HEITOR DIAS PEREIRA

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Nome: DIAS, Heitor
Nome Completo: HEITOR DIAS PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DIAS, Heitor

DIAS, Heitor

*  dep. fed.  BA 1963-1967 e 1968; sen.  BA 1971-1979.

 

Heitor Dias Pereira nasceu em Santo Ama­ro (BA) no dia 28 de maio de 1912, filho de Sebastião Dias Pereira e de Alzira de Lima Dias Pereira.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e so­ciais pela Faculdade de Direito da Universi­dade da Bahia, em 1935.

Exerceu os cargos de secretário do Institu­to do Cacau da Bahia entre 1945 e 1946, e de diretor da Imprensa Oficial do estado en­tre 1947 e 1951.  Lecionou na Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia entre 1950 e 1955, ocupando interinamente a cátedra de filologia portuguesa.

Eleito vereador na cidade de Salvador, cumpriu o mandato de 1955 a 1959, tendo ocupado a presidência da Câmara Municipal desde o primeiro ano da legislatura até 1958.  Em 1960 elegeu-se prefeito de Salvador na legenda da União Democrática Nacional (UDN).  Em outubro de 1962 foi eleito, na mesma legenda, deputado federal pela Bahia, e em fevereiro do ano seguinte deixou a pre­feitura para tomar posse no novo cargo.  En­tre abril e novembro de 1963 interrompeu seu mandato para exercer a função de secre­tário de governo da Bahia, na gestão de An­tônio Lomanto Júnior (1963-1967).

Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº. 2 (27/10/65) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), em cuja legenda foi reeleito de­putado federal, em novembro de 1966.  Entre maio de 1967 e novembro de 1968 afastou-­se mais uma vez da Câmara para ocupar a Secretaria do Interior e Justiça do estado da Bahia, na gestão de Luís Viana Filho (1967-­1971).  Convidado a assumir novamente esse cargo, interrompeu em definitivo seu mandato em dezembro de 1968.

No pleito de novembro de 1970 elegeu-se senador pela Bahia, na legenda da Arena, iniciando o mandato em fevereiro de 1971.  No Senado Federal exerceu a vice-liderança da Arena, foi presidente da Comissão de Le­gislação Social, vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, além de ter partici­pado de várias outras comissões técnicas.  Por ocasião do fechamento do Congresso, em abril de 1977, condenou a medida.

Disputando as eleições de novembro de 1978 para a Câmara Federal, obteve a primei­ra suplência pela Bahia na legenda da Arena.  Deixou o Senado em janeiro de 1979 e, em virtude de sua nomeação para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, re­nunciou à vaga surgida na Câmara com a morte do deputado Teódulo Albuquerque, em agosto desse ano.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente refor­mulação partidária, filiou-se ao Partido De­mocrático Social (PDS) e nessa legenda con­correu a uma cadeira da Câmara dos Depu­tados pela Bahia, no pleito de no­vembro de 1982, obtendo novamente ape­nas uma suplência.

Em 1983, tornou-se ministro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia, aí permanecendo até 1986, quando se aposentou.

Casou-se com Maria Bernadete de Almeida Dias Pereira.

 

FONTES:  CÂM.  DEP.  Deputados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros.  Repertório (1967-1971); CÂM.  DEP.  Relação nominal dos senhores; INF. Pedro Dias Pereira; Jornal do Brasil (5/4/77 e 17/8/79); MELO, A. Car­tilha; Perfil (1972); SENADO.  Dados, SENA­DO.  Dados biográficos (8); SENADO.  Rela­ção.

 

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