José Roberto Oliveira Faro

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: FARO, Beto
Nome Completo: José Roberto Oliveira Faro

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARO, Beto

FARO, Beto

*dep. fed PA 2007-

 

 

José Roberto Oliveira Faro nasceu em 20 de junho de 1969 em Belém do Pará, filho de José Jordão Faro e de Laura Oliveira Faro.

Agricultor familiar, iniciou sua vida pública na Pastoral da Juventude da Igreja Católica em 1985. Dois anos depois, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

De 1988 a 1989 foi presidente do Sindicato Rural de Bujaru (PA). De 1990 a 1993 assumiu o cargo de tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), em Belém e, a partir de 1993, passou a exercer a sua presidência. Em 1994, se licenciou da Fetagri e exerceu, por cinco meses, o cargo de diretor de política agrária da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). Retornou em seguida à presidência da Fetagri.

Foi candidato a deputado estadual do Pará na legenda do PT em 1998, não tendo sido eleito. No ano seguinte, deixou a presidência da Fetagri.

De 2000 a 2002 foi presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Belém.

Beto Faro foi candidato a deputado federal nas eleições de outubro de 2002. Não teve êxito, mas elegeu-se segundo suplente do deputado eleito Paulo Rocha (PT-PA), atrás de Socorro Gomes, do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

De 2003 a 2004 foi superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Belém do Pará.

Beto Faro elegeu-se deputado federal na legenda do PT em outubro de 2006. Ainda no mesmo mês, com a renúncia do deputado Paulo Rocha ao mandato de deputado federal, após este ter sido citado no episódio do mensalão, escândalo político deflagrado no ano anterior em decorrência das acusações de que o governo federal estaria pagando uma mesada a parlamentares, em troca de apoio, Faro passou à condição de primeiro suplente da deputada Socorro Gomes, que assumiu o mandato de Rocha.

Em dois de janeiro de 2007, assumiu como suplente os últimos 30 dias do mandato de Socorro Gomes (PC do B), indicada para assumir a Secretaria de Direitos Humanos e Justiça do Pará. No final daquele mês, porém, Faro e outros vinte e um deputados suplentes foram alvo de uma ação impetrada pela advogada Carmem Patrícia Coelho Nogueira, que ajuizou na Justiça Federal do Distrito Federal uma ação popular para tentar impedir o pagamento dos seus salários e verbas de gabinete, considerados lesivos ao Estado, já que os suplentes haviam exercido um mandato tampão sem ter tido atividade parlamentar, por ser época de recesso do congresso. A Justiça concedeu liminar suspendendo o pagamento, considerando a inexistência de atividades parlamentares naquele mês.

Ao iniciar-se a nova legislatura, em fevereiro de 2007, Faro passou a integrar como membro titular a Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.  Em setembro, votou com a maioria dos deputados pela prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas esta terminou sendo rejeitada pelo Senado três meses depois.

Deixou a Comissão Permanente de Agricultura em fevereiro de 2008, mas reassumiu o mesmo cargo em março de 2008.

Em junho de 2008, ante a iminência da instituição, pelo governo federal, da Medida Provisória 458, projeto que tratava da regularização fundiária na região amazônica, Beto Faro apoiou e encaminhou ao presidente Luís Inácio Lula da Silva as reivindicações da Contag e de sindicatos de trabalhadores rurais solicitando ao presidente que vetasse alguns artigos daquela Medida Provisória. O presidente Lula acatou parcialmente o pedido e vetou, em 25 de junho, a transferência de terras da União na Amazônia para empresas e pessoas que exploravam indiretamente a área ou que tivessem imóvel rural em outra região do país. 

De 2008 a 2009, Faro foi vice-líder do PT, na Câmara. Em fevereiro de 2009, deixou a Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, mas voltou a integrá-la como titular no mês seguinte. Também em março passou a integrar como terceiro vice-presidente a Comissão Especial da Crise Econômico-Financeira, na área de Agricultura.

Em maio de 2009, votou com a maioria da câmara pela aprovação da MP 459, instituindo o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida - projeto do governo federal para beneficiar famílias com renda de até dez salários mínimos com subvenção na compra de moradias.

Em setembro, votou junto com a maioria da câmara pela aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) dos Vereadores, que propunha o aumento em quase oito mil vagas nas câmaras municipais do país.

Em maio de 2010, votou a favor do projeto que instituía a chamada Lei da Ficha Limpa, aprovado por ampla maioria parlamentar.

Reelegeu-se deputado pela legenda do PT em outubro de 2010, passando a integrar a base de apoio ao governo de Dilma Roussef, eleita presidente da República pelo mesmo partido naquele mesmo mês.

Na nova legislatura, em março de 2011, Faro passou a integrar, como membro titular, a Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR). Em abril, reassumiu a vice-liderança do PT.

Em maio de 2011, assumiu como Coordenador da Bancada do Pará, cargo antes exercido pelo deputado Paulo Rocha.

