GERALDO CORREIA DE CARVALHO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CARVALHO, Geraldo
Nome Completo: GERALDO CORREIA DE CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, GERALDO

CARVALHO, Geraldo

*dep. fed. SP 1959-1963.

 

Geraldo Correia de Carvalho nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 14 de março de 1917, filho de Joaquim Correia de Carvalho e de Carolina Matos de Carvalho.

Fez o curso secundário no Ginásio do Estado de São Paulo, na capital paulista, e o curso superior na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, formando-se em 1941.

Em outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Empossado em fevereiro de 1959, foi, nessa legislatura, membro efetivo da Comissão de Saúde da Câmara. Após a renúncia do presidente Jânio Quadros (25/8/1961), apoiou a Emenda Constitucional nº 4 (2/9/1961) que instituiu no país o regime parlamentarista, forma de viabilizar a posse do sucessor legal, o vice-presidente João Goulart, cujo nome fora vetado pelos ministros militares. Votou também a favor da Emenda Constitucional nº 5, de novembro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Segundo o Correio Brasiliense, opôs-se ao reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas desde 1947 e normalizadas pelo presidente Goulart (1961-1964) também em novembro de 1961. Considerava que os princípios de autodeterminação e de não-intervenção deveriam ser aplicados, visando-se, de um lado, a preservação da democracia no mundo e, de outro, a consolidação da solidariedade continental. Apoiou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (20/12/1961).

Segundo a mesma fonte, manifestava interesse sobretudo pelos problemas sanitários do país e votava sempre com a ala centrista de sua bancada. Pertencia à Ação Democrática Parlamentar (ADP) — bloco interpartidário formado no primeiro semestre de 1961 com o objetivo de combater a penetração comunista na sociedade brasileira. Composta sobretudo por parlamentares da União Democrática Nacional (UDN) e, em menor número, do Partido Social Democrático (PSD), a ADP fez oposição ao governo do presidente Goulart e deixou de existir após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que o depôs.

Ainda segundo o Correio Brasiliense, Geraldo Carvalho era favorável a uma reforma agrária de cunho cooperativista, dispensando qualquer experiência coletivista, pois considerava que a solução dos problemas do campo estava na prestação de assistência sanitária, educacional, técnica e creditícia ao trabalhador rural. Apoiava também a desapropriação dos latifúndios improdutivos, mantido o regime de propriedade privada estabelecido na Constituição, que garantiria o justo e prévio pagamento dos imóveis desapropriados por interesse social.

Votou a favor da adoção da cédula única em todos os pleitos e apoiava a divisão dos estados em distritos eleitorais. Considerava necessária a redução das despesas militares e uma reforma administrativa descentralizadora, com a criação de um órgão específico de planejamento democrático nacional. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1963, passando a trabalhar como médico na Santa Casa de Misericórdia, em Ribeirão Preto, e em consultório próprio.

Foi também professor de biologia. Integrou a Associação Paulista de Medicina, o Colégio Internacional de Cirurgiões e o Centro Médico de Ribeirão Preto.

Faleceu em Ribeirão Preto no dia 16 de dezembro de 1978.

Era casado com Nair de Oliveira Carvalho, com quem teve cinco filhos.

Publicou Assistência à maternidade.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; COUTINHO, A. Brasil; INF. FAM.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados