Gilberto Kassab

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Nome: KASSAB, Gilberto
Nome Completo: Gilberto Kassab

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

KASSAB, Gilberto

*dep. fed. SP 1999-2004; pref. SP 2006; 2007- 2013 ; min. da Cidades: 2014-

 

 

Gilberto Kassab nasceu em São Paulo no dia 12 de agosto de 1960, filho do médico e educador Pedro Salomão José Kassab e da professora Yacy Palermo. Seu pai foi diretor do tradicional colégio paulistano Liceu Pasteur, onde o filho Gilberto estudou. Foi eleito para a Academia Paulista de Letras em julho de 2009, e morreu dois meses depois.

Gilberto Kassab cursou engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) de 1980 a 1985 e economia na Faculdade de Economia e Administração da USP de 1982 a 1986. Chegou a cursar um ano de introdução à ciência política na Universidade de Brasília (UnB) em 1980. Em 1984 participou do Fórum de Jovens Empreendedores, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (FJE-ACSP), criado pelo empresário e presidente da Associação, Guilherme Afif Domingos. Entre 1987 e 1990 Kassab integrou o Conselho Técnico de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

Em 1989, participou da campanha de Afif Domingos para a presidência da República, iniciando assim sua carreira política e selando uma aliança com Afif – um de seus padrinhos políticos – que continuaria ao longo dos anos. Em 1992 foi eleito vereador em São Paulo na legenda do Partido Liberal (PL). Em fevereiro de 1993 assumiu o mandato na Câmara Municipal e aí integrou as comissões especiais de estudos para a codificação das normas tributárias municipais, e para a elaboração de propostas referentes à revisão da Constituição Federal. Participou também da Comissão de Finanças e Orçamento. Após ser eleito deputado estadual em 1994 na legenda do PL com 36.303 votos, renunciou ao mandato de vereador e assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa (Alesp) em fevereiro de 1995. Aí fez parte das comissões de Constituição e Justiça, de Finanças e Orçamento, de Esportes e Turismo, e foi corregedor do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Trocou o PL pelo Partido da Frente Liberal (PFL) em 1996. No ano seguinte assumiu a vice-presidência, e em 1997, a presidência do partido no estado de São Paulo. Também em 1997 licenciou-se da Alesp para ocupar o cargo de secretário municipal de Planejamento na gestão do prefeito Celso Pita, do Partido Progressista Brasileiro (PPB). Em 1998 desincompatibilizou-se para poder se candidatar a deputado federal. Eleito com 92.866 votos, assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999.

Em 2002 foi reeleito deputado federal com 234.509 votos, mais do que o dobro obtido no pleito anterior, novamente na legenda do PFL. Na legislatura iniciada em 2003, presidiu a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e foi membro titular das comissões de Finanças e Tributação e de Minas e Energia. No biênio 2003-2004 foi membro titular do conselho consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e vice-presidente do PFL.

Nas eleições de 2004 foi eleito vice-prefeito de São Paulo na chapa encabeçada por José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Licenciou-se da Câmara e assumiu o novo cargo em janeiro de 2005. Após a renúncia de Serra para candidatar-se ao governo do estado nas eleições de outubro de 2006, assumiu a prefeitura de São Paulo, em 31 de março de 2006.

Como prefeito, sancionou a Lei nº 14.223 (conhecida como Lei Cidade Limpa), implementada a partir de janeiro de 2007, proibindo a colocação de anúncios de propaganda em prédios públicos e privados, bem como de outdoors, placas e letreiros em praças, parques, postes, torres, viadutos, túneis e faixas acopladas à sinalização de trânsito, lateral de prédios sem janelas e topos de edifícios. Além disso, segundo a lei, os letreiros deveriam ser proporcionais ao tamanho das fachadas. A lei, controversa no início, acabou bem recebida pela maioria da população, resultando no crescimento da popularidade do prefeito. O ano seguinte, 2008, registraria melhores índices de popularidade da gestão Kassab, segundo pesquisa do Datafolha realizada a 13 de setembro, pela qual 61% dos entrevistados qualificara o prefeito entre "ótimo"/"bom".

As prévias do PSDB para decidir o candidato do partido às eleições de 2008 para a prefeitura de São Paulo tencionavam resolver o “racha” entre os que preferiam apoiar Kassab para manter a aliança entre o PSDB e o Democratas (DEM), nova denominação do PFL, e os que defendiam a candidatura própria do partido. A continuidade, praticada por Kassab, das políticas de José Serra, e a preferência deste último pelo candidato democrata provocaram tensão no PSDB, que acabou por escolher Geraldo Alckmin como candidato oficial do partido.

A chapa formada por Kassab para prefeito e Alda Marco Antônio, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para vice-prefeita de São Paulo, apoiada pela coligação "São Paulo no Rumo Certo", que reuniu, além do DEM e do PMDB, o Partido Republicano (PR), o Partido Republicano Progressista (PRP), o Partido Verde (PV) e o Partido Social Cristão (PSC), recebeu 2.140.423 votos, ou 33,61% do total no primeiro turno. Foi seguida de perto pela candidata da coligação “Uma Nova Atitude para São Paulo”, Marta Suplicy, do Partido dos Trabalhadores (PT), que obteve 2.088.329 ou 22,48 % dos votos. Em terceiro lugar vinha o candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção", Geraldo Alckmin, do PSDB, com 1.431.670 votos equivalentes a 22,48% do total, seguido de longe pelo ex-aliado de Kassab, Paulo Maluf, com 376.734 ou 5,91% dos votos. Com Alckmin derrotado, o PSDB apoiou a candidatura do DEM no segundo turno das eleições. Kassab obteve 3.790.558 votos dos eleitores paulistas, ou 60,72% dos votos válidos, derrotando Marta Suplicy, que recebeu 2.452 milhões de votos, somando 39,28% dos votos válidos. Gilberto Kassab tomou posse na prefeitura em janeiro de 2007.

