DOMINGOS DE FREITAS DINIZ NETO

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Nome: DINIZ, Freitas
Nome Completo: DOMINGOS DE FREITAS DINIZ NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DINIZ, FREITAS

DINIZ, Freitas

*dep. fed. MA 1967-1975 e 1979-1983.

 

Domingos de Freitas Diniz Neto nasceu em Araioses (MA) no dia 20 de março de 1933, filho de Sílvio Freitas Diniz e de Filomena Afonso Freitas. Seu tio-avô Benedito Freitas Diniz foi deputado federal pelo Maranhão de 1947 a 1951, em 1955 e de 1956 a 1958.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1956 Freitas Diniz formou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De volta ao Maranhão, com a assunção de José de Matos Carvalho ao governo do estado em 1957, Freitas Diniz participou da criação das Centrais Elétricas do Maranhão (Cemar) e foi nomeado seu diretor. Permaneceu nesse cargo ao longo de todo o governo (1957-1961). Com a posse de Newton Belo no governo maranhense neste último ano, Diniz foi nomeado secretário de Viação e Obras Públicas do estado e, cumulativamente, diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Exerceu essas funções até janeiro de 1966, quando se encerrou o mandato do governador.

Filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação criada depois da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) para aglutinar a oposição ao regime militar instituído no país após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), no pleito de novembro de 1966 foi eleito deputado federal pelo Maranhão nessa legenda. Assumindo o mandato na Câmara em fevereiro do ano seguinte, passou a integrar, como membro titular, a Comissão de Minas e Energia.

Reeleito no pleito de novembro de 1970 na legenda do MDB, na legislatura iniciada em fevereiro de 1971 tornou-se suplente das comissões de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, de Minas e Energia, de Saúde e de Valorização Econômica da Amazônia, além de vice-presidente da Comissão de Redação da Câmara. Candidato a nova reeleição em novembro de 1974, ficou na suplência, embora tenha sido o segundo candidato mais votado no MDB maranhense, que só elegeu nesse pleito o deputado Epitácio Cafeteira. Desse modo, deixou a Câmara em janeiro de 1975 e a ela não retornou na legislatura iniciada no mês seguinte.

Em novembro de 1978, voltou a se eleger deputado federal, ainda na legenda do MDB, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, na qual passou a integrar, como titular, a Comissão de Minas e Energia. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em junho de 1980, foi eleito tesoureiro junto com a nova comissão executiva nacional do PT no primeiro encontro nacional do partido. No pleito de novembro de 1982, concorrendo em sua nova legenda, não conseguiu se reeleger. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1983, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura, não tendo voltado a concorrer a cargos eletivos.

Com a não-aprovação da emenda Dante de Oliveira, em abril de 1984, que restabelecia eleições diretas para a presidência da República, ficou definido que o sucessor do então presidente João Figueiredo (1979-1985) seria mesmo eleito por via indireta. Freitas Diniz defendia o comparecimento do PT ao Colégio Eleitoral, mas o partido deveria exigir de Tancredo Neves o compromisso de convocar eleições diretas para a presidência da República logo após sua eleição. Como a direção do partido decidiu o contrário, Diniz desligou-se da agremiação, pois achava a decisão equivocada.

Abandonando a vida pública, dedicou-se a escrever artigos em jornais sobre a política brasileira com a intenção de fortalecer a oposição maranhense, principalmente contra o poder das oligarquias no estado, em sua opinião, representadas pela figura do senador José Sarney (PMDB-AP).

Nas eleições de outubro de 2006, Diniz declarou voto a Jackson Lago, candidato ao governo do Maranhão pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que acabou derrotando no 2º turno Roseana Sarney, do Partido da Frente Liberal (PFL).

Em outubro de 2009, como parte da programação de lançamento do Jornal Vias de Fato, em São Luis, foi convidado a dar uma palestra sobre a importância do jornalista José Ribamar Bogéa - fundador do Jornal Pequeno -, na história recente do Maranhão.

Freitas Diniz foi ainda diretor do Departamento de Águas e Esgotos do Maranhão.

Casou-se com Perpétua Gonçalves Medeiros Freitas Diniz, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).Jornal Pequeno (6/9/04). http://www.achanoticias.com.br/ Acesso em 5/10/09;     Jornal Pequeno online (11/10/06); http://www.jornalpequeno.com.br/ Acesso em 5/10/09; Brasil Portais (2/10/09). http://180graus.brasilportais.com.br/ em 5/10/09.

 

 

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