Em maio de 2011, votou pela aprovação ao texto do deputado Aldo Rebelo (Partido Comunista do Brasil) modificando o Código Florestal e muito criticado por ambientalistas e diversos setores da sociedade, por permitir, entre outros pontos, a redução da faixa de proteção em torno dos rios. O texto foi enviado ao Senado, que aprovou uma nova versão, remetida à câmara no ano seguinte.

Em dezembro de 2011, apoiou a realização de um plebiscito sobre uma eventual divisão do Pará, com a criação dos estados de Carajás e do Tapajós, mas optou pela neutralidade no pleito, que deu vitória aos adversários da proposta.

Em janeiro de 2012, deixou de integrar a CAPADR, mas voltou a integrar a comissão em março de 2012, novamente como titular. Ainda em março, deixou a vice-liderança do PT.

Na CAPADR, apresentou, como relator, o Projeto de Lei 2289, de 2007, visando regular a aquisição de terras por estrangeiros, com o estabelecimento de limites, diante da polêmica em torno do que se chamou então de uma possível desnacionalização fundiária, devido à crescente compra de terras brasileiras por estrangeiros. O deputado Homero Pereira, do Partido Social Democrático (PSD) divergiu quanto às restrições a empresas brasileiras com capital aberto com mais de 50% de capital estrangeiro, enquanto Faro defendia restrições para estas empresas, Pereira colocou-se contra as restrições, desde que as terras fossem usadas para geração de emprego e de renda.

Em abril de 2012, seguindo a orientação do governo, Faro votou pelo texto do Senado sobre o Código Florestal, que fazia algumas concessões aos ambientalistas. A maioria da câmara, porém, rejeitou o texto e optou pela versão apresentada pelo deputado Paulo Piau, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que anulava muitas das medidas propostas pelo Senado. Em outubro do mesmo ano, alguns dos pontos mais polêmicos do Código foram vetados pela presidente Dilma Roussef.

Em setembro de 2012, a CAPADR aprovou o substitutivo do deputado Homero Pereira ao Projeto de Lei 2289, flexibilizando a aquisição e o arrendamento de terra por pessoas físicas estrangeiras e por empresas fora do Brasil. O texto passou à apreciação de outras comissões.

Em junho de 2013 Faro votou contra a aprovação da PEC 37, que reduzia o poder de investigação do Ministério Público. O projeto foi derrubado por ampla maioria parlamentar, em meio a forte pressão popular, no contexto das manifestações populares que tomaram conta do país naquele mês, originadas pela alta da tarifa dos transportes públicos.

Em agosto de 2013, embora estivesse presente na câmara, faltou à sessão que decidiria sobre a cassação do deputado Natan Donadon, condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de verbas da Assembleia de Rondônia. A câmara rejeitou a cassação do deputado, mesmo este estando já preso.

Em setembro de 2013, Faro votou pela aprovação da PEC do Voto Aberto. Aprovado pela câmara, o texto seguiu para a apreciação do Senado.

Casou-se com Dilvanda Faro.

 

Inoã Pierre Carvalho Urbinati

 

 

FONTES: Portal Agência Brasil. Disponível em: <http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil>.  Acesso em 04/10/2013; Portal Amazônia. Disponível em: <http://www.amazonia.org.br>. Acesso em 06/11/2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <www.camara.gov.br>. Acesso em 06/11/2009 e 01/10/2013; Portal do Congresso em Foco. Disponível em: <http://congressoemfoco.ig.com.br>. Acesso em 06/11/2009, 03/10/2013 e 06/10/2013; Portal Deu no Jornal. Disponível em: <http://www.deunojornal.org.br>.   Acesso em 05/10/2013; Portal Direito2. Disponível: <http://www.direito2.com.br>. Acesso em 06/11/2009; Portal Folha do Progresso. Disponível em: <http://folhadoprogresso.com>. Acesso em 02/10/2013; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 06/11/2009 e 05/10/2013; Portal Isto É. Disponível em: <http://www.istoe.com.br/capa>. Acesso em 02/10/2013; Portal JusBrasil. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br>.  Acesso em 06/11/2009; Portal Língua Ferina. Disponível em: <http://candidoneto.blogspot.com.br>.  Acesso em 02/10/2013; Portal MST. Disponível em: <http://www.mst.org.br>. Acesso em 06/10/2013; Portal pessoal do deputado Beto Faro. Disponível em: <http://www.meuparlamentar.com.br>. Acesso 06/11/2009; Portal PT na Câmara. Disponível em: <http://www.ptnacamara.org.br>.  Acesso em 06/11/2009; Portal do PT do Pará. Disponível em: <http://www.pt-para.org.br/beto-faro-e-o-novo-coordenador-da-bancada-do-para>. Acesso em 06/10/2013; Portal Rede Brasil Atual. Disponível em: <http://www.redebrasilatual.com.br>. Acesso em 06/10/2013; Portal UOL Notícias. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br>. Acesso em 03/10/2013.


Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados