DELCINO TAVARES DA SILVA

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Nome: TAVARES, Delcino
Nome Completo: DELCINO TAVARES DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TAVARES, Delcino [PRONTO]

TAVARES, Delcino

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

                Delcino Tavares da Silva nasceu em Mangueirinha (PR) no dia 19 de fevereiro de 1942, filho de Otávio Francisco da Silva e de Maria Tavares da Silva.

                Bacharel em filosofia pela Universidade Federal do Paraná em 1964, formou-se em medicina pela mesma universidade no ano de 1969.

                Eleito vice-prefeito de Quatiguá (PR) na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em novembro de 1982, assumiu a prefeitura nos dois anos seguintes, substituindo temporariamente o titular Epifânio Mocelin Blanco, licenciado por doença.

                Superintendente regional do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps) no Paraná entre 1985 e 1987, neste último ano foi secretário de Saúde no governo Álvaro Dias (1987-1991), permanecendo no cargo até abril de 1990. Nas eleições de outubro daquele ano, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PMDB do Paraná. Eleito, integrou, ao longo de 1991 a Comissão de Seguridade Social e Família e foi suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 parlamentares favoráveis à abertura de processo de  impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação da Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado Federal. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Ainda em 1992, Delcino Tavares saiu do PMDB e ingressou no recém-fundado Partido Progressista (PP), acompanhando Álvaro Dias.

                Na Câmara, Delcino esteve ausente na sessão que rejeitou a revisão do conceito de empresa nacional, foi contrário à adoção do voto facultativo e à criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e pronunciou-se favoravelmente à instituição do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que, ao lado do FSE, foi concebido para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo federal (Plano Real).

                Delcino deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, depois de não ter concorrido à reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

                A partir de então deixou de ter atuação político-partidária, passando a integrar o corpo clínico dos hospitais de Quatiguá e Joaquim Távora (PR), esta última a cidade na qual passou a residir. Além da medicina, dedicou-se a atividades agropecuárias em Joaquim Távora e Antonina (PR), e em Pimenta Bueno (RO), onde instalou uma indústria de laticínios.

                Casou-se com Vera Lúcia Dolenz, com quem teve dois filhos.

               

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de São Paulo (18/9/94); INF. BIOG.; Perfil parlamentar/Istoé.

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