Carlos Eduardo Vieira da Cunha

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Nome: CUNHA, Vieira da
Nome Completo: Carlos Eduardo Vieira da Cunha

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, Vieira da

CUNHA, Vieira da

*dep. fed. RS 2007-2011, 2011-2015

 

 

Carlos Eduardo Vieira da Cunha nasceu em Cachoeira do Sul (RS) no dia 31 de março de 1960, filho de Carlos Salzano Vieira da Cunha e de Ophelia Torelli Vieira da Cunha.

Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 1981, e no ano seguinte formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Em 1985 concluiu a Escola Superior do Ministério Público, em Porto Alegre, e em 1986 foi nomeado promotor de Justiça do estado do Rio Grande do Sul. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, que exerceria por dois anos.

Em 1988 foi eleito vereador em Porto Alegre. Em 1992, candidatou-se a vice-prefeito na chapa de Carlos Araújo, do PDT, que foi o terceiro candidato mais votado. O eleito foi Tarso Genro, do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1993 assumiu a presidência da Companhia Estadual de Energia Elétrica.

Em 1994 foi eleito deputado estadual na legenda PDT. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e foi reeleito em 1998. No exercício do segundo mandato, foi relator, em 2001, da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Segurança Pública, que investigou a relação entre a gestão petista no Rio Grande do Sul e o jogo do bicho. Vieira da Cunha indiciou Diógenes de Oliveira, então presidente do Clube de Seguros da Cidadania, entidade criada para captar recursos para o PT e suas campanhas, que foi acusado, junto com outras nove pessoas, de falsificar declarações de doações para justificar a origem do dinheiro usado na compra do prédio que servia como sede do diretório do PT. Em dezembro Diógenes de Oliveira desfiliou-se do PT, e em janeiro de 2002 foi considerado inocente pelo Ministério Público Estadual. A CPI também indiciou o então governador gaúcho Olívio Dutra, do PT, por improbidade administrativa. A denúncia seria arquivada pelo Ministério Público em janeiro de 2002.

Em 2002 reelegeu-se deputado estadual e foi eleito presidente do PDT no Rio Grande do Sul. Em 2004, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa e candidatou-se à prefeitura de Porto Alegre, com o apoio da coligação entre o PDT e o Partido dos Aposentados da Nação (PAN). Recebeu 9,76 % dos votos, ficando em quarto lugar. O candidato eleito foi Raul Pont, do PT.

Em 2006 elegeu-se deputado federal com 5,28% dos votos. Assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2007, e em fevereiro de 2008 tornou-se presidente nacional do PDT, em substituição a Carlos Lupi, que foi obrigado pela Comissão de Ética Pública a escolher entre o cargo de Ministro do Trabalho e a liderança do partido. Na Câmara, foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Em março de 2008, como membro dessa comissão, junto com o deputado federal Ivan Valente, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-SP), solicitou audiência pública para discutir o problema diplomático entre Brasil e Espanha, gerado por acusações de que brasileiros que tentaram entrar na Espanha tinham sido vítimas de preconceito e maus tratos, antes de serem mandados de volta ao Brasil. Em junho, votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e, em seguida, posicionou-se também favoravelmente à criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que, segundo a oposição ao governo Lula seria uma tentativa de recriar aquele primeiro tributo. No último ano da legislatura, integrou também a Comissão de Seguridade Social e Família.

Reeleito em Outubro de 2010 com 76 mil votos, foi novamente empossado em Fevereiro de 2011, ano no qual passou a atuar enquanto titular na Comissão de Constituição e Justiça. Integrou também a Comissão Especial que debateu as diretrizes de uma reforma no Código Penal. Em 2012, com a saída de seu correligionário Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, esteve entre os substitutos cogitados para assumir a pasta, mas acabou preterido pela presidente Dilma Rousseff, que optou por nomear outro pedetista, Brizola Neto.

Em 2014, retornou à liderança do PDT na Câmara, entre Fevereiro e Julho, mês no qual se licenciou do mandato parlamentar para lançar candidatura ao Governo do Rio Grande do Sul. Pela coligação ‘O Rio Grande Merece Mais’, que além do PDT, foi composta por DEM, PSC, PV e PEN, recebeu 263 mil votos, correspondentes a 4,27% dos votos válidos, mas insuficientes para o êxito no tento. Como quarto mais votado, ficou de fora do segundo turno, quando o então governador e candidato à reeleição Tarso Genro, do PT, foi derrotado pelo peemedebista José Ivo Sartori.Com a derrota no pleito e o encerramento do mandato no Legislativo Federal, compôs a base de apoio ao novo governo estadual, e, em seguida foi nomeado secretário de educação do Rio Grande do Sul.

Casado com Luciane Bolzan, teve quatro filhos.

 

Jean Spritzer

 

 

FONTES: Portal da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://www.al.rs.gov.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br/>. Acesso em 17/10/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em <http://g1.globo.com/politica/>. Acesso em 01/12/2014; Portal do PDT. Disponível em: <http://pdt12.locaweb.com.br/inicial.asp>. Acesso em 17 /10/ 2009; Portal do TRE-RS. Disponível em: < http://www.tre-rs.gov.br/>. Acesso em 17/10/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal Zero Hora. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/>. Acesso em: 01/12/2014.

 

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