FAUSTO GAIOSO CASTELO BRANCO

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Nome: CASTELO BRANCO, Fausto
Nome Completo: FAUSTO GAIOSO CASTELO BRANCO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTELO BRANCO, Fausto

CASTELO BRANCO, Fausto                          

* dep. fed.  PI 1967-1971;  sen. PI 1971-1979.

 

Fausto Gaioso Castelo Branco nasceu em Teresina no dia 5 de março de 1925, filho de Oscar Gil Castelo Branco e de Alice Almendra Gaioso Castelo Branco. Entre seus parentes destacaram-se, na política piauiense, Francis­co Pires de Gaioso e Almendra, constituinte de 1934, Pedro Almendra Freitas, governa­dor do estado de 1951 a 1955, e Jacó Manuel Gaioso e Almendra, também governador do estado de 1955 a 1959. Seu primo Carlos Castelo Branco foi um destacado jornalista político.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, en­tão Distrito Federal, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Distrito Fede­ral, pela qual se diplomou em 1950. Especiali­zou-se depois em dermatologia e alergologia na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, reali­zando também os cursos de leprologia, do Departamento Nacional de Saúde, do Ministé­rio da Saúde, de cancerologia, do Serviço Na­cional do Câncer, e de administração para mé­dicos, do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP).

Exerceu a seguir as funções de chefe do serviço de clínica médica do Hospital Getúlio Vargas, em Teresina, de chefe do serviço de profilaxia da lepra do Piauí, de assistente do departamento de dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, de assistente da cáte­dra de dermatologia da Faculdade de Medici­na e Cirurgia do Rio de Janeiro, de superin­tendente da campanha de combate à lepra no Distrito Federal e de diretor do Serviço Nacio­nal de Lepra do Ministério da Saúde.

Em 1963 presidiu o VII Congresso Inter­nacional de Leprologia, realizado no Brasil, e a delegação brasileira ao seminário sobre le­prologia promovido no México pela Organiza­ção Mundial da Saúde (OMS), agência filiada ao sistema das Nações Unidas. De 1965 a 1966 presidiu a Associação Brasileira de Le­prologia.

Ingressou na vida política ao eleger-se em novembro de 1966 deputado federal pelo Piauí na legenda da Aliança Renovadora Na­cional (Arena). Iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte e, durante essa legislatura, foi membro da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, participando em 1968 do IX Congresso Internacional de Leprologia, reali­zado em Londres.

Eleito senador por seu estado na mesma legenda em novembro de 1970, encerrou o mandato de deputado em janeiro de 1971, as­sumindo sua cadeira no Senado em fevereiro seguinte. Nessa legislatura foi vice-presidente e depois presidente da Comissão de Saúde, participando ainda da Comissão de Finanças e, como suplente, da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Defendendo o restabe­lecirnento das normas democráticas, manifes­tou-se em junho de 1978 a favor da emenda constitucional proposta pelo senador oposi­cionista Franco Montoro, que restaurava para o mesmo ano as eleições diretas para governa­dor, vice-governador e senador. Essa proposta de emenda, entretanto, terminou sendo derro­tada. Não concorreu à reeleição no pleito de novembro de 1978, permanecendo no Senado até o fim de janeiro de 1979, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Em março desse ano, com a posse do novo presidente da República João Batista Figueiredo (1979-1985), Fausto Castelo Branco foi nomeado diretor-executivo do Instituto Nacional do Sal pelo recém-empossado ministro da Indústria e do Comércio, João Camilo Pena. Mesmo com o fim do ciclo de governos militares com a posse, em 15 de março de 1985, do civil José Sarney, que assumira o governo, em caráter interino e fora efetivado no mês seguinte após a morte do presidente eleito Tancredo Neves, Castelo Branco permaneceu nesse cargo por mais alguns meses. Diante da incompatibilidade com o então ministro da Indústria e do Comércio Roberto Gusmão, deixou esse instituto e assumiu um cargo de assessoramento no Ministério da Saúde, o qual ocupou por pouco tempo. Não voltou a se candidatar a qualquer cargo eletivo nem a ocupar cargos públicos.

Foi ainda membro da Associação Brasileira de Higiene e benemérito da Sociedade Policlínica Geral.

Casou-se com Maria do Carmo Távora Cas­telo Branco, com quem teve três filhos.

Publicou, além de diversos artigos em re­vistas de medicina, Hodgkin cutâneo (1969).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados  brasileiros. Repertório (1967-1971); Diário do Congresso Nacional;  INF. BIOG.;  Jornal do Brasil (21/6/68); MIN. REL. EXT. Almanaque; Per­fil (1972); SENADO. Dados;  SENADO.  Da­dos biográficos (8); SENADO. Relação.

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