Luís Soares Dulci

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Nome: DULCI, Luís
Nome Completo: Luís Soares Dulci

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DULCI, LUÍS

DULCI, Luís

*dep. fed. MG 1983-1987; min. Secret.-Ger. Pres. Rep. 2003-2010 

 

Luís Soares Dulci nasceu em Santos Dumont (MG) no dia 7 de janeiro de 1956, filho de Cesário Dulci e de Anita Soares Dulci. Seu primo, Mílton Soares Campos, foi deputado federal constituinte (1946), deputado federal (1946-1947 e 1955-1959), governador de Minas Gerais (1947-1951), senador (1959-1964 e 1965-1972) e ministro da Justiça (1964-1965). Seu tio, Luís Martins Soares, foi deputado estadual (1927-1930) e deputado federal constituinte (1934-1937 e 1946-1951).

Cursou o secundário no Colégio dos Jesuítas de Juiz de Fora (MG), e em 1977 licenciou-se em letras (português-literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1979, tornou-se presidente da União dos Trabalhadores do Ensino de Minas Gerais, cargo que exerceria até 1983. Em 1980, foi fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), integrando sua comissão executiva nacional.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado federal por Minas na legenda do PT. Assumindo o mandato no início de 1983, foi vice-líder do PT na Câmara, membro titular da Comissão de Educação e Cultura e suplente da Comissão do Interior. Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia a eleição direta para a presidência da República ainda naquele ano. Diante da insuficiência de votos para que a emenda fosse submetida à apreciação do Senado, coube ao Colégio Eleitoral escolher o sucessor do presidente João Batista Figueiredo (1979-1985). Reunido a 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo de Almeida Neves, candidato da Aliança Democrática, coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de oposição, com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) agrupada na Frente Liberal. Acatando orientação do PT, que rejeitara a eleição presidencial por via indireta, Dulci não compareceu à votação. Tancredo Neves foi eleito, mas, acometido de grave enfermidade, não chegou a tomar posse e veio a falecer em 21 de abril. Substituiu-o no cargo o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente a presidência da República desde 15 de março.

Ainda em 1985, Dulci presidiu a Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara dos Deputados, até 1986. No pleito de novembro desse ano buscou a reeleição, sempre na legenda do PT, mas obteve a segunda suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, no início de 1987.

Decidido a não mais disputar cargo eletivo, assumiu, em janeiro de 1993, a Secretaria de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte, na gestão do petista Patrus Ananias (1993-1996). Em 1995, foi eleito vice-presidente nacional do PT, com mandato até 1997. Ao final da gestão de Patrus, em dezembro de 1996, deixou a secretaria. Em janeiro seguinte, o prefeito da capital mineira Célio de Castro, eleito na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB), empossou-o na Secretaria de Cultura do município, à frente da qual permaneceu até dezembro de 1998. Após deixá-la, passou a presidir a Fundação Perseu Abramo, entidade ligada ao PT.

Com a vitória de Luís Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2002 e o início de seu governo em janeiro de 2003, Dulci foi designado ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. Ao lado de José Dirceu, ministro chefe da Casa Civil, Luís Gushiken, secretário de Comunicação Social, e Antônio Palocci, ministro da Fazenda, passou a integrar o grupo dos quatro auxiliares mais próximos de Lula – o núcleo de coordenação do governo, que ficou mais conhecido como “Núcleo Duro”. Como secretário-geral, ficou encarregado de fazer a interlocução política do governo com as organizações e movimentos da sociedade civil brasileira e internacional.

Em 2010, com o fim do governo Lula, deixou o Ministério e o governo.

No ano seguinte, assumiu cargo de diretor do Instituto Cidadania, que passou a se chamar Instituto Lula.

Foi também professor de língua portuguesa de primeiro grau nas redes pública e particular de ensino de Belo Horizonte, professor de linguística e técnica de redação da Universidade Católica de Minas Gerais, além de secretário-geral do PT e membro do Conselho de Administração da Eletrobrás.

Foi casado com Márcia Maria de Resende, com quem teve uma filha.

Publicou a obra Um salto para o futuro: como o governo Lula colocou o Brasil na rota do desenvolvimento (2013).

 

 

FONTES: Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.almg.gov.br>. Acesso em 22/05/2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <https://www.camara.gov.br>; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 22/05/2009; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <http://www.jb.com.br>; Portal do Planalto. Disponível em: <www.presidencia.gov.br.>. Acesso em 22/05/2009; Portal Instituto Lula. Disponível em: <http://www.institutolula.org>. Acesso em 20/03/2014; Portal Partido dos Trabalhadores. Disponível em: <http://www.pt.org.br.>. Acesso em 20/03/2014.


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