FONSECA Júnior, José Carlos

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Nome: FONSECA Júnior, José Carlos
Nome Completo: FONSECA Júnior, José Carlos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FONSECA, José Carlos

FONSECA, José Carlos

* diplomata; dep. fed. ES 1999-2002.

 

José Carlos da Fonseca Júnior nasceu em Vitória (ES) no dia 2 de março de 1960, filho de José Carlos da Fonseca e de Regina Maria da Costa Fonseca. Seu pai foi deputado federal, de 1970 a 1974, pelo Espírito Santo, vice-governador, de 1979 a 1982 e ministro do  Superior Tribunal do Trabalho (TST), de 1987 a 1993.

Em 1977 ingressou no curso de direito da Universidade de Brasília (UnB), dois anos depois passou a cursar, concomitantemente ao direito, relações internacionais na mesma universidade. No ano de 1980, foi aprovado em primeiro lugar no concurso público de acesso ao Instituto Rio Branco (IRBr) / Ministério das Relações Exteriores, onde concluiu o curso de formação em diplomacia em 1982, e logo ingressou na carreira de diplomata como terceiro-secretário. Doutorou-se, em 2008, pelo curso de altos estudos (CAE) no IRBr.

No ano de 1986, foi designado para embaixada brasileira de Maputo, Moçambique, para exercer a função de encarregado de negócios em missão transitória.  Ainda neste mesmo ano foi promovido a segundo-secretário. Em 1988, recebeu a nomeação para servir na embaixada de Manila, nas Filipinas, onde exerceu a mesma função.

Entre 1988 e 1991 atuou na embaixada de Washington, nos Estados Unidos, na função de segundo-secretário, quando Marcílio Marques Moreira era o embaixador. Em 1991, foi promovido a primeiro-secretário por merecimento. Ainda em julho deste mesmo ano, foi nomeado assessor especial no Ministério da Fazenda, durante a gestão do então ministro da Economia, Fazenda e Planejamento, Marcílio Marques Moreira.

Em outubro de 1992, foi designado para a embaixada brasileira de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, novamente como encarregado de negócios em missão transitória. No ano seguinte transferiu-se para embaixada de Ottawa, no Canadá, como primeiro-secretário e chefe da Secretaria de Comunicação (SECOM).

Em 1994, retornou para embaixada de Washington, nos Estados Unidos, como primeiro-secretário, onde permaneceu até 1996. Neste período o embaixador era Paulo Tarso Flecha de Lima. Nesse mesmo ano foi nomeado chefe de gabinete do ministro Pedro Malan, cargo que exerceu até 1998, quando desincompatibilizou para disputar o pleito de 1998.

Entre 1997 e 1998 representou o Ministério da Fazenda no Grupo Executivo para Recuperação Econômica do Espírito Santo (GERES), que foi coordenado por Guilherme Gomes Dias entre os anos de 1992 e 1999. Ao mesmo tempo atuou como assessor do ministro da Fazenda Pedro Malan (1995-2002).

No pleito de 1998 elegeu-se deputado federal pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Com a eleição de Ignácio Ferreira para o governo do Espírito Santo, foi nomeado secretário da Fazenda, por conseguinte, licenciou-se do mandato da Câmara dos Deputados no período de 1999 a 2001. De volta à Câmara foi nomeado vice-líder do PFL e do bloco parlamentar PFL-PST. Participou como membro titular nas seguintes comissões: Combate à Violência, CPI do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) e Sistema Financeiro e Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Além de atuar como vice-presidente na Comissão de Finanças e Tributação.

Nas eleições de 2002, tentou a reeleição para o cargo de deputado federal pelo PFL, mas não obteve êxito, apesar de ter recebido 92.727 votos, ou seja, a segunda maior votação individual do estado. No entanto, sua Coligação Avante Capixabas formada pelos seguintes partidos: PFL, Partido Geral dos Trabalhadores (PGT), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) não recebeu quociente partidário mínimo para disputar as vagas restantes.                      

Em 2003 foi indiciado por desvio de verba pública pelo Ministério Público Federal (MPF), que protocolou uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça, relativo ao período que atuou como secretário da Fazenda do Estado do Espírito Santo (1998-2002). Foram acusados também o ex-governador José Ignácio Ferreira, Raimundo Benedito de Souza Filho, Gentil Antônio Ruy, José Carlos Gratz, José Tasso de Oliveira Andrade, entre outros

Entre 2000 e 2004, foi membro da Comissão Executiva Nacional do PFL, presidente regional do PFL no Espírito Santo e secretário-executivo do Instituto Tancredo Neves, centro de estudos políticos do PFL.

Em 2005 filiou-se ao PSDB do Espírito Santo.

No ano de 2006 voltou a ser acusado, mas desta vez de ter participado, supostamente, de um esquema de compra superfaturada de ambulâncias quando exerceu a função de deputado federal. Este esquema ficou conhecido na mídia como “máfia das sanguessugas”.  Junto com José Carlos da Fonseca Júnior foram indiciados dez ex-parlamentares, entre eles ndido Pereira Mattos, Dino Fernandes, Joaquim dos Santos Filho, Laire do Rosado, Múcio Gurgel de Sá, Renildo Leal e Carlos Bezerra.

Nas eleições de 2006, candidatou-se à reeleição pela legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas não saiu vitorioso.

Em dezembro do mesmo ano, reassumiu a carreira no Itamaraty, e no dia 21 de dezembro foi nomeado ministro-conselheiro da embaixada brasileira em Nova Delhi, na Índia. Em 2008 foi promovido ao cargo de ministro e encarregado de negócios.

Ao longo da sua carreira diplomática recebeu as seguintes honras: Prêmio Rio Branco (1981), Prêmio Lafayette de Carvalho e Silva (1982), Ordem de Rio Branco, Brasil, Cavaleiro (1988), Ordem do Mérito Aeronáutico, Brasil, Cavaleiro (1988) e Ordem do Mérito Naval, Brasil, Cavaleiro (1988).

Casou-se com Mônica Chiabai da Fonseca, com quem teve dois filhos

Escreveu Caminhos da Índia: o sistema político indiano em tempo de reforma. Implicações para o Brasil (2008).

 

FONTES: Câmara dos Deputados; Correio Brasiliense (02/06/2006); Embaixada Brasileira em Nova Delhi; Folha de São Paulo. Especial Eleições 2002; Folha OnLine (01/06/2006); Ministério Público Federal (16/05/2005); Ministério da Fazenda; Revista Veja (24/10/2001); Senado Federal; Superior Tribunal de Justiça (STJ). Notícias (20/08/2003, 12/08/2004); Século Diário (08/01/2003, 11/10/2006); Vida Brasil (15/10/2001).

 

 

 

                                                                                                                               


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