GÓIS, Valdez

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Nome: GÓIS, Valdez
Nome Completo: GÓIS, Valdez

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VALDEZ, Góis

GÓIS, Valdez

* gov. AP 2003-2007, 2007-2010; 2015-2019, 2019-.

 

                Antonio Valdez Góis da Silva nasceu na cidade de Gurupá (PA), no dia 29 de outubro de 1961, filho de Otacílio Leão da Silva e Izaura Pereira Góes da Silva.

                Foi técnico agrícola e funcionário público federal no estado do Amapá, trabalhando na extinta Aster, órgão de extensão rural, e no Instituto de Extensão Rural do Amapá.  

                Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) no ano de 1989 e no ano seguinte obteve o mandato de deputado estadual após vencer as eleições como um dos candidatos mais votados no estado. Nas eleições de 1994 foi reeleito e teve seu mandato garantido.

                No pleito do ano de 1996 tentou eleger-se prefeito da cidade de Macapá, mas não obteve sucesso. Foi vencido pelo candidato Aníbal Barcelos do Partido da Frente Liberal (PFL).           

                Nas eleições seguintes, em 1998, candidatou-se ao governo do estado e perdeu no segundo turno. Foi apoiado pela coligação que reuniu as legendas do PDT, do Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e do Partido Social Cristão (PSC), conseguindo obter  32,80% dos votos na primeira etapa e passando para o segundo turno. Nesta, foi derrotado pela candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), João Alberto Capiberibe.

                Após essa derrota, foi para o estado do Rio de Janeiro no ano de 1999, a convite do colega de partido e recém eleito governador do Rio, Anthony Garotinho, para colaborar com a sua administração. 

                Ao retornar para a cidade do Amapá, preparou novamente a sua candidatura ao governo do estado que seria realizada no ano de 2002, quando finalmente teve sucesso. No primeiro turno, Góis terminou com uma relativa vantagem, pois recebeu 36,82% dos votos, enquanto a sua principal adversária, Dalva Figueiredo, do Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu 25,31% na votação. No segundo turno, o candidato do PDT recebeu a maioria dos votos, isto é, 54,56% da votação no estado.

                Durante a sua gestão, Góis promoveu obras em todo o estado, como a inauguração do Museu Kuahí dos povos do Oiapoque. Também fez investimentos em infraestrutura, como a obra de pavimentação da nova rodovia AP010, ligando a capital ao município de Mazagão, e a pavimentação da Rodovia BR-156, que corta o estado. Na área da educação, o governador aderiu ao programa do governo federal chamado “Mais Educação”, que previa a ampliação das atividades escolares para estimular o desenvolvimento escolar e diminuir a evasão.

                Reelegeu-se nas eleições de 2006 ainda no primeiro turno. Venceu o candidato do João Alberto Capiberibe (PSB), para quem tinha perdido a disputa ao governo do estado em 1998, obtendo, desta vez, 53,68% dos votos.

                Em 2007 teve seu nome citado em uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema de fraudes na compra de remédios que teria ocorrido na Secretaria Estadual de Saúde em seu governo. Na operação de investigação foram presas 25 pessoas, entre elas um sobrinho do governador. Ao final do processo, o Ministério Público denunciou 24 pessoas à Justiça. Dois deputados federais, Jurandil Juarez, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e Sebastião Rocha (PDT), ambos ex-secretários em sua administração, tiveram seus nomes enviados à Procuradoria Geral da República. O nome de Góis, entretanto, não foi citado ao final das investigações.

                No ano de 2009, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu o governador da acusação de usar a máquina pública durante o processo eleitoral de 2006. O Ministério Público Eleitoral denunciou Góis por ter, supostamente, usado pessoas e órgãos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para promover sua campanha.  

Em abril de 2010, abdicou do governo amapaense para concorrer ao Senado Federal. Em plena campanha, a um mês do pleito, esteve entre os investigados e chegou a ser preso pela Policia Federal no âmbito da Operação Mãos Limpas, que investigou o desvio de recursos destinados pelo governo federal para investimento e remuneração de profissionais da educação. À época, de acordo com as pesquisas, liderava as intenções de voto para o Senado, mas acabou por sofrer revés nas urnas, quando recebeu mais de 100 mil votos, mas foi apenas o terceiro mais votado, com 20,5% dos votos válidos. Os eleitos, na ocasião, foram Randolfe Rodrigues, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e Gilvan Borges, do PMDB, que receberam, respectivamente, 203 mil e 121 mil votos.

Nas eleições seguintes, contando com o apoio do senador José Sarney, voltou a concorrer ao governo do estado do Amapá, tendo sido eleito no segundo turno. Nesse pleito, teve como principal concorrente o então governador Camilo Capiberibe, do PSB. No primeiro turno, obteve 42,18% dos votos contra 27,53% do candidato à reeleição. No segundo turno, ampliou ainda mais a diferença, vencendo a disputa com 220. 256 votos, correspondentes a 60,58% da preferência do eleitorado, contra 143.311 votos obtidos por Capiberibe, votado por 39,42% dos eleitores. 

Tomou posse de seu terceiro mandato como governador do Amapá em janeiro de 2015, mês em que decretou, por 180 dias, estado de emergência na saúde pública, determinando ações prioritárias para agilizar o atendimento a pacientes na rede estadual. Segundo o portal de notícias G1, o documento assinado pelo governador permitia facilidades no acesso à recursos federais, além do lançamento de licitações emergenciais e dispensa de concurso para contratação de pessoal.

Com vistas a diminuir a dependência econômica da administração pública e aumentar a renda obtida de forma direta, o governo amapaense abriu edital de concessão para exploração de madeira na Floresta Estadual do Amapá. Em dezembro de 2016, após processo de licitação, a administração estadual assinou contrato com a empresa Trans Wood, prevendo a exploração da floresta do Amapá por 30 anos e o cumprimento, pela empresa, das obrigações de construir a montagem da indústria e áreas de conservação, além de investir em escolas, postos de saúde e estradas nas áreas exploradas.

Em janeiro de 2017, durante encontro que reuniu o Presidente da República Michel Temer e o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes com representantes dos estados no Norte e do Centro-Oeste, em Brasília, o governo do Amapá assinou um compromisso de colaboração ao combate da criminalidade, pautado no enfrentamento do crime organizado e do narcotráfico, na redução do homicídio e do feminicídio e na racionalização do sistema penitenciário. Nesse mesmo mês, passados dois anos de sua gestão e de decretado estado de emergência pela saúde amapaense, Valdez Góis anunciou planos de terceirizar a gestão de hospitais e outras unidades de saúde a serem inauguradas pelo governo no decorrer de 2017.

Ainda em 2017, teve finalmente os recursos do Ministério Público Federal julgados e foi absolvido por unanimidade pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), obtendo o arquivamento das acusações a ele direcionadas em 2010, quando chegou a ser preso em plena campanha eleitoral.

Nas eleições de 2018, foi candidato à reeleição e obteve êxito neste tento. Na ocasião do pleito, disputou novamente segundo turno com Camilo Capiberibe, a quem venceu com 52,35% dos votos válidos. Com isso, renovou seu mandato de governador do Amapá.

Casou-se com Marília Góis, com quem teve sete filhos. Sua esposa foi também deputada estadual. 

 

FONTES: Portal da Assembleia Legislativa do Amapá. Disponível em: <www.al.ap.gov.br>. Acesso em  17/10/2009 e em 19/01/2017; Portal Estadão – Política. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/> . Acesso em 19/01/2017; Portal G1. Disponível em: < http://g1.globo.com/>. Acesso em 19/01/2017; Portal do Governo do Estado do Amapá. Disponível em < http://www.ap.gov.br/>. Acesso em  27/10/2009 e em 19/01/2017; Portal do jornal Diário do Amapá < https://www.diariodoamapa.com.br/>. Acesso em 19/01/2017; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em <www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 16/10/2009; Portal Seles Nafes < http://selesnafes.com/>. Acesso em 19/01/2017;  Portal Terra. Disponível em <www.terra.com.br>. Acesso em 14/12/2019; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <www.tse.gov.br>. Acesso em 14/12/2019.

 


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