FRANCISCO MACHADO CARRION JUNIOR

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Nome: CARRION JUNIOR
Nome Completo: FRANCISCO MACHADO CARRION JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARRION JÚNIOR

CARRION JÚNIOR

*dep. fed. RS 1991-1993, 1993-1995.

Francisco Machado Carrion Júnior nasceu em Porto Alegre no dia 15 de abril de 1944, filho de Francisco Machado Carrion e de Erna Kroeff Carrion. O tio paterno, Cândido Diderot Machado Carrion, foi deputado federal constituinte em 1946 pelo Rio Grande do Sul, na legenda do Partido Social Democrático (PSD), e seu primo, Fernando Carrion, foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul, na legenda do Partido Democrático Social (PDS) entre 1991 e 1995.

Carrion Júnior ingressou na Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1964, concluindo o curso em 1967. Iniciou sua carreira profissional como consultor econômico na área de projetos industriais e financeiros, atividade que exerceria até 1982. Em 1970, obteve o título de doutor em economia pela Universidade de Paris.

Iniciou a carreira política como deputado estadual no Rio Grande do Sul, sendo eleito em novembro de 1982 pela legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossado em fevereiro de 1983, ainda neste ano recebeu o Prêmio Economista do Ano, concedido pela Sociedade de Economia e pelo Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Sul. Na Assembléia Legislativa gaúcha foi presidente das comissões de Assuntos Municipais e Especial pela Recuperação do Rio Grande do Sul.

Reeleito deputado estadual em novembro de 1986, tomou posse em fevereiro de 1987. No ano seguinte, deixou o PMDB e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT) por intermédio de seu presidente, o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. Disputou a convenção que iria escolher o candidato da legenda à prefeitura de Porto Alegre nas eleições previstas para outubro de 1988. Derrotado pelo pré-candidato Carlos Araújo, aceitou compor como vice a chapa vitoriosa.

Com a vitória em outubro do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Olívio Dutra, continuou exercendo o mandato estadual. Na Assembléia gaúcha, foi vice-presidente da mesa diretora da casa, presidente da Comissão de Representação do Gasoduto Brasil-Argentina, relator da comissão especial Pró-Implantação do Gasoduto Brasil-Argentina, vice-presidente da Comissão do Sistema Tributário de Orçamento e Finanças Públicas e presidente da Comissão de Economia e Desenvolvimento.

Em outubro de 1990 foi eleito deputado federal, assumindo o mandato em fevereiro seguinte. Participou dos trabalhos legislativos como vice-líder do partido e como titular da Comissão de Finanças e Tributação.

Em 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados que votaram a favor da abertura do processo de impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade durante o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Congresso Nacional para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro, antes da aprovação de sua cassação pelo Senado. Foi substituído pelo vice-presidente Itamar Franco, que já vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em fevereiro de 1993, Carrion Júnior assumiu a Secretaria de Planejamento, Administração e Coordenação no Rio Grande do Sul no governo de Alceu Colares (1991-1994), sendo substituído na Câmara pelo suplente Edson Silva, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A fim de participar de algumas votações de seu interesse, voltou a exerceu o mandato parlamentar por alguns dias nos meses de março e outubro, reassumindo em seguida suas funções no governo gaúcho. Retornou em definitivo à Câmara em novembro de 1993, numa represália de Colares ao apoio que o PCdoB e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) haviam dado à instalação de uma CPI no legislativo gaúcho para investigar denúncias de corrupção no Executivo estadual. Juntamente com o secretário de Agricultura Carlos Cardinal, Carrion retornou à Câmara para levar de novo à suplência Edson Silva e o substituto de Cardinal, o deputado Jorge Uequed, do PSDB.

 Prevista para essa legislatura, a revisão da Constituição de 1988 não se realizou e poucas alterações na Carta foram aprovadas. Entre outras votações, Carrion Júnior foi contrário ao fim do voto obrigatório, à revisão do conceito de empresa nacional e à instituição do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido como fonte de financiamento para o plano de estabilização econômica do governo.

Ainda no PDT, tentou a reeleição em outubro de 1994, porém não obteve sucesso, encerrando o mandato ao final de janeiro seguinte. Disputou mais uma vez uma cadeira de deputado federal no pleito de outubro de 1998, quando se candidatou pela coligação Frente Trabalhista Rio-Grandense formada pelo PDT, pelo Partido Social Trabalhista (PST) e pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), sendo novamente derrotado.

Carrion Júnior foi professor titular da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, com vários trabalhos publicados sobre política econômica brasileira e do Rio Grande do Sul. Ocupou o cargo de secretário da Fazenda de Triunfo (RS)

Faleceu em fevereiro de 2001, no interior do município de Encruzilhada do Sul (RS), aos 57 anos, em decorrência de um acidente de avião, em que também morreram sua esposa, Maria Machado Carrion, e a filha do casal, de apenas um ano de idade.

Edinílson Cruz

FONTES: ASSEMB. LEGISL. RS. Parlamentares gaúchos; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1991-1995 e 1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Jornal do Brasil (12/11/93); Jornal do Povo. (2/2001.; disponível em: http://www.jornaldopovo.com.br/edicoes2001_2002/mat250201.html; acessado em: 23/9/2009); Perfil Parlamentar/IstoÉ.

 

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