DIPP, DANIEL

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Nome: DIPP, Daniel
Nome Completo: DIPP, DANIEL

Tipo: BIOGRAFICO


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DIPP, DANIEL

DIPP, Daniel

*dep. fed. RS 1955-1963.

 

Daniel Dipp nasceu em Passo Fundo (RS) no dia 5 de fevereiro de 1914, filho de Salima Dipp e de Isa Dipp.

Fez os estudos primário e secundário em sua cidade natal, bacharelando-se em 1940 pela Faculdade de Direito de Porto Alegre.

Com a desagregação do Estado Novo e a redemocratização do país em 1945, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, em 1947, elegeu-se vice-prefeito de sua cidade natal. Em outubro de 1950 conquistou uma cadeira na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Logo passou a integrar a Comissão de Obras Públicas da Assembléia, mas, eleito prefeito de Passo Fundo nesse mesmo ano, renunciou ao mandato.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se deputado federal por seu estado, sempre na legenda do PTB, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 1957 tornou-se professor de direito administrativo da Faculdade de Direito de Passo Fundo e, no pleito de outubro de 1958, reelegeu-se na mesma legenda. Em 1960, porém, deixou o PTB, alinhando-se com a dissidência liderada por Fernando Ferrari que deu origem ao Movimento Trabalhista Renovador (MTR).

Após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, votou a favor da Emenda Constitucional nº 4 (2/9/1961), que implantou no país o sistema parlamentarista de governo e possibilitou cinco dias depois a posse do vice-presidente João Goulart, vetada pelos ministros militares. Por essa época aderiu à Ação Democrática Parlamentar, grupo interpartidário que tinha por objetivo combater a infiltração comunista na sociedade brasileira e que desenvolveria intensa oposição ao governo Goulart. Ainda em novembro de 1961, apoiou a Emenda Constitucional nº 5 ampliou a participação dos municípios na arrecadação tributária nacional. Opôs-se ao reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética e em seguida combateu a antecipação do plebiscito destinado a determinar em definitivo o sistema de governo do país. Prevista para o início de 1965, a consulta popular acabaria por se realizar em janeiro de 1963, decidindo por ampla margem de votos o retorno ao presidencialismo.

Membro das comissões de Economia e de Orçamento da Câmara dos Deputados, presidente da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou os problemas da triticultura e membro da CPI instaurada para apurar irregularidades na administração do então território do Acre, segundo declarou ao Correio Brasiliense em agosto de 1962, era partidário de uma reforma agrária cooperativista, que deveria começar pela disposição dos bens dominiais, cedidos pela União aos lavradores em regime de comodato. A renda proveniente dessas vendas seria adjudicada a um banco rural destinado a incrementar a produção agropecuária. Defensor do regime de propriedade então vigente, admitia a desapropriação por interesse social mediante prévia indenização em dinheiro. Declarava-se também favorável à nacionalização dos depósitos bancários, à criação de um banco central emissor, de maneira que a renda creditícia oficial fosse destinada exclusivamente ao financiamento e ao fomento da produção, e à continuidade da reforma administrativa com vistas à criação de um ministério do planejamento nacional. Apoiava por fim a adoção da cédula única em todos os pleitos, declarando-se contrário à criação dos distritos eleitorais.

Em outubro de 1962 tentou reeleger-se à Câmara dos Deputados, obtendo apenas uma suplência. Concluiu o mandato em janeiro de 1963, e, após a edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a conseqüente implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Candidatou-se mais uma vez à Câmara Federal em novembro de 1966 e em novembro de 1970, desta feita pelo MDB. Conquistando apenas uma suplência nas duas oportunidades, afastou-se da vida pública e passou a advogar em seu escritório, na cidade de Passo Fundo.

Após a extinção do bipartidarismo em 21 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Daniel Dipp faleceu em Passo Fundo, no dia 25 de novembro de 1987.

Era casado com Helena Langaro Dipp, com quem teve três filhos, entre os quais Gílson Dipp, nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 1998, e Aírton Dipp, eleito deputado federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) em outubro de 1994 e reeleito em 1998.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados federais. Inventário; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; INF. Aírton Dipp; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

 

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