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/>. Acesso em 23/05/2014; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://www.congressoemfoco.uol.com.br/>. Aceso em 23/05/2014; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com/>. Acesso em 23/05/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://wwwtse.jus.br/>. Acesso em 23/05/2014.


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