FERNANDO JORGE FAGUNDES NETO

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Nome: FAGUNDES NETO, Fernando
Nome Completo: FERNANDO JORGE FAGUNDES NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FAGUNDES NETO, FERNANDO

FAGUNDES NETO, Fernando

*dep. fed. MG 1971-1975.

Fernando Jorge Fagundes Neto nasceu em São Gonçalo (RJ) no dia 9 de agosto de 1925, filho do industrial José Fagundes Neto e de Rute Pinto Fagundes Neto.

Fez seus estudos iniciais no Colégio São Bento, na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Ingressando na Escola de Engenharia de Juiz de Fora (MG), destacou-se como líder estudantil ligado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e formou-se engenheiro civil e eletrotécnico em 1949. Durante o período universitário, presidira o diretório acadêmico de seu curso e defendera o monopólio estatal na exploração do petróleo.

Industrial, diretor da Cedro — Crédito e Financiamento, presidente da Vamosa — Corretora de Títulos e das Indústrias Reunidas Fagundes Neto, além de vice-presidente da Consaúde, foi ainda presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, vice-presidente do Centro Industrial de Juiz de Fora e do Centro Industrial de Minas Gerais e diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e da Confederação Nacional da Indústria.

Vinculando-se à União Democrática Nacional (UDN), foi nomeado em 1963 diretor do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) pelo governador José de Magalhães Pinto (1961-1966). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, mantendo-se ligado ao grupo udenista da nova agremiação. Em 1964, deixou o BDMG e transferiu-se para Juiz de Fora, onde exerceu até 1966 as funções de administrador regional de 108 municípios mineiros, nucleados naquela cidade.

Integrou o conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, como empresário, realizou missão econômica no Oriente Médio em 1966, participando ainda, como vice-presidente, do Congresso Latino-Americano de Industriais, no México, em 1968, assim como da Conferência Tripartite da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, em 1969. Nesse mesmo ano, representou a Associação das Indústrias Latino-Americanas em Montevidéu.

No pleito de novembro de 1970, foi eleito deputado federal por Minas Gerais pela legenda da Arena. Durante o mandato, que assumiu em fevereiro de 1971, foi presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados e da comissão mista do Congresso Nacional que elaborou projeto de lei sobre incentivos à exportação de manufaturas; foi membro e vice-presidente da Comissão de Legislação Social; integrou como titular a comissão especial criada para analisar projeto de lei sobre uma nova redação para o Código da Propriedade Industrial; e foi suplente das comissões de Economia, de Minas e Energia e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara.

Nas eleições de novembro de 1974, foi reconduzido à Câmara, mas interrompeu seu mandato logo no início da legislatura, em março de 1975, para assumir a Secretaria de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais durante o governo Aureliano Chaves (1975-1978), acumulando essa pasta com a da Indústria, Comércio e Turismo em abril. Em junho, deixou a Secretaria de Viação e Obras Públicas. Ainda em 1975, esteve em Salzburg, Áustria, para um seminário sobre investimentos no Brasil e representou o estado de Minas em missões econômicas na Inglaterra, Bélgica e França.

Deixando as funções de secretário em maio de 1978, em novembro concorreu ao Senado Federal, sempre pela legenda da Arena mineira. Tendo sido derrotado por Tancredo Neves, candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação que aglutinou a oposição institucional ao regime militar, Fagundes Neto foi escolhido pelo novo governador de Minas, Francelino Pereira, que assumiu em 1979, para ocupar a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Após a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, não ingressou em nenhuma das agremiações então surgidas.

Desligou-se da Secretaria de Ciência e Tecnologia em fevereiro de 1982 e, nesse mesmo ano, tornou-se presidente do Centro Tecnológico de Minas Gerais. Em 1985, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), agremiação da qual foi um dos fundadores em Minas Gerais. Em 1985 tornou-se diretor vice-presidente da Rede Ferroviária Federal e três anos depois assumiu a presidência da empresa. Ocupou este cargo até 1990, quando, aposentado, deixou de exercer qualquer atividade profissional.

Tornou-se ainda diretor da Industrial e Distribuidora de Têxteis do Brasil S.A. e da Empresa Brasileira de Têxteis Ltda., membro do conselho curador da Fundação João Pinheiro, vice-presidente da Associação de Indústrias Latino-Americanas e da Fundação de Desenvolvimento do Nordeste (Fundinor) e presidente do Conselho de Administração da Companhia de Distritos Industriais e do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais.

Foi casado com Mariana Pacheco Fagundes Neto, com quem teve três filhos. Casou-se pela segunda vez com Teresinha Figueiredo Fagundes Neto.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1971-1975 e 1975-1979); FONTENLA, V. História; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (9/7/76, 24/4/78, 18/1/79 e 9/7/82); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1975); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (9); Who’s who in Brazil.

 

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