EDSON CORREIA KHAIR

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Nome: KHAIR, Edson
Nome Completo: EDSON CORREIA KHAIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KHAIR, EDSON

KHAIR, Edson

*dep. fed. RJ 1979-1983.

Edson Correia Khair nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 14 de fevereiro de 1938, filho de Miguel Nagib Khair e Elisa Correia Khair.

Fez seus estudos básicos no Colégio Pedro II, concluindo-os em 1957. No ano seguinte ingressou no curso de ciências jurídicas e sociais da Faculdade Nacional de Direito, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Eleito secretário-geral do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO) em 1960, dois anos depois concluiu o curso universitário.

Em 1963 foi nomeado pelo presidente João Goulart (1962-1964) procurador da Justiça do Trabalho junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida política em 1966, sendo um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em novembro de 1970 foi eleito deputado à Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara, assumindo o mandato em 1971. Reeleito em novembro de 1974, iniciou o novo mandato em fevereiro de 1975. Em março, passou a integrar a Assembléia Legislativa do novo estado do Rio de Janeiro, resultante da fusão da Guanabara com o antigo Estado do Rio, ocorrida naquele mês.

Em novembro de 1978 concorreu com êxito à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, sempre na legenda do MDB, assumindo sua cadeira em fevereiro de 1979. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação do quadro partidário, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), participando inclusive da fundação desta agremiação. Em 1981, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Mais tarde, em junho de 1982, juntamente com Nélson Carneiro e outros deputados, descontentes com a incorporação ao PMDB do grupo chaguista do extinto Partido Popular (PP), ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante essa legislatura, foi membro da Comissão de Trabalho e Legislação Social, e fez uma viagem oficial à Líbia, a convite do governo deste país.

Em novembro de 1982 tentou a reeleição, na legenda do PTB, para deputado federal, não alcançando êxito. Em novembro de 1986 filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e mais uma vez concorreu às eleições para a bancada federal sem êxito. Em abril de 1990 filiou-se ao Partido da Mobilização Nacional (PMN), sendo lançado pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. Contudo, acabou não se candidatando, pois o PMN decidiu apoiar a candidatura vitoriosa de Leonel Brizola, do PDT. Ainda este ano tornou-se subprocurador-geral do Ministério Público da União.

Em 1992 retornou ao PMDB. Já aposentado na carreira jurídica, em 1994 foi convidado para candidatar-se ao Senado, o que acabou não acontecendo. Dois anos depois tentou também concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro, sem êxito.

Em 2001, promoveu o lançamento do Partido pela Ética na República (PER) em uma manifestação na praça da Cinelândia, no Rio de Janeiro, quando foram distribuídas cerca de 1.500 pizzas em referência à corrupção e à impunidade na política brasileira.

Teve um filho.

Publicou os trabalhos Direitos Humanos (1976), Dois milhões de trabalhadores habitam nas favelas do Rio de Janeiro, Conjuntos habitacionais — tragédia, drama dos trabalhadores e dois livros de poesias.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); Dia (3 e 8/4/90); INF. BIOG; Jornal do Brasil (10/6/82, 23/5/01);

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