EDSON MENESES DA SILVA

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Nome: SILVA, Edson (RS)
Nome Completo: EDSON MENESES DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, EDSON (RS)

SILVA, Edson

*dep. fed. RS 1993 e 1999.

Edson Meneses da Silva nasceu em Salvador no dia 9 de maio de 1949, filho de Edgar Mário da Silva e de Lígia Meneses da Silva.

Fez o primário na Escola Marquês de Abrantes e o ginásio no Instituto Educacional Isaías Alves. Em 1965, ingressou no curso técnico em contabilidade, concluído em 1967.

No ano seguinte, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), então na clandestinidade. Também em 1968, matriculou-se no curso de economia da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), bacharelando-se em 1971.

De 1971 a 1975, trabalhou no Banco da Bahia, na Auditoria do estado, no Serviço Social do Comércio e na reitoria da Ufba, além de ter sido também coordenador do departamento de pesquisa do curso de pós-graduação da Faculdade de Economia da universidade.

Em 1975, perseguido pelo regime militar instaurado no país em abril de 1964, exilou-se em Portugal, França e Albânia. Retornando ao Brasil em 1980, radicou-se em Porto Alegre, onde ajudou a reestruturar o PCdoB no Rio Grande do Sul.

No pleito de outubro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte na legenda comunista, porém não foi bem-sucedido. Em outubro de 1990, tentou mais uma vez eleger-se à Câmara dos Deputados e obteve a segunda suplência.

Em fevereiro de 1993, com a nomeação do deputado federal Carrion Júnior, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), para a Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, no governo Alceu Colares (1991-1995), Edson Silva assumiu sua vaga na Câmara. Deixou o Legislativo federal em novembro de 1993, quando Carrion Júnior reassumiu o mandato. O retorno de Carrion à Câmara, bem como o do secretário de Agricultura gaúcho Carlos Cardinal — em substituição ao suplente Jorge Uequed, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) —, foi uma retaliação de Colares ao apoio que o PCdoB e o PSDB haviam manifestado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para investigar denúncias de irregularidades no Executivo estadual.

Como deputado federal, Edson Silva integrou a Comissão de Economia, Indústria e Comércio e foi suplente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara, além de ter sido membro da comissão criada no Congresso Nacional para a analisar o Programa Nacional de Desestatização do governo Itamar Franco (1992-1994).

Novamente candidato a deputado federal no pleito de outubro de 1994, mais uma vez conseguiu somente a suplência. Em 1995, tornou-se consultor de entidades sindicais em assuntos referentes a mercado de trabalho, salário e renda. Paralelamente a essa atividade, em 1997 tornou-se perito de cálculo da Justiça Trabalhista no estado do Rio Grande do Sul, permanecendo nessa função até o ano seguinte. Em outubro de 1998, mais uma vez candidatou-se sem êxito a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em janeiro de 1999, retornou à Câmara na vaga de Miguel Rossetto, do Partido dos Trabalhadores (PT) — que assumira o cargo de vice-governador do Rio Grande do Sul —, deixando definitivamente o mandato no dia 31 desse mês, ao término da legislatura. Em fevereiro seguinte, Edson Silva tornou-se assessor para assuntos de serviços públicos do governo gaúcho.

No dia 3 de fevereiro de 2005, tornou-se chefe de gabinete da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a convite do então diretor-geral interino, Haroldo Lima. Posteriormente assumiu o posto de superintendente de abastecimento da ANP, cargo que seguia exercendo em 2009.

Casou-se com Martinha Maria Pozzenbon, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, supl., 1995-1999, supl.); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995, 1995-1999); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (12/11/93); Jornal do Brasil (online). Disponível em : <http://jbonline.terra.com.br>. Acesso em : 19 out. 2009.

 

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