FELÍCIO, José Eduardo Martins

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Nome: FELÍCIO, José Eduardo Martins
Nome Completo: FELÍCIO, José Eduardo Martins

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FRAGOSO, JOÃO CARLOS

FELICIO, José Eduardo Martins

*diplomata; emb. Bras. Uruguai 2006-

 

José Eduardo Martins Felicio nasceu em Presidente Prudente (SP) no dia 12 de setembro de 1950, filho de José Elias Felício e de Aurora Martins Felício.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), ingressou no curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco em 1973. Em novembro de 1974, tornou-se terceiro-secretário, atuando como assistente na Divisão da Organização dos Estados Americanos (OEA). Foi assistente da Divisão da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (1975) e novamente assistente da Divisão da Organização dos Estados Americanos (1976).

Em 1997, foi membro da missão brasileira junto à OEA, em Washington, e no ano seguinte foi promovido a segundo-secretário. Em 1980, foi enviado para a embaixada em Abidjan, sendo promovido em junho de 1981 a primeiro-secretário. Dois anos depois, deixou a capital da Costa do Marfim e foi removido para a embaixada brasileira em Viena. No ano de 1986, retornou ao Brasil e assumiu o posto de adjunto da primeira subchefia na Secretaria-Geral do Conselho de Segurança Nacional, em Brasília.

Promovido a conselheiro em dezembro de 1987, ao longo dos anos seguintes, atuou como chefe de delegação na reunião do Comitê Executivo da Associação dos Países Produtores de Estanho (ATPC), em Kuala Lumpur, Malásia, (1988), chefe da Divisão de Energia e Recursos Minerais (1988), chefe da Divisão de Agricultura e Produtos de Base (1989), chefe de delegação na reunião do Grupo de Negociações sobre Agricultura da Rodada Uruguai, em Genebra (1990) e conselheiro na Delegação Permanente em Genebra (1990).

Em 1991, realizou o curso de altos estudos do Instituto Rio Branco e escreveu o trabalho As salvaguardas internacionais. Dois anos depois, foi chefe de delegação do Comitê Preparatório da Organização para Proibição das Armas Químicas, em Haia, Holanda. Em 1993, foi chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, em Brasília, e no ano seguinte publicou o artigo Problems of Compliance and Enforcement of Regional Arms Limitation Treatis and Limitations and obligations pelo United Nations Institute for Disarmament Research (UNIDIR).

Foi promovido a ministro de segunda classe em junho de 1994. No mesmo ano publicou Os Regimes de Controle das Tecnologias Avançadas e a Inserção do Brasil na Nova Equação do Poder Internacional no livro Temas de Política Externa II, IPRI/FUNAG. Em 1995, atuou como ministro conselheiro na missão junto à ONU e como chefe de delegação na Conferência de exame e extensão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), ambas em Nova Iorque.

Em 1996, publicou, em co-autoria com Edmundo Fujita e Achiles Zaluar, o artigo O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em Parcerias Estratégicas, ano 1, nº 1, do Centro de Estudos Estratégicos, em Brasília. Nos anos subsequentes, foi chefe de delegação na VIII Reunião dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, em Nova Iorque (1998), chefe de delegação na Comissão de Desarmamento das Nações Unidas, em Nova Iorque (1988), ministro-conselheiro na embaixada em Ottawa (1999), assessor especial do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior (2001), chefe da Divisão da América Meridional II (2001) e chefe do Departamento da América do Sul (2003).

Foi promovido a ministro de primeira classe em 19 de dezembro de 2003 e assumiu, em 2004, a Secretaria de Planejamento Diplomático. Em 2005, tornou-se subsecretário-geral da América do Sul, cargo que ocupou até a sua remoção para a embaixada no Uruguai, onde assumiu o posto de embaixador em 2006.

 

FONTE: MIN. REL. EXT. Anuário (2008).

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