FALCAO, HILDEBRANDO MARTINS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: FALCÃO, Hildebrando Martins
Nome Completo: FALCAO, HILDEBRANDO MARTINS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FALCÃO, Hildebrando Martins

FALCÃO, Hildebrando Martins

*jornalista; rev. 1930; dep. fed.  AL 1954-­1955.

 

Hildebrando Martins Falcão nasceu em Igreja Nova (AL) no dia 25 de outubro de 1904.

Estudou no Colégio Diocesano de Maceió e ingressou em seguida na Faculdade de Direi­to de Salvador, vindo a bacharelar-se no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Ainda estu­dante iniciou a carreira de jornalista, colabo­rando com o Diário da Bahia e, no Rio de Ja­neiro, com A Esquerda e A Batalha.  Mais tar­de, fundou O Tempo, que deixou de circular em 1930.

Ativo militante da Aliança Liberal, ficou extremamente visado no Rio de Janeiro por sua atuação na imprensa oposicionista e em comícios da Aliança, o que lhe valeu várias en­tradas na prisão.  Retornou então a seu estado natal, com a tarefa de lá chefiar o movimento aliancista.  Radicado em Penedo (AL), reorga­nizou o jornal A Semana, que pouco depois foi empastelado por situacionistas estaduais, simpáticos ao governo federal de Washington Luís.  Preso e expulso de Alagoas, transferiu-­se para Minas Gerais.  Nomeado professor da Escola Normal de Rio Branco (MG) pelo pre­sidente mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, colaborou com diversos jornais do estado.  No auge da campanha aliancista em Minas, foi encarregado pelo presidente Antônio Carlos de assumir a direção do jornal O Libertador, em Mar de Espanha (MG).

Com a eclosão da Revolução de 1930, par­ticipou do movimento como oficial comba­tente e após a vitória das forças revolucioná­rias voltou a transferir-se para Alagoas, seu estado natal, onde integrou o governo estadual chefiado pelo interventor Hermilo de Freitas Melro, nomeado em 14 de novembro de 1930.  Entretanto, discordando da orienta­ção do interventor, abandonou o cargo que exercia antes do fim do governo deste (9/8/1931), vindo a ocupar uma das secretarias da Prefeitura Municipal de Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro.

Fiscal do Imposto de Consumo, nas elei­ções disputadas em outubro de 1934, após a promulgação da nova Carta Constitucional, elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa alagoana como candidato sem partido, fato inédito na história das eleições em seu estado.  Interrompido seu mandato pela instauração do Estado Novo (10/11/1937), que suspendeu todas as câmaras legislativas do país, retomou às funções de fiscal, trabalhando no estado do Rio, no Rio Grande do Sul (no cargo de inspe­tor-geral) e depois em São Paulo.  Com o fim do Estado Novo e a promulgação da nova Constituição (16/9/1946), elegeu-se suplente de senador por Alagoas na legenda do Partido Social Democrático (PSD) no pleito suple­mentar de janeiro de 1947, como companhei­ro de chapa do senador eleito, o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro.

Nos últimos meses do governo do general Eurico Dutra, em fins de 1950, reeditou o se­manário O ABC, juntamente com os jornalis­tas Murilo Marroquim, Joel Silveira e Rafael Correia de Oliveira.  Nas eleições de outubro do mesmo ano, embora tivesse sido convoca­do por Getúlio Vargas, candidato à presidên­cia da República, para reorganizar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em Alagoas, can­didatou-se a deputado federal por seu estado na legenda do Partido Social Democrático (PSD), ficando com a segunda suplência.  Logo após a posse de Vargas na presidência (31/1/1951), foi promovido em sua carreira funcio­nal e removido para o Rio de Janeiro, onde foi nomeado presidente da Fundação Rádio Mauá.

Assumindo uma cadeira na Câmara Fede­ral em julho de 1954, em outubro do mesmo ano tornou a candidatar-se a deputado, dessa vez na legenda da União Democrática Nacio­nal (UDN).  Obteve novamente a suplência e deixou a Câmara em janeiro de 1955 para não voltar na legislatura seguinte (1955-1959).  Mais uma vez candidato no pleito de outubro de 1958, na legenda da Coligação Nacionalista Democrática - composta pelo Partido Demo­crata Cristão (PDC), o Partido Social Progres­sista (PSP), o Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), ficou novamente na suplência, não tendo retornado à Câmara Federal

 

FONTES:  CÂM. DEP. Deputados; MORAIS, T.  Resumo; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3 e 4).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados