Gleisi Helena Hoffmann

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Nome: HOFFMANN, Gleisi
Nome Completo: Gleisi Helena Hoffmann

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

HOFFMANN, Gleisi

*sen. PR 2011-; min. Casa Civil 2011-

 

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba (PR) no dia 6 de setembro de 1965, filha de Júlio Hoffmann e Getúlia Agda.

Técnica em Eletrotécnica formada pelo Centro Federal de EducaçãoTecnológica do Paraná (CEFET-PR),  formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e cursou especialização em Orçamento Público pela Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP) e Administração Financeira pela Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda (ESAF).

Iniciou suas atividades políticas junto ao movimento estudantil, no qual realizou intensa militância, quando ainda cursava o Primeiro Grau no Colégio Nossa Senhora da Esperança. Posteriormente, passou a estudar no Colégio Nossa Senhora Medianeira de orientação jesuíta onde ingressou no Grêmio Estudantil Edson Luis de Lima Souto. Durante o Segundo Grau, enquanto efetuava curso técnico no CEFET-PR, também participou do Grêmio Estudantil César Lattes (GECEL), neste mesmo período ingressou e foi eleita presidente da União Metropolitana de Estudantes Secundaristas de Curitiba (UMESC). Participou ainda da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).

Sua atuação junto ao movimento estudantil a colocou em contato com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao qual filiou-se no ano de 1983. assou a ter um contato mais intenso com a classe política após ingressar na faculdade, quando passou a trabalhar como assessora na Assembléia Legislativa do Paraná, e, posteriormente, do então vereador pelo Partido da Mobilização Democrática Brasileira (PMDB), Jorge Samek, na Câmara Municipal de Curitiba. Em 1989, seguiu os passos de Samek e migrou para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 1993, Gleisi Hoffmann mudou-se para Brasilía-DF, onde passou a trabalhar na Câmara dos Deputados, mais especificamente na Comissão de Orçamento. A partir de então, iniciou sua caminhada junto a importantes cargos da administração pública referentes a gestão e orçamento público. Assumiu, em 1999, a Secretaria de Reestruturação Administrativa do Estado do Mato Grosso do Sul durante o mandato de Zeca do PT (PT), onde levou a cabo uma reforma administrativa que culminou em corte de gastos e cargos comissionados, bem como uma reforma do sistema previdenciário dos servidores estaduais. Em 2001, tornou-se secretaria de gestão do município de Londrina, onde seu esposo, Paulo Bernardo também exercia o cargo de secretário municipal na gestão de Nedson Michelleti (PT). Enquanto esteve à frente da pasta, deu início a uma discussão sobre o plano de carreira dos servidores e implantou o pregão eletrônico para compras.

No ano de 2002, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, integrou a equipe de transição do presidente. Após sua atuação na equipe de transição, assumiu a Diretoria Financeira da Itaipu Binacional, sendo a primeira mulhera ocupar um cargo de alto-escalão na instituição. Durante sua administração  introduziu o sistema de gestão integrada entre todos os sitemas financeiros de Itaipu. Desenvolveu também ações de caráter social entre os funcionários da empresa e as populações locais, como o Programa Casa Abrigo de Foz do Iguaçu, o Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), o Programa Saúde na Fronteira, o Programa de Pró-Equidade Gênero e Raça em Itaipu Binacional e a reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti para os funcionários da usina.

Deixou seu cargo em Itaipu Binacional em 2006 para concorrer ao Senado Federal pelo Estado do Paraná, na coligação composta por PT, PHS, PL, PAN, PRB e PCdoB. Apesar dos 2,2 milhões de votos recebidos, não conseguiu eleger-se por uma diferença de 300 mil votos para o candidato do PSDB, Álvaro Dias.

Assumiu a presidência do partido no Paraná e, em 2008, foi candidata à prefeitura da capital paranaense. Neste pleito, recebeu 183 mil votos, mas foi novamente derrotada por um tucano – o então prefeito Beto Richa reelegeu-se em primeiro turno.

Pleiteou novamente vaga no Senado Federal em 2010, quando saiu candidata com apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à presidência Dilma Rousseff. Para este tento, recebeu mais de três milhões de votos e foi eleita senadora pelo Paraná. Empossada em Fevereiro de 2011, integrou, como titular a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), além de ter atuado na Comissão Parlamentar de Inquérito que discutiu acerca do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas no Brasil. Foi de sua autoria o Projeto de Lei, aprovado em 2013, que propôs extinguir os 14º e 15º salários dos parlamentares, posteriormente aprovado.

Licenciou-se de suas funções no Senado Federal em Junho de 2011, quando, a convite da então Presidente Dilma Rousseff (PT), assumiu a chefia da Casa Civil da Presidência da República. A nomeação ocorreu um dia após o pedido de demissão de Antonio Palocci (PT), desgastado após denúncias concernentes a sua evolução patrimonial. No Senado, foi substituída pelo primeiro suplente, Sérgio Souza, do PMDB.

