EDSON GONCALVES SOARES

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Nome: SOARES, Edson
Nome Completo: EDSON GONCALVES SOARES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, EDSON

SOARES, Edson

*dep. fed. MG 1995-1996.

Edson Gonçalves Soares nasceu em Araçuaí (MG) no dia 19 de novembro de 1945, filho de Manuel Gonçalves Soares e de Ana Gonçalves dos Santos.

Militante do movimento estudantil, foi eleito em 1964 presidente do Grêmio Lítero-Recreativo 2 de Abril, em Teófilo Otoni (MG) e, no ano seguinte, do Grêmio Estudantil do Colégio Universitário, em Belo Horizonte. Estudante de engenharia civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), elegeu-se, em 1966, diretor do diretório acadêmico de seu curso e, no ano seguinte, da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais. Ainda em 1967, foi eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), cargo que exerceu até o ano seguinte. Em 1972, iniciou o curso de especialização em engenharia sanitária, também na UFMG, concluindo-o no ano seguinte, assim como seu curso de graduação. Ainda em 1973, tornou-se engenheiro da Cetenco Engenharia S.A., em Belo Horizonte, e da Transpravi Cochasa S.A., no Rio de Janeiro, função que exerceria nesta última empresa até 1982. Durante dois anos (1974-1976), trabalhou também como engenheiro da Arquel Engenharia de Construção Ltda., em Belo Horizonte. Nesse período (1974-1982), participou de vários congressos e seminários patrocinados pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES).

Em 1984, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e, entre 1986 e 1989, foi delegado às convenções regionais do partido. No pleito de novembro de 1988, candidatou-se à Prefeitura de Teófilo Otoni, na legenda do PDT. Eleito, assumiu o mandato em janeiro do ano seguinte, passando a integrar, ainda em 1989, a executiva estadual do PDT. Em 1991, participou de seminário sobre administração pública a convite do governo alemão. Ainda nesse ano, saiu do PDT e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), exercendo o restante do mandato — até dezembro de 1992 — por esta legenda. Ainda em 1992, tornou-se engenheiro da Construtora Anápolis Ltda., no Rio de Janeiro. No ano seguinte foi eleito membro da executiva estadual do PSDB e delegado à sua convenção regional.

Ainda em 1993, saiu do PSDB e, em 1994, filiou-se ao Partido Progressista (PP), legenda pela qual disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de outubro, obtendo a primeira suplência. No ano seguinte, saiu do PP e retornou ao PSDB, assumindo também a chefia de gabinete do secretário de Esporte e Lazer de Minas Gerais, Ademir Lucas. Em 24 de agosto de 1995, tomou posse e foi efetivado no mandato, ocupando o assento de Humberto Souto, que renunciara para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União. Participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da Comissão de Direitos Humanos.

Numa das poucas votações em que teve oportunidade de participar no ano de 1995, votou favoravelmente à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que concedeu ao Executivo federal margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a aplicar em outras áreas verbas inicialmente previstas para os ministérios da Educação e da Saúde.

Licenciou-se da Câmara em 10 de junho de 1996 para poder dedicar-se à campanha para a prefeitura de Teófilo Otoni, sendo substituído pelo suplente João Magalhães. Eleito em 3 de outubro, assumiu o cargo de prefeito em 1º de janeiro de 1997, renunciando conseqüentemente ao mandato de deputado federal.

Foi presidente da Associação dos Municípios do Vale do Mucuri (AMUC) em 1992 e, mais uma vez, em 1997.

Casou-se com Maria Auxiliadora Goulart Soares, com quem teve quatro filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1995-1999, suplemento); CÂM. DEP. Quadro de titulares e suplentes (1995-1999); Estado de S. Paulo (9/7/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96).

 

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