Reinaldo Gripp Lopeso

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Nome: GRIPP, Reinaldo
Nome Completo: Reinaldo Gripp Lopeso

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

GRIPP, Reinaldo

*dep. fed. RJ 1999-2007 

 

Reinaldo Gripp Lopes nasceu em Nilópolis (RJ) no dia 11 de fevereiro de 1952, filho de Newton Lopes e Hydee Gripp Lopes.

Formado em medicina pela Universidade Gama Filho em 1977, começou sua carreira como médico na Secretaria Municipal de Saúde de Nilópolis em 1978. Em 1981 trabalhou também como médico na Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Em 1993 filia-se ao PDT, e no mesmo ano, vira o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Nilópolis, exercendo o cargo até 2000.

Como deputado federal exerceu o mandato como suplente na legislatura 1999-2003, de 5 de junho a 11 de outubro de 2001, de 6 de novembro de 2001 a 3 de abril de 2002, reassumindo o mandato em 15 de outubro de 2002. Assumiu e foi efetivado no mandato de Deputado Federal na legislatura 2003-2007, em 15 de setembro de 2005.

Além do PDT, Reinaldo Gripp, também foi filiado ao PMDB, nos períodos de 1980-83 e de 1997-2001, PSDB de 2001-2003 e PL, a partir de 2003. Entre as atividades partidárias, Gripp foi Vice Presidente Regional do PL de 2003-2004; Secretário Geral Regional do PL de 2004-2005; Tesoureiro Regional do PL em 2005. Como parlamentar, atuou como titular na comissão permanente de Seguridade Social e Família.

Em 2006 foi acusado de participar de um esquema clandestino que envolvia corrupção ativa, formação de quadrilha e fraude em licitações para compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares com dinheiro da União. Este episódio ficou conhecido como o “escândalo dos sanguessugas. Segundo o empresário Luiz Antônio Vedoin, acusado como um dos cabeças dos esquema, Reinaldo Gripp dividia as comissões relativas as suas emendas com o então deputado Carlos Rodrigues, que comandava os deputados ligados à igreja Universal. Quando Rodrigues renunciou o mandato em agosto de 2005, Gripp teria assumido as suas emendas. Na ocasião, Vedoin afirmou também que Gripp tentou aumentar suas comissões de 10% para 30%, mas não conseguiu. Segundo Vedoin, o parlamentar pretenderia usar o dinheiro arrecadado no esquema na campanha eleitoral de 2006. Reinaldo Gripp, entretanto, negou conhecer Vedoin, e desconsiderou suas acusações como sem sentido, posto que a autoria de proposições como as emendas de licitação não pode ser transferida, segundo Gripp. O ex-deputado afirmou ainda que não exercia seu mandato em 2003 no período em que foi acusado de ter apresentado as emendas. Reinaldo Gripp foi absolvido junto com outros 25 envolvidos no escândalo. 48 outras autoridades foram derrubadas.

Em 2007 o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro condenou Reinaldo Gripp pela prática de compra de votos durante a campanha eleitoral de 2006, tornando-o inelegível por três anos. Gripp foi acusado de realizar cirurgias gratuitas de laqueadura e varizes na casa de Saúde Bom Pastor, em Queimados (RJ), em troca de votos. Gripp recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi absolvido e pode participar das eleições, porém não conseguiu se eleger.

Afastado da atividade política, retomou a dedicação à medicina, tendo inclusive assumido a direção do hospital municipal de Belford Roxo.

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 17/05/2006; Portal Direito2. Disponível em: <http://www.direito2.com.br>. Acesso em 17/10/2006; Portal do Instituto Nefrológico de Queimados. Disponível em: <http://www.inque.com.br/>. Acesso em 13/08/2013; Portal do jornal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 17/05/2006 e 31/10/2007.

 

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