HELIO DE MACEDO SOARES E SILVA

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Nome: SOARES, Hélio de Macedo
Nome Completo: HELIO DE MACEDO SOARES E SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, HÉLIO DE MACEDO

SOARES, Hélio de Macedo

*militar; dep. fed. RJ 1951-1955.

 

Hélio de Macedo Soares e Silva nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 10 de junho de 1906, filho de Sebastião Edmundo Mariano e Silva e de Elisa de Macedo Soares e Silva. Seu irmão, o general Edmundo de Macedo Soares e Silva, foi ministro da Viação e Obras Públicas em 1946, governador do antigo estado do Rio de Janeiro de 1947 a 1951 e ministro da Indústria e Comércio de 1967 a 1969.

Iniciou sua carreira militar sentando praça em março de 1923 na Escola Militar do Realengo, em sua cidade, de onde mais tarde saiu aspirante. Promovido a segundo-tenente em janeiro de 1927 e a primeiro-tenente em março de 1928, chegou ao posto de capitão em fevereiro de 1933. Cursou a Escola Técnica do Exército e a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, pela qual diplomou-se em engenharia.

Em 1939 assumiu a Secretaria de Viação e Obras Públicas do estado do Rio de Janeiro, na interventoria de Ernâni Amaral Peixoto (1937-1945). Durante sua gestão foi construída a Central Hidrelétrica de Macabu, ao norte do estado. Promovido a major em março de 1940, em seguida assumiu o cargo de adjunto do Serviço Eletrotécnico do Exército. Ainda em julho desse ano tornou-se membro do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica, cujo conselho pleno passou a integrar em 1943. Em dezembro deste último ano foi promovido a tenente-coronel e em 1946 deixou a Secretaria de Viação e Obras Públicas de seu estado.

Ao longo de sua carreira militar integrou também a Comissão de Estudos da Indústria Militar Brasileira, na Europa.

Nas eleições de janeiro de 1947 candidatou-se a deputado à Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro na legenda do Partido Social Democrático (PSD), tendo sido o mais votado. Em fevereiro desse mesmo ano deixou o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica e em 1948, já após a promulgação da nova Carta estadual, assumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa. No pleito de outubro de 1950, ainda na legenda do PSD, conseguiu eleger-se deputado federal pelo Rio de Janeiro. Promovido a coronel em dezembro deste último ano, transferiu-se posteriormente para a reserva no posto de general-de-divisão. Assumiu sua cadeira de deputado federal em fevereiro de 1951, após deixar a Assembléia fluminense, e tornou-se membro da Comissão de Planejamento Econômico da Câmara. Em outubro de 1954 candidatou-se novamente a deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas alcançou apenas uma suplência, deixando a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1955. Tentou reeleger-se nos pleitos de outubro de 1958 e de 1962, sempre na legenda do PSD, e tampouco obteve votos suficientes para ocupar uma cadeira na Câmara.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido de oposição ao regime militar, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda foi mais uma vez eleito suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro em novembro de 1966.

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 24 de outubro de 1978.

Foi casado com Maria Anita de Macedo Soares e Silva, com quem teve três filhos. Era casado em segundas núpcias com Maria Celeste de Macedo Soares e Silva.

Publicou Transportes coletivos em Niterói e São Gonçalo e Aproveitamento de Paulo Afonso.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CISNEIROS, A. Parlamentares; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; GURGEL, H. Governo; Jornal do Brasil (25 e 26/10/78); MIN. GUERRA. Almanaque (1951); RIBEIRO FILHO, J. Dic.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6 e 8).

 

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