Deixou a Casa Civil no dia 2 de fevereiro de 2014, tendo sido substituída por Aluísio Mercadante. Em seguida reassumiu sua cadeira no Senado. Nesse mesmo ano a presidente Dilma Rousseff foi reeleita para um novo mandato. Apesar do resultado eleitoral positivo, a reeleição não foi assimilada pela oposição, que, liderada pelo PSDB e pelo candidato derrotado Aécio Neves, chegou inclusive a contestar o resultado. A partir de então, sobretudo em função das investigação levadas a cabo na Operação Lava Jato e pelo seu eco em manifestações populares contra o governo, e fazendo-se valer também do circunstância econômica crítica e desfavorável ao governo, a oposição iniciou uma campanha para viabilizar o impeachment da presidente da República. Em uma das tentativas, em setembro de 2015, o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal protocolaram na Câmara dos Deputados um pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. O pedido foi aceito em dezembro seguinte pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário do Governo, que deu início ao processo. 

Em 8 de março de 2016 foi eleita para a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em substituição ao senador Delcídio do Amaral. No dia 17 de abril seguinte, com 367 votos favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências, a Câmara dos Deputados aprovou o prosseguimento do processo no Senado, para onde foi encaminhado em seguida. Com este resultado, a presidente Dilma Rousseff deixou o cargo no dia 12 de maio seguinte, em caráter provisório, após o Senado aprovar a admissibilidade do processo de impeachment por 55 votos a favor e 22 votos contra, entre os quais o da senadora Gleisi Hoffmann. A presidente ficaria afastada até o julgamento do mérito pelo Senado em até 180 dias. Nesse mesmo dia foi substituída, em caráter interino, pelo vice-presidente Michel Temer.

Em meio ao acirramento da crise política, Gleisi Hoffmann tornou-se uma defensora intransigente do mandato da presidenta Dilma Rousseff junto aos demais aliados do Governo no Senado. Na sessão do dia 31 de agosto de 2016, sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, então presidente do STF, o plenário do Senado aprovou, entretanto, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de haver cometido crimes de responsabilidade, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Isto porque apesar de aprovar o impeachment, o Senado manteve os direitos políticos da ex-presidente Dilma através do artifício que à época foi denominado como fatiamento do processo, por ter realizado o julgamento da inabilitação em uma ação em separado. Foram 42 votos a favor da inabilitação, 36 contrários e três abstenções. Para que a petista perdesse os direitos políticos, também seriam necessários 54 votos. Gleisi Hoffmann votou contra o impeachment, bem como a inabilitação da ex-presidente para exercer cargos públicos. Com esse resultado, Michel Temer foi efetivado na Presidência da República.

No final de setembro, Gleisi Hoffmann tornou-se a primeira senadora a virar ré na Operação Lava Jato. O STF aceitou, por 5 votos a 0, a denúncia do Ministério Público (MP) contra ela e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. A senadora foi acusada de receber dinheiro desviado da Petrobras quando se candidatou ao Senado, em 2010. De acordo com a defesa da senadora, não havia qualquer amparo probatório, de modo que a denúncia configurava mera ilação. Ao aceitar a denúncia, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, no entanto, alegou  que a denúncia não teria sido fundamentada apenas com base nas delações premiadas.

Casou-se com Paulo Bernardo Silva, deputado federal por três mandatos e também ministro. Teve dois filhos. 

 Alan Carneiro (atualização)

FONTES: Portal da Casa Civil. Disponível em: http://www.casacivil.gov.br. Acesso em 01/10/2014; Portal Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal Itaipu. Disponível em: <http://www.itaipu.gov.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal Notícias do Último Segundo. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal pessoal de Gleise Hoffmann. Disponível em: <http://gleisi.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal do Senado Federal. Disponível em: <http://www.senado.gov.br>. Acesso em 01/10/2010; Portal Terra. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal TRE. Disponível em: <www.tre-pr.jus.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal do TSE. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal Ubes. Disponível em: <http://www.ubes.org.br>. Acesso em 01/10/2014 Portal UOL. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br>. Acesso em 01/10/2014. http://veja.abril.com.br/complemento/brasil/o-voto-de-cada-senador-no-impeachment/votacao.html?8212 (Acessado em 07/02/2017);  http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/08/senado-aprova-impeachment-dilma-perde-mandato-e-temer-assume.html (Acessado em 07/02/2017); http://especiais.g1.globo.com/politica/2016/processo-de-impeachment-de-dilma/votacao-inabilitacao/ (Acessado em 07/02/2017);  http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/09/senadora-gleisi-hoffmann-e-o-marido-paulo-bernardo-sao-reus-na-lava-jato.html (Acessado em 07/02/2017).




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