Orlando Desconsi

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Nome: DESCONSI, Orlando
Nome Completo: Orlando Desconsi

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Orlando DESCONSI

DESCONSI, Orlando

*dep. fed. RS 2001-2002; 2003-2007

 


 

Orlando Desconsi nasceu em Horizontina (RS) no dia 11 de dezembro de 1963, filho de Alberto Desconsi e de Adelina PozzatiDesconsi.

Caçula de oito irmãos foi criado no interior da cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS). No início da década de 1980, trabalhou como agricultor, auxiliar de escritório e bancário em municípios gaúchos. Seguindo o conselho de um de seus irmãos, fixou-se em Santa Rosa (RS), prestando vestibular para o curso de educação física e desporto pela Faculdade Salesiana Dom Bosco, na qual se graduou em 1987. No ano seguinte, passou a compor os quadros do Sindicato dos Bancários de Santa Rosa e Região, tendo sido secretário e presidente da entidade entre os anos de 1988 e 1994.

Ainda em 1994, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e tornou-se membro da direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Missões (RS), cargo que exerceu até 1995. De volta a Santa Rosa, ainda neste último ano assumiu as funções de tesoureiro e presidente do diretório municipal.

Em outubro de 1996, concorreu à prefeitura de Santa Rosa na legenda do PT, mas ficou em terceiro lugar no pleito vencido por Júlio Osório Brum de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ainda em 1996, tornou-se coordenador do PT microrregional e membro do diretório estadual do partido e, no ano seguinte, concluiu o curso de ciências jurídicas e sociais da Universidade de Ijuí (Unijuí).

Nas eleições de outubro de 1998, candidatou-se à Câmara Federal pelo PT gaúcho, mas, com 29.535 votos, obteve uma suplência. Em outubro de 2000, tentou mais uma vez eleger-se prefeito de Santa Rosa na coligação formada por PT, Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Novamente em terceiro lugar, perdeu a disputa dessa vez para o candidato Alcides Vicini, da coligação composta pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido da Frente Liberal (PFL).

Em 2 de janeiro de 2001, assumiu como suplente uma vaga no Legislativo Federal. Em agosto apresentou um projeto de lei na Câmara que previa a perda dos direitos políticos para vereadores, deputados e senadores que, investigados por quebra de decoro parlamentar, renunciassem ao mandato para escapar de cassação. Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação em dezembro de 2001, a proposta seria arquivada em janeiro de 2007. Ainda em 2001, concluiu o curso de pós-graduação em direito público na Unijuí. Voltou à condição de suplente em 5 de abril de 2002.

No pleito de outubro seguinte, tentou uma nova cadeira de deputado federal na coligação formada por PT, Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Mobilização Nacional (PMN) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo eleito com 77.330 votos. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003. Apesar de integrar o partido governista, em maio seguinte Desconsi e um grupo de mais de vinte deputados do PT, considerados da ala esquerda do partido, apresentaram ao presidente Luís Inácio Lula da Silva um manifesto intitulado “Tomar o rumo do crescimento, já!”, no qual pediam uma aceleração no processo de transição da política econômica com o objetivo de retomar o desenvolvimento e o crescimento da economia. Em agosto seguinte, votou favoravelmente ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) do governo federal que previa, entre outras medidas, a adoção da contribuição dos inativos e a instituição de um teto salarial para as aposentadorias dos servidores públicos.

Vice-líder do PT na Câmara em 2004, em agosto do ano seguinte somou-se novamente a um grupo de deputados da esquerda do partido que pediu o afastamento da direção do PT dos parlamentares envolvidos no escândalo que ficou conhecido como “mensalão”, esquema que envolvia altos escalões da administração federal e no qual deputados de partidos da base aliada de Lula foram acusados de receber uma quantia mensal em dinheiro para aprovar matérias no Congresso favoráveis ao governo. O operador financeiro do esquema seria o empresário mineiro Marcos Valério, cabendo ao tesoureiro do PT, Delúbio Soares, a distribuição da propina entre os congressistas. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada ainda em agosto de 2005 para apurar as denúncias, mas não chegaria a concluir os seus trabalhos, já que o relatório final do caso não foi votado.

Ainda na legislatura 2003-2007, Desconsi integrou a Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Pública e as comissões de Defesa do Consumidor; Agricultura e Política Rural; Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento rural; Seguridade Social e Família; e Turismo e Desporto.

Candidatou-se novamente ao Legislativo Federal pelo PT em outubro de 2006, mas, com 66.103 votos, não obteve êxito. Deixou a Câmara em 31 de janeiro de 2007, ao término do mandato.

Nas eleições de outubro de 2008, elegeu-se prefeito de Santa Rosa na coligação formada pelo PT, PCdoB e Partido Verde (PV) com 41,58% dos votos válidos, derrotando as candidatas Neusa Kempfer, do PMDB, e Marli Rosek, do Partido Progressista (PP).

No ano de 2012 tentou a reeleição, mas não obteve êxito, perdendo o cargo para Alcides Vicini, do Partido Progressista.

Casou-se com Vera Lúcia Desconsi, com quem teve duas filhas.

 

Marcia Gomes


 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 01/09/2009; Portal do Jornal Diário Catarinense. Disponível em: <http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc>. Acesso em 01/09/2009; Portal do Jornal Zero Hora. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br>. Acesso em 01/09/2009; Portal da prefeitura de Santa Rosa - RS. Disponível em: <http://www.santarosa.rs.gov.br/index2.php>. Acesso em 05/07/2013; Portal da Revista Época. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com>. Acesso em 01/09/2009; Portal do Tribunal Regional eleitoral do RS. Disponível em: <http://www.tre-rs.gov.br/>. Acesso em 01/09/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em:<http://www.tse.gov.br>. Acesso em: 22/08/2009 e 05/07/2013.

 


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