Hélio de Oliveira Santos

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Nome: DOUTOR HELIO
Nome Completo: Hélio de Oliveira Santos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOBRENOME, Nome

DOUTOR HÉLIO


* dep. fed. SP 1999-2005

 


Hélio de Oliveira Santos nasceu em Corumbá (MS) no dia 6 de setembro de 1950, filho de Manuel Belmiro dos Santos e de Dirce de Oliveira.

Formou-se pela Faculdade de Medicina na Universidade de Campinas (Unicamp) em 1974. Doutorou-se em cirurgia ambulatorial pediátrica na mesma universidade em 1985. Concluiu um pós-doutorado em cirurgia pediátrica no Children Memorial, em Chicago, nos Estados Unidos, em 1986, além de participar de inúmeros cursos de atualização e especialização no Brasil e no exterior, notadamente nos Estados Unidos e no México. De 1987 a 1989 foi diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e em 1988 tornou-se professor livre-docente da Unicamp.

Envolveu-se com causas sociais, como a violência contra crianças e adolescentes, e foi um dos fundadores em Campinas, em 1985, do Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância, do qual veio a tornar-se presidente de honra. Também em Campinas foi vice-presidente do diretório municipal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1989-1990 e presidente no biênio 1991-1992. No ano seguinte, assumiu a Secretaria Municipal da Saúde, Bem-Estar e Habitação do município de Hortolândia (SP), na gestão do prefeito Luís Antônio Dias da Silva, do PMDB, cargo que ocupou até 1996. Em 1995 transferiu-se para o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e tornou-se presidente do diretório municipal em Campinas. Em 1997 foi convidado a ocupar o posto de secretário municipal de Saúde de Americana (SP), durante a administração do prefeito Waldemar Tebaldi, do PDT.

Eleito deputado federal na legenda do PDT em 1998, assumiu o mandato em fevereiro de 1999 e foi indicado vice-líder do partido na Câmara. Candidatou-se a prefeito de Campinas em 2000 e, com uma votação de 16,31%, ficou em terceiro lugar na disputa. No ano seguinte, ocupou a vice-liderança do bloco PDT/Partido Popular Socialista (PPS), até 2003.

Reelegeu-se deputado federal por São Paulo, ainda na legenda do PDT, em 2002. Foi primeiro vice-líder do PDT entre 2003 e 2004, e líder de 2004 a 2005. Durante a legislatura, foi titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito de Evasão de Divisas. Foi ainda terceiro vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente da Comissão de Seguridade Social e Família.

Em 2004 concorreu novamente à eleição para a prefeitura de Campinas, em chapa composta com o candidato a vice Guilherme Campos Júnior, do Partido da Frente Liberal (PFL), e derrotou no segundo turno o concorrente Carlos Henrique Focesi Sampaio, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), obtendo 52,63% dos votos válidos. Tornou-se o primeiro prefeito afro-descendente da cidade. Renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o cargo de prefeito de Campinas em janeiro de 2005, e ao tomar posse proclamou que sua administração sustentar-se-ia sobre três pilares: desenvolvimento sustentável, inclusão social e distribuição de renda e participação popular. Entre as realizações de sua gestão destacam-se a construção do Complexo do Hospital Ouro Verde, do Pronto-Socorro Campo Grande e do Centro de Referência da Saúde do Idoso, a edificação de Naves Mães – unidades de educação infantil aparelhadas para atender crianças e oferecer cursos profissionalizantes e orientação a mães adolescentes –, a implantação do Bilhete Único – inspirado na experiência da gestão da prefeita Marta Suplicy, em São Paulo –, a construção do Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo e o tratamento de esgoto da cidade.

Em 2007, foi acusado pelo Ministério Público e por sindicalistas de, assim como a Câmara Municipal, manter em sua folha de pagamento funcionários “fantasmas”. Foi igualmente polêmico o projeto que sancionou, autorizando o aumento de seu salário em 56%. Em dezembro de 2008, demitiu 550 funcionários comissionados, justificando a medida como um passo necessário para disciplinar o setor.

