DERCIO AUGUSTO KNOP

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Nome: KNOP, Dércio
Nome Completo: DERCIO AUGUSTO KNOP

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KNOP, DÉRCIO

KNOP, Dércio

*dep. fed. SC 1991-1995 e 1997-1999.

Dércio Augusto Knop nasceu em Palmeira das Missões (RS) no dia 11 de junho de 1948, filho de Lauro Knop e de Irma Knop.

Fez os cursos primário e ginasial em sua cidade natal e em 1968 concluiu o curso técnico de contabilidade no Colégio São Francisco, em Chapecó (SC). Auxiliar de administração em Chapecó entre 1966 e 1969, iniciou sua carreira política no ano seguinte, elegendo-se vereador em Maravilha (SC) na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Ainda em 1970, ingressou no curso de economia da Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas de Cruz Alta (RS), que concluiria em 1974.

Em 1971, deixou a Câmara de Vereadores de Maravilha para assumir a Secretaria de Finanças do município, cargo que ocupou até 1973, quando terminou seu mandato de vereador. Secretário municipal de Administração de Modelo (SC) a partir de 1973, em novembro de 1976 disputou e ganhou a prefeitura do município, que assumiu em março de 1977. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que deu continuidade ao MDB. Em novembro de 1982, candidatou-se com êxito a uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Empossado em fevereiro de 1983, foi vice-líder do PMDB entre 1983 e 1984 e, até o final da legislatura, vice-presidente da Comissão de Finanças e da Comissão de Serviço Público. Observador parlamentar nas negociações de financiamento entre o governo de Santa Catarina e o Banco Mundial realizadas em Nova Iorque em 1985, foi terceiro-secretário da mesa da Assembleia no biênio 1985-1986.

Eleito em novembro de 1986 deputado estadual constituinte, iniciou novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Voltou a assumir a vice-presidência da Comissão de Serviço Público e integrou a Comissão de Justiça da Assembléia, nas quais permaneceria até o final da legislatura. Em 1988, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou dos trabalhos de elaboração da nova Constituição estadual, iniciados no final daquele ano. Coordenador da Comissão de Emancipações em 1988 e 1989 e líder do PDT na Assembléia em 1990 e 1991, nesse último ano foi escolhido o deputado estadual de melhor desempenho pelo Sindicato de Jornalistas de Santa Catarina.

Em outubro de 1990, ganhou uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina. Iniciando o mandato em fevereiro de 1991, foi membro titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara, e suplente da Comissão de Relações Exteriores. Ao longo da legislatura, integrou também a Comissão de Constituição e Justiça (1992-1993) e a comissão especial que debateu a legalidade do jogo (1994). Participou como suplente das comissões de Agricultura e Política Rural e de Finanças e Tributação (1993-1994).

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais votações na Câmara durante o governo Itamar Franco, manifestou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), e contra o fim do voto obrigatório e a criação do Fundo Social de Emergência (FSE). Em outubro de 1994 disputou a reeleição na legenda do PDT, mas obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro de 1995, e por dois anos foi diretor de marketing da Santa Catarina Turismo. Voltou a exercer o mandato de deputado federal em fevereiro de 1997, na vaga aberta pela eleição de Leonel Pavan, do PDT, para a prefeitura de Camboriú (SC). Ainda nesse mês votou contra a emenda que permitia a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro pronunciou-se contra a quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Ainda 1997, foi titular da Comissão de Ciência e Tecnologia e suplente das comissões de Economia e Finanças e de Aviação e Transportes. No pleito de outubro de 1998, candidatou-se a deputado estadual na legenda do PDT e obteve uma suplência. Em novembro, votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura. Filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS) e foi escolhido secretário-geral executivo do partido no estado de Santa Catarina.

Empresário, tornou-se sócio-cotista da Mirage Empreendimentos Imobiliários Ltda., em Florianópolis, e da Rádio Modelo Ltda.

Casado com Sirnei Lurdes Knop, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1995-1999, suplemento); Diário Catarinense (7/10/98); Folha de S. Paulo (29/9 e 6/11/98); INF. BIOG.; PIAZZA, W.F. Dicionário político catarinene; Perfil parlamentar/IstoÉ.; RESULTADO da eleição.

 

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