EDUARDO BONFIM GOMES RIBEIRO

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Nome: BONFIM, Eduardo
Nome Completo: EDUARDO BONFIM GOMES RIBEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BONFIM, Eduardo

*const. 1987-1988; dep. fed. AL 1987-1991.

 

Eduardo Bonfim Gomes Ribeiro nasceu em Maceió no dia 18 de novembro de 1949, filho de Djalma Gomes Ribeiro e de Marinete Bonfim Ribeiro.

De 1971 a 1975 cursou a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pela qual se formou. Durante esse período iniciou suas atividades políticas como militante estudantil; foi secretário-geral do diretório central dos estudantes da Ufal em 1971 e 1972, e em 1973 foi eleito presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Direito. Em 1978, depois de terminar curso de pós-graduação em planejamento social e urbano da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)/CNPU, em Recife, tornou-se membro da Comissão Nacional de Anistia e Direitos Humanos e presidente fundador da Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos, entidades que se destacaram na campanha da anistia e na defesa de diversas causas populares no final da década de 1970.

Funcionário da Secretaria de Planejamento de Alagoas, elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em novembro de 1982, apoiado sobretudo por movimentos populares e pelas forças políticas consideradas mais progressistas do estado. Assumiu o mandato em janeiro de 1983 e tornou-se líder da bancada do PMDB, destacando-se na luta contra o crime organizado, a corrupção e as mordomias. Em 1985 foi enviado à Nicarágua, a convite do governo daquele país, como representante da Assembléia Legislativa de Alagoas. Nesse mesmo ano tornou-se presidente da Comissão de Educação da Assembléia e em 1986 passou a vice-líder da bancada de seu partido, mantendo-se sempre em sintonia com sindicatos, associações de moradores e entidades estudantis e feministas. Antes de concluir o mandato na Assembléia foi ainda membro titular da Comissão de Constituição e Justiça.

Eleito deputado constituinte em novembro de 1986 na legenda do PMDB, assumiu o mandato em fevereiro de 1987, já como membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do qual se tornou vice-líder. No mesmo ano, foi titular da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Parlamentarista declarado, votou a favor de todas as propostas relativas às reivindicações populares e sindicais. Defendeu a unicidade sindical e votou contra a pena de morte, a descriminalização do aborto, o mandato de cinco anos para o presidente da República José Sarney e a legalização do jogo do bicho. Seguindo a orientação do seu partido, de linha estatizante e nacionalista, pleiteou uma auditoria da dívida externa brasileira e uma reforma agrária radical. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, não tendo concorrido à reeleição em outubro de 1990.

Em outubro de 1992 foi eleito vereador em Maceió na legenda do PCdoB. Tomou posse em março de 1993 e permaneceu na Câmara Municipal até o fim da legislatura, em 1996. Em outubro desse ano tentou a reeleição e obteve a primeira suplência. Entre o início de 1997 e janeiro de 1999 foi presidente da Fundação Cultural da Cidade de Maceió, órgão ligado à prefeitura, na gestão de Kátia Born, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Assumiu o mandato de vereador em fevereiro de 1999 na vaga de Regis Cavalcanti, que em outubro de 1998 fora eleito deputado federal na legenda do Partido Popular Socialista (PPS).

Em 2000, foi lançado candidato a vice-prefeito de Maceió pelo PCdoB, em chapa capitaneada pelo deputado estadual Paulo F. Santos, do Partido dos Trabalhadores (PT). Entretanto, a candidatura não saiu vitoriosa. Em 2003, assumiu a Secretaria Executiva de Cultura de Alagoas, na gestão de Ronaldo Lessa. No ano seguinte, a convite do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (2003- ), assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Articulação Política e nele permaneceu até 2005, quando retornou à Secretaria de Cultura de Alagoas, ainda no governo de Ronaldo Lessa.

Casou-se com Maria Ivone Loureiro Ribeiro, com quem teve dois filhos.

Publicou Projeto de levantamento ecológico e cultural.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87).

 

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