Álvaro Antônio Teixeira Dias

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Nome: DIAS, Álvaro Antônio Teixeira
Nome Completo: Álvaro Antônio Teixeira Dias

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DIAS, ÁLVARO ANTÔNIO TEIXEIRA

DIAS, Álvaro Antônio Teixeira

*const. 1987-1988; dep. fed. MG 1987-1991


Álvaro Antônio Teixeira Dias nasceu em Belo Horizonte no dia 4 de junho de 1938, filho do empresário Joaquim Teixeira Dias e de Maria da Conceição Pimentel Dias.

Cursou o secundário no Instituto Padre Machado, em Belo Horizonte, formando-se em 1959. De 1963 a 1965, trabalhou na Rede Ferroviária Federal e neste último ano graduou-se em engenharia mecânica e elétrica pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Funcionário do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais, chefiou o setor de manutenção de equipamentos do órgão entre 1965 e 1970, ano em que formou-se também em engenharia civil pela UFMG.

Iniciou sua carreira política no pleito de novembro de 1970, ao eleger-se vereador em Belo Horizonte pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Assumindo sua cadeira em fevereiro seguinte, foi reeleito em novembro de 1972, tendo ocupado, no segundo mandato, a liderança do governo e a presidência da Câmara Municipal. Novamente reeleito em novembro de 1976, exerceu as funções de vice-presidente da casa no ano seguinte e de líder do Executivo municipal.

Após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Popular (PP), agremiação liderada por Tancredo Neves. Em setembro de 1980, por deliberação do Congresso Nacional, teve, juntamente com os demais ocupantes de cargos eletivos municipais, o mandato de vereador prorrogado por dois anos. Em fevereiro de 1982, com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ingressou nessa agremiação oposicionista, pela qual se elegeu deputado estadual em Minas Gerais no pleito de novembro do mesmo ano. Tomando posse em fevereiro seguinte, após ter concluído o mandato de vereador, tornou-se membro das comissões de Economia e Obras Públicas e de Assuntos Municipais e Planejamentos Regionais. Licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria dos Transportes no governo de Tancredo Neves (1983). 

Nas eleições municipais de novembro de 1985, compôs como vice a chapa vitoriosa do PMDB à prefeitura de Belo Horizonte encabeçada pelo deputado federal Sérgio Ferrara, sendo empossado no cargo no início do ano seguinte. Licenciou-se de suas funções no Executivo municipal para disputar uma vaga à Assembléia Nacional Constituinte (ANC) no pleito de novembro de 1986. Eleito pela legenda do PMDB mineiro, renunciou ao cargo de vice-prefeito de Belo Horizonte, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1987.

Durante as atividades da Constituinte, integrou-se, como titular, à Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo e, como suplente, à Subcomissão da Questão Urbana e Transporte, da Comissão da Ordem Econômica.

Nas principais votações do período, manifestou-se pela aprovação da pena de morte, do aviso prévio proporcional, da manutenção da unicidade sindical, da soberania popular, da adoção do voto facultativo aos 16 anos, do sistema presidencialista, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da anistia aos micro e pequenos empresários e do mandato de cinco anos para o presidente da República José Sarney. Foi contrário à limitação do direito de propriedade privada, à jornada semanal de 40 horas, à estatização do sistema financeiro, à limitação dos encargos da dívida externa e à legalização do jogo do bicho. Por fim, absteve-se de votar a emenda que propôs a adoção da licença-paternidade, e esteve ausente de várias votações do capítulo dos direitos e garantias individuais e da sessão que analisou a proposta de legalização do aborto.

Após a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, Dias integrou-se aos trabalhos legislativos ordinários da Câmara. No mês seguinte, candidatou-se a prefeito de Belo Horizonte na legenda do PMDB, mas acabou derrotado pelo também constituinte Pimenta da Veiga, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Transferindo-se para o Partido das Reformas Sociais (PRS), sigla fundada pelo ex-governador mineiro Hélio Garcia, Dias elegeu-se mais uma vez deputado estadual em Minas no pleito de outubro de 1990. Concluindo o mandato federal em janeiro de 1991, assumiu, em seguida, sua cadeira na Assembléia Legislativa, tornando-se membro das comissões de Ciência e Tecnologia e de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Transferiu-se para o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e reelegeu-se deputado estadual em outubro de 1994. Iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte, voltou a se reeleger, na legenda pedetista, em outubro de 1998.

Em sua carreira empresarial, Teixeira Dias dirigiu a Álvaro e Fernando Prestação de Serviços Ltda. e a Álvaro e Marcelo Serviços de Engenharia Ltda.

Faleceu em novembro de 2003.

Foi casado com com Vilma Penido Dias, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico.

 

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