DARIO, ARGILANO

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Nome: DARIO, Argilano
Nome Completo: DARIO, ARGILANO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
argilano

DARIO, Argilano 

* dep. fed. ES 1963-1975, 1983-1987.

 

                Argilano Dario nasceu em São José do Campestre (RN) no dia 23 de julho de 1913, filho de Dario Targino e Rosemira Maria da Conceição.

                Transferindo-se para o Espírito Santo, formou-se em contador pela Academia de Comércio de Vitória em 1943.

Iniciou-se na vida política elegendo-se deputado estadual no pleito de outubro de 1950 e ocupando a cadeira em fevereiro do ano seguinte.Reelegeu-se deputado estadual em outubro de 1955, iniciou novo mandato no começo do ano seguinte. Durante essa legislatura presidiu a Comissão de Finanças, tornou-se  vice-presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito (ALES) e assumiu a liderança de seu partido na ALES. Nesse período, em 1956, bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Espírito Santo.

                Deixou a Assembléia espírito-santense em janeiro de 1959, ao final da legislatura, passando nesse mesmo ano a exercer o cargo de delegado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC) no Espírito Santo, no qual permaneceria até 1961.

                Elegeu-se deputado federal pelo Espírito Santo na legenda da Coligação Democrática - Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); União Democrática Nacional (UDN), Partido Social Progressista (PSP) e Partido da Representação Popular (PRP), no pleito de novembro de 1962 e empossado em março do ano seguinte. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Nessa legenda, reelegeu-se em novembro de 1966, iniciando seu segundo mandato em março de 1967, quando integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Educação e Cultura, nas quais permaneceria até 1970. Em novembro desse ano reelegeu-se deputado federal pelo Espírito Santo pela terceira vez, assumindo a cadeira em março de 1971. Ainda nesse ano integrou a Comissão do Desenvolvimento da Região Centro-Oeste, foi suplente das comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça e tornou-se vice-presidente da Comissão de Legislação Social.

                Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1975, ao final da legislatura.

                Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação oposicionista que sucedeu ao MDB, e nessa legenda voltou a eleger-se deputado federal pelo Espírito Santo no pleito de novembro de 1982. Empossado em fevereiro de 1983, participou da Comissão de Relações Exteriores na Câmara dos Deputados.     

        Afastado da Câmara dos Deputados desde o início de 1984 por motivo de saúde, em 25 de abril deste ano esteve ausente da votação da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação - faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal -, o sucessor do presidente João Figueiredo acabou tendo de ser escolhido no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985. Dario Argilano também não participou da votação que elegeu o candidato Tancredo Neves, da Aliança Democrática - uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal -, o novo presidente da República, derrotando o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Dario Argilano candidatou-se a deputado federal constituinte no pleito de novembro de 1986, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

                Faleceu no dia 5 de abril de 1992.

                Era casado com Nilza da Silva Dario, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros.  Repertório (1967-1971 e 1971-1975 e 1983-1987); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. Carlos Dario Potiguara; IPC. Relação de parlamentares (1/1/92  a 18/8/98); NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6, 8 e 9­). 

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