GOMIDE, Francisco

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Nome: GOMIDE, Francisco
Nome Completo: GOMIDE, Francisco

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Título: Clientelismo, internet e voto: mapeando práticas assistencialistas e clientelistas nos websites dos candidatos a vereador de três capitais do Brasil Meridional

GOMIDE, Francisco

*min. Min. Energ. 2002-2003.

 

Francisco Luís Sibut Gomide nasceu em Curitiba (PR) no dia 30 de novembro de 1945.

Formou-se em economia e em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1968. Enquanto freqüentava seu curso de engenharia começou a trabalhar como estagiário no Centro de Estudos e Pesquisas de Hidráulica e Hidrologia UFPR em 1967. Formou-se em 1968. Em abril de 1970 quando a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (COPEL) absorveu o Centro e os empregados foram aproveitados em virtude de um convênio celebrado entre as instituições, Gomide passou então a integrar o grupo de pesquisadores fixos da empresa e a atuar próximo ao presidente da COPEL, Parigot de Sousa.

Nos anos seguintes, continuou exercendo suas atividades como engenheiro da Copel e tornou-se professor do departamento de engenharia da UFPR. Ainda nesse período concluiu o doutorado em Recursos Hídricos pela Colorado State University em 1975. Dois anos depois, em 1977, foi aprovado em concurso público para professor assistente do Departamento de Hidráulica e Saneamento do Setor de Tecnologia da UFPR. Simultaneamente a sua carreira acadêmica, participou de atividades de pesquisa aplicada e consultoria em hidráulica, hidrologia e obras hidráulicas no Centro de Hidráulica da Copel e, ao mesmo tempo, deu aulas de mecânica dos fluidos, hidráulica, hidrologia e engenharia de recursos hídricos na UFPR, viria a tornar-se professor titular da mesma universidade em 1986.

A partir de março de 1983 tornou-se diretor administrativo-financeiro da Copel, cargo que exerceu até janeiro de 1986 quando foi nomeado diretor-presidente. Exerceu a presidência da Copel até janeiro de 1993 nos governos de Álvaro Dias (1987-1991) e de Roberto Requião (1991-1994) no Paraná. Durante sua gestão foi implantado um amplo programa de eletrificação rural neste estado, abrangendo cerca de 184.000 ligações, foi inaugurada a Usina Hidrelétrica de Segredo, e foi zerada a dívida líquida da empresa. Entre 1987 e 1989 foi membro do Conselho de Administração das Centrais Hidrelétricas do Sul do Brasil (ELETROSUL). Em abril de 1993 assumiu o cargo de diretor-geral do lado brasileiro da Itaipu Binacional, cargo que exerceu até outubro de 1995 sendo sucedido por Euclides Scalco (PSDB/PR).

Após sair de Itaipu assumiu a presidência das empresas Espírito Santo Centrais Elétricas S. A. (Escelsa) e Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul) entre 1995 e 2001, sendo que ambas as empresas foram privatizadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Após sair da presidência destas empresas prestou consultoria por um curto período para o Comitê de Revitalização do Modelo do Setor Elétrico da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE).

No dia 3 de abril de 2002 foi nomeado de ministro de Minas e Energia no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, em substituição a José Jorge. Assumiu o cargo no contexto da forte crise de abastecimento energético que atingiu o Brasil nos dois últimos anos do governo Fernando Henrique, que ficou conhecida como “apagão” energético (termo empregado para designar interrupções ou faltas de energia elétrica freqüentes), e também de reação às políticas de privatização de empresas estatais implementadas durante este governo. Após tomar posse no cargo, declarou que a ameaça de novo colapso no abastecimento de energia elétrica estaria afastada pelos próximos anos e que estava encerrado o ciclo de privatizações de empresas de energia elétrica pelo governo federal.

No início de sua gestão foi ainda aprovada no Congresso Nacional a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, dispondo sobre a expansão da oferta de energia elétrica emergencial e a recomposição tarifária extraordinária, e criando o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e dispondo sobre a universalização do serviço público de energia elétrica. Lançou também o Programa de Revitalização do Setor Elétrico contendo várias medidas de reestruturação do setor, tais como as que tratavam do subsídio ao gás natural usando recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), e as que determinavam a separação das tarifas de distribuição (a tarifa-fio) e da tarifa de energia. Mas, em sua gestão não implantou todas as medidas contidas nestes programas. Exerceu a pasta até o fim do governo de Fernando Henrique Cardoso em 1° de janeiro de 2003.

Após sair do ministério, em 1º de janeiro de 2003, dedicou-se às atividades de pesquisa e consultoria na área de engenharia e energia elétrica. Em janeiro de 2006, juntamente com Jorge Samek e Euclides Scalco, respectivamente presidente em exercício e ex-presidente de Itaipu, distribuiu nota à imprensa desmentindo a revista Isto é que, em reportagem publicada no dia 14 do mesmo mês, acusara-os de terem cometido várias irregularidades administrativas na empresa, entre as quais ações de caixa 2 para financiamento de campanhas eleitorais. No desmentido, os diretores afirmavam, dentre outras coisas, serem totalmente inverídicas as notícias veiculadas pela imprensa e que a empresa possuía mecanismos eficazes e transparentes de auditoria interna em contas. Durante esse período, não ocupou mais cargos públicos dedicando às atividades de pesquisa e consultoria participando de inúmeros congressos e eventos destinados a debater problemas de energia elétrica.

Ao longo de sua trajetória atuou como convidado de diversas universidades brasileiras e como consultor em instituições governamentais de diversos níveis. Foi ainda coordenador dos grupos de trabalho que estabeleceram as diretrizes da política energética do Paraná para os períodos de 1982/1986 e 1986/1990. Em 2002 foi eleito pelos associados do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) o engenheiro do ano. Também foi presidente da ABRH Associação Brasileira de Recursos Hídricos

Publicou: Hidrologia básica (1976); Desafio na base para remuneração de ativos energéticos (textos para discussão da Aneel, 2005), dentre inúmeros outros trabalhos técnicos nas áreas de energia hidráulica, energia elétrica e economia.

 

FONTES: Entrevista (Associação de Profissionais da Copel, 2007); Isto é (15/3/06); http://www.parana-online.com.br/ (acesso em: 12/10/09); http://www.folha.uol.com.br/ (acesso em: 12/10/09).

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