Em 2008, candidatou-se à reeleição para a prefeitura, ainda na legenda do PDT, tendo como candidato a vice Demétrio Vilagra, do Partido dos Trabalhadores (PT). Na campanha eleitoral, afirmou a intenção de zerar o déficit de vagas na educação infantil, assim como de proporcionar a Campinas um serviço de tratamento de esgoto que atendesse integralmente à demanda da cidade. A coligação “Unidos por Campinas” reuniu forças de amplo espectro político, que ia do Partido Comunista do Brasil (PC do B) ao Democratas (DEM), num total de 12 partidos. Doutor Hélio recebeu votação expressiva, de 67,03% dos votos válidos, reelegendo-se já no primeiro turno. Em segundo lugar ficaram praticamente empatados os candidatos Carlos Henrique Focesi Sampaio, do PSDB, e Jonas Donizette Ferreira, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ambos com cerca de 14% dos votos.

Em agosto de 2011 teve seu mandato cassado pela Câmara dos Vereadores, devido às acusações de infrações político-administrativas; irregularidades na aprovação de loteamentos e na instalação de antenas de telefonia celular. Além disso, também foi acusado de negligência, por indicar profissionais acusados de irregularidade e de omissão, por ter permitido a instalação de um suposto esquema de corrupção no Sanasa, a empresa de saneamento da cidade. Em 2012 teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado, por desvio de 7 milhões de reais que deveriam ter sido utilizados em programas de combate à Aids.

Ainda em 2012, o ex-prefeito teve alguns bens penhorados a mando da Justiça Eleitoral em Campinas, para pagar a dívida de R$ 25 mil, contraída na campanha eleitoral de 2008, em multas. Em abril de 2013 o político criou um blog para, segundo ele, trazer à tona a verdadeira história sobre a perda de seu mandato. Hélio se disse inocente e vítima de um golpe político.

Casou-se com a médica Rosely Nassim Jorge dos Santos, com quem teve três filhas.

Recebeu o Prêmio Criança Prioridade Nacional, da Unicef de Campinas, em 1992, e o Prêmio Nacional Criança, da Fundação Abrinq de São Paulo, em 1993. Em 1999, recebeu a medalha Ulisses Guimarães, da Ordem dos Parlamentares do Brasil.

Publicou várias obras, a maioria sobre a questão da criança: Cirurgia ambulatorial em pediatria (1986); Crianças espancadas (1987); Crianças acidentadas (1988); Crianças violadas (1991), e Crianças esquecidas (1995). Foi igualmente responsável pela edição das obras A emancipação da saúde de Hortolândia (1993), Dr. Hélio: é Campinas como eu quero (1998) e Naves-mãe e a pedagogia dos sentidos: de Campinas, novos paradigmas para a educação infantil no Brasil (2010).



FONTES: Portal Bros&Bikers. Disponível em: <http://brosbikers.com.br>. Acesso em 06/09/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <www.camara.gov.br>. Acesso em 30/07/2009; Portal do Centro Regional de Atenção Aos Maus Tratos na Infância. Disponível em: <http://www.cramicampinas.org.br>. Acesso em 30/07/2009; Portal da Fundação Seade. Disponível em: <www.seade.gov.br>. Acesso em 30/07/2009; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 06/09/2013; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 06/09/2013; Portal Muito Mais. Disponível em: <http://www.mmais.com.br>. Acesso em 30/07/2009; Portal da Prefeitura Municipal de Campinas. Disponível em: <http://www.campinas.sp.gov.br/>. Acesso em 07/2009; Porta da revista Veja. Disponível em <http://veja.abril.com.br/>. Acesso em 06/09/2013; Portal Terra. Disponível em: <http://www.mx.terra.com/>. Acesso em 30/07/2009; Portal Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org>. Acesso em 30/07/2009.  


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