ELIO ANTONIO DALLA VECCHIA

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Nome: DALLA VECCHIA, Elio
Nome Completo: ELIO ANTONIO DALLA VECCHIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DALLA VECCHIA, ELIO

DALLA VECCHIA, Elio

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

Elio Antônio Dalla Vecchia nasceu em Carazinho (RS) no dia 14 de março de 1929, filho de Ângelo Dalla Vecchia e de Clarice França Dalla Vecchia.

Pequeno proprietário rural, ingressou no serviço público em 1954 como auditor fiscal do Tesouro Nacional, na cidade de Guarapuava (PR), onde desempenhou várias atividades de caráter social. Presidiu o Guaíra Country Club e o Serviço de Obras Sociais, e foi membro do Conselho Curador da Faculdade de Ciências e Letras. Anos mais tarde, exerceu por duas vezes a presidência do Guarapuava Esporte Clube, entre 1976 e 1980, e entre 1982 e 1984.

Em 1974, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação política ao regime militar instaurado no país desde abril de 1964, e elegeu-se presidente do diretório municipal, função na qual permaneceu por apenas um ano. Em 1979, com a extinção do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), ocupando também sua direção municipal (1979-1988). Em 1983, iniciou o curso de ciências contábeis, que não chegou a concluir.

Em 1988, assumiu a Secretaria Municipal de Finanças de Guarapuava. No ano seguinte, trocou o PDS pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e foi imediatamente eleito membro de sua direção local. Em 1990, desincompatibilizou-se para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Eleito em outubro daquele ano, tomou posse em fevereiro de 1991. Como deputado federal foi membro titular da Comissão de Finanças e Tributação.

Acompanhando a maioria do Parlamento, em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade contra o presidente Fernando Collor de Melo, citado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência da República após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro, antes que o Senado concluísse seu julgamento. Foi substituído pelo vice-presidente Itamar Franco, que ocupava o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Entre as alterações da Constituição de 1988 aprovadas nesta legislatura, Vecchia foi contrário à revisão do conceito de empresa nacional e ao fim do voto obrigatório. Ausente da sessão que instituiu o Fundo Social de Emergência (FSE), posteriormente aprovou a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), ambos concebidos como fonte de financiamento no contexto do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real).

No pleito de outubro de 1994, sob a legenda pedetista, concorreu à reeleição e obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura em janeiro de 1995. Não se candidatou novamente a cargos eletivos. Em 26 de abril de 2000, foi homenageado com o título de cidadão honorário pela Câmara Municipal de Guarapuava. No pleito de outubro de 2004, participou de comícios apoiando o candidato derrotado César Silvestri (PPS) nas eleições para a prefeitura desta cidade.

Casou-se com Belkiss Gonzaga Dalla Vecchia, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar; Portal do Partido Popular Socialista http://www.ppspr.org.br/ acesso em 13/10/09.

 

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