FERNANDO PAULO BUARQUE GUSMAO

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Nome: GUSMÃO, Fernando
Nome Completo: FERNANDO PAULO BUARQUE GUSMAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

GUSMÃO, Fernando

*  pres. UNE  1993-1995.

 

Fernando Paulo Figueiredo Buarque de Gusmão nasceu em Recife no dia 24 de dezembro de 1967, filho de Paulo Buarque de Gusmão, que em era sargento do Exército e foi preso pelos militares após o golpe de 1964, e da funcionária pública federal Sílvia Figueiredo Buarque de Gusmão.

Cursou o primeiro e o segundo grau em sua cidade natal e, em 1986, começou a cursar engenharia elétrica na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1988, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e foi presidente do centro acadêmico até 1990, quando se transferiu para o curso de economia da mesma universidade, sendo eleito presidente do diretório central dos estudantes, com mandato de um ano.

Em 1992, como delegado do 42o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Niterói (RJ), foi escolhido vice-presidente da região Nordeste. Membro da executiva regional do PC do B, em Pernambuco, participou do 43o Congresso da UNE, realizado em junho de 1993, em Goiânia, quando se debateu o processo de escolha dos dirigentes da entidade. Contrários à proposta de eleição direta, os delegados do PC do B e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) impuseram a manutenção do pleito indireto, com preenchimento proporcional dos cargos da diretoria, conforme a votação de cada uma das oito chapas concorrentes. Ao final do congresso, candidato da chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa, Detona (coligação PC do B/MR-8), Gusmão foi eleito presidente da UNE com 1.134 votos, sucedendo a Lindbergh Farias. Transferindo-se para São Paulo, onde estava localizada a sede nacional da entidade, trancou matrícula.

No exercício do cargo, presidiu o congresso de refundação da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo, em novembro de 1993, e participou do congresso da União Paranaense dos Estudantes. Em nome da UNE, foi contra a revisão constitucional, prevista para outubro de 1993, alegando o Parlamento não tinha credibilidade.

Em maio de 1994, ao lado de antigos presidentes da entidade – José Gomes Talarico, Sepúlveda Pertence, Aldo Arantes e Jean Marc van der Weid – assistiu à solenidade em que o presidente Itamar Franco (1992-1995) assinou o protocolo de devolução aos estudantes do terreno da Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, histórica sede da UNE, invadida e incendiada em abril de 1964, após a derrubada do presidente João Goulart (1961-1964). Ainda em 1994, participou do congresso das UEE’s de Goiás e Rondônia, do Encontro Mundial de Solidariedade a Cuba e do Seminário Nacional sobre Reforma Universitária, organizado pela UNE em Curitiba.

No final de 1994, juntamente com toda a diretoria da UNE, negociou o Ministério da Educação a regulamentação das mensalidades escolares, editadas oito vezes pelo presidente Itamar Franco, através de medidas provisórias. Em fevereiro de 1995, participou da reunião da Federação Mundial da Juventude Democrática, em Portugal. No mês seguinte, criticou os projetos propostos pelo governo federal de avaliação das universidades e de eleição dos reitores, discursando em diversas manifestações organizadas pela UNE em vários estados. Segundo ele, os estudantes não podiam ser punidos por terem um “ensino superior de má qualidade”, e o governo deveria deixar que cada universidade decidisse sobre o respectivo processo eleitoral. Ainda em 1995, participou do Fórum de Entidades que antecedeu o I Congresso Ibero-Americano de Estudantes, realizado em Sevilha (Espanha).

Deixou a presidência da UNE em junho de 1995, passando o cargo no 44o congresso da entidade, que elegeu Orlando Silva Júnior, também do PC do B. Fixando residência no Rio de Janeiro, foi eleito para a direção regional do partido.

Em outubro de 1996, disputou uma cadeira de vereador pela Unidade Popular, coligação formada pelo PC do B, Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), obtendo uma suplência. Com a nomeação do vereador  Nestor Rocha, do PDT, para o Tribunal de Contas do Município, Gusmão tomou posse na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em janeiro de 1999.

Em outubro de 2000, elegeu-se vereador do Rio de Janeiro na legenda do PCdoB, e assumiu o novo mandato em janeiro de 2001. Reeleito em outubro de 2004, na mesma legenda, assumiu a cadeira de vereador em janeiro seguinte. No pleito de outubro de 2002, candidatou-se a senador pelo estado do Rio de Janeiro na legenda comunista, mas não obteve êxito. Em 2006, disputou uma vaga de deputado estadual no Rio de Janeiro, sempre na legenda do PCdoB. Eleito, renunciou ao mandato na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e foi empossado em janeiro de 2007 na Assenbleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Casou-se com Marcela Lopes Bhering, que foi presidente do diretório central dos estudantes da Universidade Federal Fluminense em 1992.

 

FONTES: Estado de São Paulo (6 e 8/7 e 2/11/93); Folha de São Paulo (7/9/93, 10 e 17/10/94, 17 e 29/3/95); Globo (18/4/94 e 10/1/99); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (2/11/93, 9/7 e 7/10/94, 7/1, 29/3 e 5/4/95); Portal http://www.fernandogusmao.com.br ; Portal Memória do Movimento Estudantil: http://www.mme.org.br; Portal do Tribunal Superior Eleitoral: http://www.tse.gov.br.

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