ELBRICK, CHARLES BURKE

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Nome: ELBRICK, Charles Burke
Nome Completo: ELBRICK, CHARLES BURKE

Tipo: BIOGRAFICO


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ELBRICK, CHARLES BURKE

ELBRICK, Charles Burke

*diplomata norte-americano; emb. EUA no Brasil 1969-1970.

 

Charles Burke Elbrick nasceu em Louisville, nos EUA, no dia 25 de março de 1908, filho de Charles Elbrick e Lillian Burke Elbrick.

Vice-cônsul em 1931 na Zona do Canal do Panamá, sob administração norte-americana, estudou em 1932 na Escola de Relações Exteriores e, desse mesmo ano até 1934, exerceu a função de vice-cônsul em Southampton, na Inglaterra. Nomeado em seguida terceiro-secretário de embaixada, serviu como tal no Haiti até 1937, na Polônia de 1937 a 1938, na Tchecoslováquia desse ano ao seguinte, na Romênia em 1939, junto ao governo polonês no exílio, em Angers, na França, de 1939 a 1940, e, finalmente, na Espanha, também em 1940.

Deste último ano a 1941 atuou em Lisboa como vice-cônsul, lá desempenhando também a função de terceiro-secretário. Segundo-secretário em Tânger, no Marrocos, entre 1941 e 1943, no ano seguinte foi nomeado segundo-secretário da Divisão de Negócios Africanos do Departamento de Estado norte-americano, cargo que ocupou até fins de 1944, quando foi transferido para a Polônia como segundo-secretário de embaixada.

Assistente-chefe da Divisão de Negócios da Europa Oriental do Departamento de Estado entre 1946 e 1948, desse ano a 1949 estudou na Escola Nacional de Guerra e, ainda em 1949, foi enviado a Cuba como conselheiro de embaixada, permanecendo no posto até 1951. Atuou nesse ano como consultor da delegação do Conselho do Atlântico Norte em Londres, exercendo a mesma função em Paris de 1952 ao ano seguinte. Nomeado em seguida secretário de Estado subassistente, atuou como tal até 1956, sendo promovido no ano seguinte a secretário de Estado assistente, função que desempenhou até 1958. Foi embaixador de seu país em Lisboa de 1959 a 1963, e em Belgrado, na Iugoslávia, do ano seguinte a 1969.

Nomeado neste último ano embaixador no Brasil em substituição a John Tuthill, chegou ao Rio de Janeiro numa época de intensa repressão aos movimentos de oposição ao regime, que por sua vez se radicalizavam, aderindo à luta armada. Ocupava já o posto quando, em 31 de agosto de 1969, uma junta militar composta pelos ministros militares — general Aurélio de Lira Tavares, do Exército, almirante Augusto Rademaker Grünewald, da Marinha, e brigadeiro Márcio de Sousa e Melo, da Aeronáutica — substituiu no poder o presidente Artur da Costa e Silva, vítima de uma enfermidade que o incapacitou para o exercício do cargo. Em 4 de setembro seguinte, Elbrick foi alvo do primeiro seqüestro de um diplomata estrangeiro na América do Sul. Os responsáveis pela operação, militantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e da Ação Libertadora Nacional (ALN), exigiram do governo, em troca da devolução do embaixador, a libertação de 15 presos políticos e a divulgação de um manifesto.

Alertados os órgãos de segurança, coube ao comandante do I Exército, general Siseno Sarmento, o controle da operação. No dia 5, após uma reunião dos membros da junta militar — com participação do ministro das Relações Exteriores, José de Magalhães Pinto, do ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva, do chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Jaime Portela, e do chefe do Serviço Nacional de Informações, general Carlos Alberto Fontoura —, o governo divulgou nota oficial em que declarava aceitar as condições dos seqüestradores. O manifesto destes, publicado pela imprensa, considerava o seqüestro um ato de guerra revolucionária e anunciava o início da guerrilha rural ainda para aquele ano. Os presos políticos foram embarcados para o México no dia 6 de setembro. Libertado na noite do dia seguinte, após a chegada dos presos a seu destino, Elbrick permaneceu ainda algum tempo no Brasil sendo afinal substituído por William Manning Rountree. O episódio do seqüestro foi relatado posteriormente por um de seus articuladores, Fernando Gabeira, no livro O que é isso, companheiro?

Faleceu um Washington no dia 15 de abril de 1983.

Era casado com Elvira Lindsay Johnson, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CHAGAS, C. 113; FIECHTER, G. Regime; Grande encic. portuguesa; Jornal do Brasil (16/4/83); MAGALHÃES, I. Segundo; Veja (10 e 17/9/69); Who’s who in America; Who’s who in America with.

 

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