Uma das medidas de destaque no primeiro ano do seu segundo mandato como prefeito de São Paulo foi a manutenção, tendo por base a Lei Municipal n° 11.037/91, do congelamento da tarifa dos ônibus municipais, que desde outubro de 2006 era de R$2,30. Em 2009, Kassab desistiu de cortar R$76 milhões do total de R$600 milhões em repasses previstos às viações pela proposta orçamentária original daquele ano. Dessa forma, ele preservou a tarifa no valor citado, e anulou, na prática, a redução de verbas aprovada pela Câmara de Vereadores no final de 2008, como medida preventiva para enfrentar possíveis impactos da crise global que teve início no mesmo ano. Esta política, no entanto, foi anulada em 2010, quando o prefeito autorizou um reajuste de 17,4% nas tarifas de ônibus (passando a ser de R$2,70). Em 2011, novo aumento, desta vez de 11%, levaria as tarifas a R$3,00.

Os anos de 2010 e 2011 foram marcados pelas consecutivas inaugurações de novas estações de metrô, como resultado da parceria estabelecia nos anos anteriores com o governo estadual, de modo a acelerar as obras. Nesse período, três estações da Linha 2-Verde (Sacomã, Vila Prudente e Tamanduateí) foram inauguradas, e a Linha 4-Amarela entrou em operação, com as suas quatro primeiras estações (Paulista, Faria Lima, Butantã e Pinheiros) sendo inauguradas no mesmo intervalo. A Linha 4-Amarela inaugurou ainda a adoção de parceria público-privada (PPP) na operação do metrô, pois a empresa ViaQuatro (subsidiária da CCR) assumiu a sua operação desde a sua entrada em serviço.

Em 2011, Gilberto Kassab deixou o DEM e, no dia 13 de março, fundou e tornou-se primeiro presidente do novo Partido Social Democrático (PSD), assim batizado em homenagem ao ex-presidente da República Juscelino Kubitschek – filiado à sigla homônima que existiu entre 1945 e 1965.

No dia 3 de janeiro de 2012, a administração Kassab deu início à Operação Cracolândia (também chamada de "Operação Sufoco"), em colaboração com o governo estadual, em um esforço policial e político para combater o tráfico de drogas nas proximidades da rua Helvétia, conhecida como "cracolândia". A estratégia da administração Kassab, e do governo estadual, foi a de "dor e sofrimento": ocupação policial para "quebrar a logística" de traficantes da área; e abordagem aos usuários para encaminhá-los à rede municipal de saúde e assistência social. A ação, contudo, foi alvo de muitas críticas, e quatro organizações não-governamentais (ONGs) enviaram denúncia à ONU sobre violações de direitos humanos na operação. Segundo a jornalista Catia Seabra, da Folha de S. Paulo, a Operação Cracolândia foi uma tentativa de Gilberto Kassab e do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de se anteciparem ao governo federal, que estaria elaborando uma política de ação para combater o problema, e assim evitar o rótulo de "inoperantes".

Nas eleições municipais de outubro de 2012, o PSD se saiu como o quarto maior partido em número de prefeituras, com 497 cidades sob o seu comando, incluindo uma capital (Florianópolis, SC). Marcadas pela concomitância entre a campanha e o julgamento do caso do “mensalão”, estas eleições configuraram a diminuição da influência dos dois principais partidos da base governista, o PT e o PMDB, ao mesmo tempo em que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o PSD tiveram desempenhos surpreendentes.

Em 01 de janeiro de 2013 Gilberto Kassab passou o governo da cidade de São Paulo a seu sucessor, Fernando Haddad, eleito pelo PT.

Nas eleições de 2014, Gilberto Kassab articulou o apoio do PSD à reeleição de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, conseguindo que o partido entrasse para a base aliada do governo federal. Além disso, o PSD alcançou um expressivo resultado no pleito eleitoral, logrando eleger 45 deputados federais e consolidando-se como a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados.

No dia 23 de dezembro de 2014, Kassab foi nomeado para o Ministério das Cidades, assumindo o novo cargo no dia 1° de janeiro de 2015. No mesmo mês, deixou a presidência do PSD, na qual foi sucedido pelo ex-deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP).

Solteiro, não teve filhos.

 

Leandro Batista Pereira

 

 

FONTES: Biasetto, Daniel; Portal Correio da Cidadania. Disponível em: <http://www.correiocidadania.com.br/index.php>. Acesso em 23/11/2009; Portal do Estado de S. Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 23/11/2009 e 12/07/2015; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 23/11/2009, 23/12/2009 e 12/07/2015; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com/index.html>. Acesso em 23/11/2009 e 12/07/2015; Portal do Governo do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/index.php>. Acesso em 10/07/2015; Portal da Prefeitura de São Paulo. Disponível em: <http://www.capital.sp.gov.br/portal/>. Acesso em 23/11/2009; Portal SEADE. Disponível em: <http://www.seade.gov.br>. Acesso em 23/12/2009; Portal do Sistema de Leis Municipais. Disponível em: <https://leismunicipais.com.br/>. Acesso em 12/07/2015; Portal Terra Notícias. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br> Acesso em: 23/11/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 23/11/2009; Portal Último Segundo. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/>. Acesso em 23/11/2009 e 12/07/2015.

 

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