DENIS, RUBENS BAYMA

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Nome: DENIS, Rubens Bayma
Nome Completo: DENIS, RUBENS BAYMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DENIS, Rubens Bayma (VERIFICAR)

DENIS, Rubens Bayma

* militar; min. Gabinete Militar 1985-1990; min. Transportes 1994-1995.

 

               

                Rubens Bayma Denis nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 7 de junho de 1929, filho de Odilio Denis, e de Maria Helga Bayma Denis. Seu pai foi revolucionário de 1922, comandante da Zona Militar Centro (1949-1950),  chefe do  Departamento Geral de Administração do Exército (1950-1952), comandante da Zona Militar Sul (1952-­1954), da Zona Militar Leste (1954-1956) e do I Exército (1956-1960),  ministro da Guerra (1960-1961) e revolucionário de 1964.

Sentou praça ingressando na Escola Militar de Resende (RJ) em abril de 1944, de onde saiu aspirante a oficial da arma de infantaria em dezembro de 1949. Promovido a segundo tenente em julho de 1950, a primeiro-tenente dois anos depois e a capitão em 1954, em meados de 1955 foi designado ajudante de ordens do  seu pai, então comandante do Quartel General da Zona Militar Leste, no Rio de Janeiro. À disposição da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional de abril de 1956 a  fevereiro de 1957, assumiu em seguida o comando da 1º Companhia de Guardas, em Porto Alegre.

 Aluno do curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EaAO) de março a novembro de 1960, tornou-se no ano seguinte instrutor do curso de infantaria desta escola. Freqüentou o curso avançado de infantaria, em Fort Benning, Georgia, nos Estados Unidos, de agosto de 1961 a julho de 1962. Retornando ao Brasil, assumiu as funções de instrutor do curso de artilharia, exercendo-as até janeiro de 1964, quando ingressou no curso de comando e estado-maior da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), que concluiria em dezembro de 1966. Sob o comando do general Jurandir de Bizarria Mamede, participou do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João   Goulart (1961-1964).

Em agosto de 1968 foi promovido a tenente-coronel. Assessor-chefe da Subchefia de Assuntos Psicossociais da Secretaria-Geral do Conselho de Segurança Nacional a partir de março de 1969, em julho de 1971, matriculou-se no curso de atualização da ECEME, encerrado no início de 1972. Em abril foi nomeado para proceder a tomada de contas das despesas realizadas pelo Conselho de Segurança referentes ao orçamento do Exército. Comandou o 1º Batalhão de Guardas em São Cristovão (RJ) de julho de 1973 a janeiro de 1976, em fevereiro de 1977  tornou-se comandante da 1ª Brigada de Infantaria Motorizada. De março a abril de 1979, fez estágio na Escola Nacional de Informações (EsNI) e em julho foi designado para o cargo de adido do Exército junto à embaixada brasileira na Itália. Permaneceu em Roma até junho de 1981, retornando em seguir ao Brasil.

General-de-brigada em abril de 1982, nesse mesmo mês foi indicado para o comando da 4ª Brigada de Infantaria, sediada em Belo Horizonte. Em fevereiro de 1984, tomou posse no cargo de comandante da Academia Militar de Agulhas Negras (AMAN), cumulativamente às funções de diretor interino de Formação e Aperfeiçoamento do Exército.

 

No Gabinete Militar

No início de 1985 o nome de Rubens Bayma Denis passou a ser cogitado para ocupar o cargo de ministro-chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, o que acarretava, por extensão,  secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional.

A escolha de Bayma Denis por Tancredo Neves, quando este preparava-se para assumir a presidência, deveu-se a um pedido direto do marechal Odílio Denys, que mantinha relações de amizade com o presidente eleito desde o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954). Tancredo  conheceu o general Rubens Bayma, rapidamente, como comandante da 4º Brigada em Belo Horizonte, após assumir o governo de Minas. Coube ao general traçar todo o esquema de deslocamento, que levaria Tancredo Neves de casa até o palácio do Planalto, para tomar posse. No dia marcado, Tancredo estava internado no hospital da Base, iniciando uma agonia de 39 dias, Rubens Bayma já tinha feito as adaptações no esquema e às 7h 30min. de 15 de março, apresentava-se ao vice-presidente José Sarney, que substituiria Tancredo Neves  (1985-1990), para levá-lo à cerimônia de posse. No governo Sarney, o ministro participou do controvertido projeto Calha Norte e da reformulação do programa nuclear brasileiro. O ministro foi apontado como um dos principais pontos de resistência ao projeto de reforma agrária.

Promovido a general-de-divisão em abril de 1987, foi exonerado, em março de 1990, com a posse do novo presidente da República, Fernando Collor de Melo, da chefia do Gabinete Militar, sendo substituído pelo general Agenor Maria Homem de Carvalho.  Em seguida,  assumiu o  comando da 6ª Divisão de Exército em Porto Alegre. Em abril do ano seguinte, foi exonerado desse comando e nomeado comandante Militar do Sul. Em março de 1993, após ter sido indicado para assumir o Comando Militar do Leste.

Em março de 1994, o presidente Itamar Franco (1992-1995) nomeou-o para o cargo de ministro dos Transportes, no lugar de Margarida Coimbra, encarregando-o de colocar a pasta em ordem e, especialmente, o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), órgão cercado de denúncias de corrupção e inteiramente entregue às empresas privadas. Em abril foi transferido para reserva remunerada, continuando a exercer o cargo de ministro como civil. No fim do governo Itamar Franco, Rubens Bayma, e o titular da Secretaria de Administração Federal (SAF), general Romildo Canhim, também na reserva, divergiram sobre as irregularidades apuradas pela Comissão Especial (CEI) em dois contratos do DNER firmados com as empreiteiras Queiroz Galvão e Tratex. Enquanto Bayma afirmava que os contratos eram perfeitamente legais, Canhim denunciava-os como superfaturados. O CEI, órgão encarregado de apurar irregularidades do executivo, denunciou que o DNER era o órgão federal mais exposto à corrupção.

Rubens Denys casou-se com Rita Marina Aeron Denys.[TEM FILHOS?]

 

FONTES: Alm.Ex. 1976; Curríc.; Arq. Ex.; Estado de São Paulo (4/11/94, 15/5/95, 18/12/94 ); Folha de São Paulo (20/12/94); Jornal do Brasil (26/6/94, 20/12/94 );  

 

 

 

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