ELISIO MIGUEIS CURVO

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Nome: CURVO, Elísio
Nome Completo: ELISIO MIGUEIS CURVO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CURVO, ELÍSIO

 

CURVO, Elísio

*dep. fed. MS 1991-1995 e 1996.

 

Elísio Miguéis Curvo nasceu em Corumbá (MS), então estado de Mato Grosso, no dia 13 de abril de 1931, filho de Gregório Alberto Curvo e de Maria Miguéis Curvo. Seu primo José Augusto Curvo foi deputado federal pelo estado de Mato Grosso (1991-1995).

Transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde concluiu o segundo grau no Instituto Lafayette, em 1950. Não chegou a concluir o curso de engenharia.

Membro da Missão Comercial Brasil-Bolívia em 1958, dois anos depois fundou a empresa Açofer no Rio de Janeiro. Anos mais tarde, em 1968, foi um dos fundadores e o diretor-presidente da Mineração Mato Grosso S.A. Nesse período, em 1964, foi presidente da junta interventora do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos por indicação do presidente da República, general Humberto Castelo Branco (1964-1967).

Em 1972 criou a empreiteira GEIB e em 1975, retornando a Corumbá, fundou a empresa Sal Pantaneiro. Em 1978 tornou-se fundador e presidente da Mineração Corumbaense Reunida S.A. e proprietário da Agropecuária Curvo Ltda., com sede no Rio de Janeiro e em Corumbá.

Em 1990 filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN) — agremiação na qual Fernando Collor de Melo fora eleito, em dezembro de 1989, presidente da República — e elegeu-se deputado federal pelo Mato Grosso do Sul no pleito de outubro. Seus votos foram provenientes, além de Corumbá, dos municípios de Três Lagoas, Campo Grande e Bodoquena, entre outros. Assumindo a cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991, tornou-se terceiro-vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, cargo que ocuparia até 1993. Elísio Curvo foi um dos integrantes do grupo denominado “tropa de choque”, que defendia o presidente Collor das acusações de envolvimento em esquemas de corrupção. Em agosto de 1992 substituiu o deputado José Múcio Monteiro (PE), que anunciara seu voto a favor do relatório que pedia a saída do presidente na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigava essas denúncias.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, foi um dos 38 deputados que votaram contra o pedido de abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais matérias em pauta na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, Curvo esteve ausente na votação da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) — que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação —, do reajuste dos salários dos deputados e do aumento do imposto de renda para empresas; votou a favor da criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias — o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, e  contra o fim do voto obrigatório.

Em 1993, participou da  CPI sobre a pistolagem nas regiões Centro-Oeste e Norte e da comissão especial sobre o programa de estabilização do governo na Câmara dos Deputados e, no Congresso Nacional, da CPI mista sobre o programa nacional de desestatização.

Deixou o PRN em 1994, filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, como integrante dessa legenda, participou novamente da Comissão de Minas e Energia, da qual se tornou primeiro-vice-presidente, e foi suplente da Comissão de Finanças e Tributação.

Durante a legislatura, apresentou projeto de lei que visava a criação do estado do Pantanal a ser desmembrado do território de Mato Grosso do Sul e que teria Corumbá como capital.

Candidatou-se à reeleição na legenda do PTB no pleito de outubro desse ano, alcançando a primeira suplência. Dessa vez, a sua votação ficou restrita à região pantaneira, mais precisamente aos municípios de Corumbá e Ladário. Em sua própria avaliação, a proposta do Estado do Pantanal acabou fazendo com que ele perdesse alguns milhares de votos em outras cidades de Mato Grosso do Sul. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Em 7 de agosto de 1996 ocupou a vaga de Nélson Trad, exercendo o mandato parlamentar até 6 de dezembro desse ano. Nessa legislatura integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Redação e a especial sobre o regime constitucional dos militares, e foi suplente das comissões especial sobre a política nacional do petróleo, de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de Relações Exteriores, e especial sobre a autonomia das universidades.

No pleito de outubro de 1998, voltou a concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado sul-mato-grossense na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), não obtendo êxito. Posteriormente, fixou residência no Rio de Janeiro, onde residia em novembro de 2009.

Ao longo de sua vida profissional, participou de viagens empresariais para tratar de negociações internacionais a convite do presidente da República, general João Batista Figueiredo (1979-1985), ao Paraguai, Argentina, Peru, Estados Unidos, China e Japão, entre outros, e foi membro do grupo de empresários que acompanhou o presidente da República José Sarney (1985-1990) em diversas viagens ao exterior.

Casou-se com Manuelina Camorim Curvo, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Globo (30/9/92); Jornal do Brasil (25/8/92); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998). Correio de Corumbá (17/3/09).

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