EVALDO SARAMAGO PINHEIRO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PINHEIRO, Saramago
Nome Completo: EVALDO SARAMAGO PINHEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINHEIRO, SARAMAGO

PINHEIRO, Saramago

*dep. fed. RJ 1979-1987.

Evaldo Saramago Pinheiro nasceu em Niterói (RJ), no dia 16 de julho de 1914, filho de Arnaldo Colens Pinheiro e de Palmira Saramago Pinheiro.

Fez o curso secundário no Colégio Brasil, em sua cidade, e o superior no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, na Faculdade de Direito do Catete, atual faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde se formou em 1935. Advogado em Itaguaí (RJ) e em Itaboraí (RJ), tornou-se conhecido como defensor dos lavradores pobres. Concluiu a licenciatura em línguas neolatinas em 1940, na Faculdade Nacional de Filosofia, hoje faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1944 representou o Brasil na III Conferência Interamericana de Advogados realizada no México.

Fundador da União Democrática Nacional (UDN) no município de Itaboraí, em 1945, e líder do partido em Saquarema (RJ), no pleito de outubro de 1947 elegeu-se deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Empossado em fevereiro de 1948, deu início a uma carreira na Assembléia Legislativa que se prolongou até 1962.

Atuou na malsucedida campanha do udenista José Eduardo do Prado Kelly ao governo do estado do Rio em 1950, vencida por Ernâni Amaral Peixoto, candidato do Partido Social Democrático (PSD). Em 1958, quando a convenção da UDN decidiu apoiar Roberto da Silveira, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), à sucessão a Miguel Couto Filho (1955-1958), Saramago Pinheiro, então vice-presidente da UDN fluminense, percorreu todo o estado do Rio, tendo sido um dos artífices da vitória. Escolhido presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro em 1959, permaneceu no cargo até o ano seguinte.

No pleito de outubro de 1962 candidatou-se a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa de Miguel Couto Filho, sendo derrotado por Badger da Silveira, do PTB.

Afastado do Legislativo de 1964 e 1966, ocupou a diretoria da Caixa Econômica Federal.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e o conseqüente estabelecimento do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril do ano anterior. No pleito de novembro de 1966 reelegeu-se deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Assumindo o mandato em fevereiro de 1967, licenciou-se do cargo em 1968 para ocupar a Secretaria de Transportes e Comunicações no governo de Jeremias Fontes (1967-1971). Durante a gestão, implantou o sistema de aerobarcos no Rio de Janeiro. Em novembro de 1970 foi mais uma vez eleito deputado estadual na legenda da Arena.

Empossado em fevereiro de 1971, pediu nova licença, assumindo a Secretaria do Interior e Justiça do Rio de Janeiro no governo Raimundo Padilha (1971-1975), cargo que deixou em poucos meses devido a desentendimentos com o chefe da Casa Civil, Mário Griosci, retornando à presidência da Assembléia Legislativa até 1973.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual constituinte na legenda da Arena, ocupando a vice-presidência da comissão encarregada de elaborar o texto da Constituição do novo estado do Rio de Janeiro, criado pela Lei Complementar nº 20, de 3 de junho de 1974, com a fusão do antigo estado do Rio com a Guanabara.

Em novembro de 1978 conquistou um mandato de deputado federal, iniciando-o em fevereiro do ano seguinte. Com a aprovação da Lei Orgânica dos Partidos, em novembro de 1979, extinguindo o bipartidarismo, Saramago Pinheiro filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural (1980) e vice-líder do governo João Figueiredo (1979-1985), participou ainda de uma comissão do Congresso Nacional criada para verificar os efeitos dos agrotóxicos na vida da população.

Reeleito na legenda do PDS em novembro de 1982, na sessão de 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse levada à apreciação do Senado —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Saramago Pinheiro apoiou o candidato oficial do governo, Paulo Maluf, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março deste ano.

Presidente do PDS no Rio de Janeiro, em novembro de 1986 candidatou-se à Assembléia Nacional Constituinte, obtendo a terceira suplência. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1987.

Fora da vida pública, mas sem desligar-se do partido, continuou no exercício da advocacia. Em abril de 1993, com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR). Em agosto de 1995 filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultante da união do PPR com o Partido Progressista (PP).

Fundador da Cooperativa de Crédito Banco Agrícola de Itaboraí, vice-presidente da Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural, presidente da Associação de Crédito e Assistência Rural do Rio de Janeiro, atual Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio de Janeiro, diretor da Federação da Agricultura do Rio de Janeiro e da Confederação Nacional de Agricultura e presidente da Federação Fluminense das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris, presidiu ainda o Instituto de Previdência da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e a Associação Cultural Brasil-Alemanha.

Em 1999, o Núcleo de Memória Política Carioca e Fluminense, criado a partir de um convênio entre o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), lançou o livro Hamilton Xavier e Saramago Pinheiro: depoimentos.

Casado com Maria de Lurdes Saramago Pinheiro, teve quatro filhos.

Gisela Moura/Márcia de Sousa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); FERREIRA, M. M. Hamilton Xavier; Jornal do Brasil (20/11/78).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados