FARQUHAR, PERCIVAL

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Nome: FARQUHAR, Percival
Nome Completo: FARQUHAR, PERCIVAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARQUHAR, PERCIVAL

FARQUHAR, Percival

*empresário.

 

Percival Farquhar nasceu em York, na Pensilvânia, EUA, em 19 de outubro de 1864, filho de Arthur Briggs Farquhar, um bem-sucedido industrial norte-americano.

Cursou o York Collegiate Institute, ingressando mais tarde na Universidade de Yale, pela qual se formou em engenharia em 1884.

Tendo participado da administração de várias empresas nos EUA, desde 1900 obteve concessões para abastecimento de eletricidade e construção de ferrovias em Cuba e na Guatemala. Iniciou suas atividades empresariais no Brasil em 1904, quando, juntamente com o engenheiro norte-americano F. S. Pearson e o advogado canadense Alexander Mackenzie, fundou a Rio de Janeiro Light & Power. Essa companhia unificou várias concessões de serviços públicos do Rio de Janeiro relativas ao transporte por bondes, à iluminação a gás e à energia hidrelétrica. Em 1905 obteve a concessão para construir e explorar o porto de Belém, iniciando suas atividades na Amazônia.

Em 1906 fundou a Brazil Railway Company, com o projeto de constituir um grande sistema ferroviário unificado na América do Sul. Nesse mesmo ano comprou a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, arrendando, mais tarde, a Estrada de Ferro Sorocabana e adquirindo a maior parte das ações das estradas de ferro Mojiana e Paulista. Apoiado geralmente em capitais europeus, continuou a expansão de seu império ferroviário no Sul, adquirindo outras linhas nessa região e nos países vizinhos. Desenvolveu, ainda, a exploração da madeira na área contestada entre Paraná e Santa Catarina, instalando uma grande serraria em Três Barras (SC), e executou as obras do porto do Rio Grande (RS). Instalou extensas fazendas de gado em Mato Grosso e em Minas Gerais, fundando também o primeiro grande frigorífico do Brasil, em Osasco (SP).

Obtendo a concessão para construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré, iniciou a obra em 1907. Preocupado em melhorar a navegação do Amazonas para aumentar as rendas do porto de Belém, administrado pela companhia Port of Pará, de sua propriedade, formou em 1909 a Companhia de Navegação da Amazônia. Ainda nessa região criou a Amazon Development Company e a Amazon Land & Colonization Company, para a qual foram doadas terras que hoje constituem o território do Amapá.

Em 1912, quando acabava a construção da Madeira-Mamoré, foi à Rússia estudar um programa de industrialização do carvão. Nessa época teve início uma campanha de cunho nacionalista contra o grupo econômico que liderava. Seu império também começava a decair em virtude da retração de capitais europeus durante a conjuntura que desembocou, em 1914, na Primeira Guerra Mundial. Pouco tempo depois suas empresas entraram em falência.

Voltando, mais tarde, a atuar no Brasil, apresentou em 1919 um programa para a ativação da Itabira Iron Ore Company, empresa de um grupo britânico para o qual trabalhava como advogado e que passaria ao seu controle. Apesar de ter obtido um contrato vantajoso do presidente Epitácio Pessoa, seu projeto de exploração de minério de ferro seria obstaculizado pela oposição nacionalista encabeçada pelo então presidente de Minas Gerais, Artur Bernardes. Examinado pelo Congresso e revisto por várias comissões, o contrato da Itabira seria declarado definitivamente caduco em 1939.

Nesse ano, ao lado de empresários brasileiros, Farquhar fundou a Companhia Brasileira de Mineração, na qual detinha 47% das ações. O grupo incorporou parte dos bens da Itabira e arrendou suas jazidas, permanecendo, portanto, todo o patrimônio sob o controle de Farquhar. Em 1942 o governo fundou a Companhia Vale do Rio Doce e comprou todos os direitos e propriedades da Itabira. A última iniciativa de Farquhar no Brasil foi a criação, no período compreendido entre 1946 e 1950, da Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita), cujo controle passou ao Banco do Brasil em 1952.

Faleceu em Nova Iorque no dia 4 de agosto de 1953.

Era casado com Cathya Farquhar, com quem teve três filhos.

Sobre suas atividades, A. F. do Amaral escreveu Sindicato Farquhar (1915), e Charles Anderson Gauld publicou The last titan: Percival Farquhar, American entrepreneur in Latin America (1964).

 

 

FONTES: Brasil; Encic. Mirador; Estado de Minas (16/5/53); Grande encic. Delta; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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