EUVALDO DINIZ GONCALVES

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: DINIZ, Euvaldo
Nome Completo: EUVALDO DINIZ GONCALVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DINIZ, EUVALDO

DINIZ, Euvaldo

*dep. fed. SE 1959-1964.

 

Euvaldo Diniz Gonçalves nasceu em Laranjeiras (SE) no dia 29 de abril de 1929, filho Pedro Diniz Gonçalves Filho, senador por Sergipe em 1951 e deputado federal por Sergipe em 1957, e de Idália Tavares de Almeida.

Estudou no Colégio Nóbrega, em Recife, no Colégio Jackson de Figueiredo, em Aracaju, e na Escola de Comércio Tobias Barreto, também na capital sergipana. Freqüentou a Faculdade de Direito de Sergipe e a do Rio de Janeiro, mas não concluiu o curso. Substituiu o pai, juntamente com os irmãos, na direção das firmas Cerâmica Santa Cruz, Auto Standard e Diniz Machado, todas sediadas em Aracaju.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Sergipe na legenda da coligação entre a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Trabalhista (PST). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, conduziu-se de forma simpática ao presidente Juscelino Kubitschek, o que lhe permitiu obter recursos para várias obras de assistência social em seu estado, principalmente através da Legião Brasileira de Assistência (LBA) e do Ministério da Saúde, cujo titular, Mário Pinotti, defendeu de acusações de improbidade.

Após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, votou a favor da Emenda Constitucional nº 4 (2/9/1961), que implantou o parlamentarismo e possibilitou a posse do vice-presidente João Goulart, vetada pelos ministros militares. Por essa época filiou-se à Ação Democrática Parlamentar, grupo interpartidário que pretendia combater a infiltração comunista na sociedade brasileira e desenvolveria intensa oposição ao governo Goulart. Ainda em novembro de 1961, apoiou a Emenda Constitucional nº 5, que ampliou a participação dos municípios na arrecadação tributária nacional. Defendeu o restabelecimento das relações comerciais e diplomáticas com a União Soviética, interrompidas desde 1947, e foi também favorável à antecipação do plebiscito destinado a determinar o sistema de governo no país. Inicialmente prevista para princípios de 1965, a consulta popular acabaria sendo realizada em janeiro de 1963, restaurando o presidencialismo.

Contrário a alguns setores da UDN, especialmente à corrente liderada pelo governador Carlos Lacerda, apoiou, conforme declarações publicadas pelo Correio Brasiliense em novembro de 1962, o intervencionismo estatal, entendido como corretivo e supletivo da iniciativa privada e expresso no monopólio estatal do petróleo, dos minérios atômicos, da energia elétrica, das telecomunicações e dos transportes ferroviários e de cabotagem. Defendeu ainda uma reforma agrária cooperativista em que o Estado não apenas proporcionasse a cessão de terras aos lavradores, mas também lhes concedesse assistência creditícia, sanitária, educacional e técnica, bem como garantias de preço mínimo, ensilagem, transportes e eletrificação rural. A reforma se concretizaria também na desapropriação dos latifúndios improdutivos, com o pagamento prévio da justa indenização em dinheiro ou títulos da dívida pública, desde que com correção monetária. Politicamente, advogou a adoção da cédula única em todos os pleitos, a instituição dos distritos eleitorais, o direito de voto para os analfabetos e praças de pré e a elegibilidade para todos os eleitores. Católico, opôs-se a todas as proposições de cunho divorcista.

No pleito de outubro de 1962, alinhando-se a uma facção dissidente da UDN, apoiou a candidatura de João de Seixas Dória ao governo de Sergipe, lançada por uma coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD), o Partido Rural Trabalhista (PRT) e setores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Republicano (PR). Ao mesmo tempo em que Seixas Dória derrotava o candidato oficial da UDN Leandro Maciel, reelegeu-se à Câmara Federal com o apoio da mesma coligação. A despeito da destituição e da cassação dos direitos de Seixas Dória após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, manteve seu mandato.

Faleceu em 4 de setembro de 1964, vítima de acidente aéreo ocorrido na serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro.

Era casado com Maria Alice Lemos Diniz Gonçalves, com quem teve cinco filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; FLEISCHER, D. Thirty; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 7).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados