DE ANGELIS, Ovídio

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Nome: DE ANGELIS, Ovídio
Nome Completo: DE ANGELIS, Ovídio

Tipo: BIOGRAFICO


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DE ANGELIS, Ovídio

DE ANGELIS, Ovídio

*min. Secret. Pol. Region. 1998-1999; min. Secret. Des. Urbano 1999-2003.

 

Ovídio Antônio De Angelis nasceu em Goiânia no dia 14 de novembro de 1944.

Iniciou sua carreira pública como secretário de Fazenda durante a primeira gestão de Íris Resende na prefeitura de Goiânia (1965-1969). Posteriormente, foi secretário de Comunicação do governo Íris Resende em Goiás (1991-1995) e secretário de Planejamento do governo Maguito Vilela (1995-1998), ambos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ao qual também era filiado.

Por indicação de Íris Resende, em 5 de maio de 1998 foi nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) para a Secretaria Especial de Políticas Regionais da Presidência da República. Ocupou o cargo, que passou a ter status de ministério, até julho de 1999, e em 3 de agosto tomou posse na Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano. Antes de assumir a nova função, liberou 32,2 milhões de reais para o estado de Goiás, ou 63% do orçamento da Secretaria Especial de Políticas Regionais. A iniciativa gerou denúncias de que concentrara os recursos em seu estado natal visando benefícios políticos. De Angelis declarou que os recursos tinham vindo de emendas parlamentares ao orçamento da União, mas o cruzamento de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) revelou que dos 79 contratos aprovados pelo secretário na ocasião, apenas cinco tinham a origem por ele alegada. Após dar explicações no Congresso Nacional e ao presidente Fernando Henrique Cardoso, De Angelis foi mantido no governo.

Durante o ano de 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso teve desentendimentos com o PMDB, ameaçando retirar os representantes do partido dos ministérios caso não se evitasse a candidatura à presidência do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, opositor do governo. Diante da desistência de Itamar, o então senador Íris Resende resolveu entregar o cargo mais importante que o PMDB tinha no governo, justamente a Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano, com status ministerial, ocupada por De Angelis. Segundo declarou Resende, a respeito do partido e de De Angelis, “assumimos uma posição política que não é a do governo. Não é justo, não é ético que [ele] continue a ocupar o cargo”. Não tendo sido avisado previamente sobre a decisão, e não querendo deixar a secretaria, De Angelis, sentindo-se traído, rompeu com Íris Resende e com Maguito Vilela, que disputava a presidência do partido. Teve sua exoneração vetada pelo presidente Fernando Henrique, e em outubro filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o que gerou novos clamores dentro do PMDB para que deixasse o cargo. Ainda assim permaneceu na Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano até o último dia do mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1º de janeiro de 2003.

De volta a Goiás, ocupou a Secretaria de Comércio Exterior durante as gestões do governador reeleito na legenda do PSDB, Marconi Perillo (2003-2006), e de seu sucessor, Alcides Rodrigues (2006-), do Partido Progressista (PP). Após a extinção da secretaria em 2008, tornou-se vice-presidente da Brasilinvest, agência privada de captação de investimentos.

 

FONTES: Folha de S. Paulo (16 e 17/8, 8/10/01; 21/7/09); PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Internet; TRIBUNA DO PLANALTO (22/11/08).

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