D'AGOSTINO, CARMELO

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Nome: D'AGOSTINO, Carmelo
Nome Completo: D'AGOSTINO, CARMELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
D'AGOSTINO, Carmelo

D'AGOSTINO, Carmelo

*  dep. fed.  SP 1951-1963.

 

Carmelo D'Agostino nasceu na cidade de São Paulo em 14 de julho de 1893, filho de Antônio D'Agostino e de Vicenta D'Agostino.

Fez seus estudos primários na cidade de São Paulo, prosseguindo-os como autodidata.

Começou sua vida como operário de uma fábrica de tecidos, tendo sido também comer­ciante de algodão. Mais tarde, passou a fazer parte da administração do Banco Cruzeiro do Sul e do Banco Popular do Brasil, chegando a ser diretor-presidente de ambos.

Iniciou sua vida política através do Partido Social Progressista (PSP), sendo eleito deputa­do federal pelo estado de São Paulo em outu­bro de 1950 na legenda da coligação entre a sua agremiação e o Partido Social Democráti­co (PSD).  Assumindo o mandato em fevereiro de 1951, desligou-se do PSP e ingressou no PSD.  Foi um dos signatários, em junho do ano seguinte, de um substitutivo ao projeto do go­verno que propunha a criação de uma socie­dade de economia mista como solução para o problema do petróleo. Nesse substitutivo, apresentado pela União Democrática Nacional (UDN) e assinado por representantes dos prin­cipais partidos políticos, colocava-se a propos­ta do monopólio estatal e da criação de uma empresa estatal para a execução do programa governamental do petróleo.  Aprovado afinal em outubro de 1953, o projeto do governo in­corporando alterações propostas pelos parla­mentares se transformou, na Lei nº.2.004, que tornava monopólio da União a pesquisa, a la­vra, a refinação e o transporte do petróleo no país.

No pleito de outubro de 1954 foi reeleito com o apoio da mesma coligação.  No final do mandato, em novembro de 1958, teve seu no­me ligado a irregularidades ocorridas por oca­sião da falência do Banco Popular do Brasil, do qual era diretor-presidente, além de ser acusado de corrupção eleitoral.  Ao defender-­se, apontou o Banco Brasileiro de Descontos como responsável pelo desastre de seu estabe­lecimento bancário, por não ter cumprido o compromisso que teria assumido de encampar a sua empresa.

Reeleito em outubro de 1958, ainda com o apoio da coligação PSP-PSD, exerceu man­dato até janeiro de 1963.

Estudioso dos problemas econômicos do país, foi presidente do Centro de Debates de Assuntos Econômicos e da Assembléia do Centro de Debates Cásper Líbero.  Tornou-se membro do Instituto de Economia da Asso­ciação Comercial de São Paulo.

Casou-se com Amélia Biondi D'Agostino.

Colaborador nos Diários Associados, publi­cou também as seguintes obras: A origem das bolsas, A origem do seguro, O momento eco­nômico brasileiro, O nosso capitalismo e o ca­pitalismo moderno, O mercantilismo antigo e o industrialismo moderno, A ética do bancá­rio, Como veio a moeda ao mundo, A reforma bancária, Técnica e economia bancária e O pe­tróleo brasileiro.

 

FONTES:  CÂM. DEP. Anais (1960-3); CÂM. DEP. Deputados, CÂM. DEP.  Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COHN, G. Petróleo; Eleitos; Estado de São Paulo (7/11/58); MELO, L. Dic.; SOC. BRAS. EXPAN­SÃO COMERCIAL.  Quem.

 

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