HOMERO MORINOBU OGUIDO

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Nome: OGUIDO, Homero
Nome Completo: HOMERO MORINOBU OGUIDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OGUIDO, HOMERO

OGUIDO, Homero

*dep. fed. PR 1991, 1992, 1994, 1995-1997.

 

Homero Morinobu Oguido nasceu em Londrina (PR) no dia 12 de agosto de 1948, filho de Seiko Oguido e de Tiru Oguido.

Em 1968, iniciou o curso de direito na Universidade Estadual de Londrina, diplomando-se em 1974. Dois anos mais tarde, nas eleições de novembro, candidatou-se a uma cadeira na Câmara Municipal de Londrina, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Eleito, foi empossado em janeiro de 1977, presidindo nesse ano a Comissão de Finanças. Ainda em 1977, tornou-se representante da Câmara Municipal junto ao serviço de compras da Petrobras, função que desempenhou até 1990.

Presidente da Comissão de Agricultura entre 1978 e 1979, neste último ano foi representante da Câmara Municipal perante a Junta de Recursos Fiscais, função que exerceria até 1980. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, filiou-se em 1980 ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à Arena, permanecendo nessa legenda até o ano seguinte, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), presidindo a Câmara Municipal entre 1981 e 1982.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado estadual. Empossado em março do ano seguinte, integrou nesse ano a Comissão de Finanças e a de Tomada de Contas. Também no ano de 1983, a convite do ministro das Relações Exteriores, Ramiro Saraiva Guerreiro, foi observador na Dieta (Parlamento japonês). Atuou ainda nas comissões de Cultura e Esportes, como vice-presidente, em 1984; de Finanças, como vice-presidente, entre 1984 e 1985; de Redação, de 1984 a 1985; de Turismo, e de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, em 1986. Reelegendo-se no pleito de novembro desse último ano, assumiu novo mandato em janeiro de 1987. Nesse ano, realizou viagem ao Japão, acompanhando missão empresarial paranaense. Participou durante essa legislatura das comissões de Defesa do Consumidor, em 1987; de Finanças, entre 1987 e 1990; de Direitos Humanos, em 1988; de Turismo, de 1988 a 1989; de Orçamento, em 1988, e de Constituição e Justiça, em 1989.

Nas eleições de outubro de 1990, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados. Eleito, foi empossado em fevereiro de 1991. Secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná, no governo de Roberto Requião (1991-1995), de 15 de março de 1991 a 21 de setembro de 1992, durante esse período sua vaga na Câmara foi ocupada pelo deputado José Felinto.

Reassumindo o mandato, Oguido acompanhou a maioria dos deputados, votando favoravelmente, em 29 de setembro de 1992, à abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, citado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Oguido licenciou-se novamente, de 5 de outubro de 1992 a 3 de abril de 1994, para voltar ao cargo de secretário estadual, sendo uma vez mais substituído por José Felinto. Voltando à Câmara, atuou em 1994 na Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Reelegeu-se em outubro, obtendo a maioria dos votos em sua base eleitoral no norte do estado. Dando início ao novo mandato em fevereiro de 1995, atuou na Comissão de Finanças e Tributação. Por ocasião da votação das emendas à Constituição, a serem regulamentadas por lei, foi favorável à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional, à abolição do monopólio estatal das telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais, e à prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, conhecido como Plano Real.

Na sessão de 24 de julho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sucessora do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado como fonte de financiamento da área de saúde.

Em Curitiba, presidiu a Companhia de Saneamento do Paraná, a Fundação de Assistência aos Municípios do Paraná e a Superintendência de Controle da Erosão e Saneamento Ambiental. Além de advogado e parlamentar, exerceu as profissões de contador, gerente de empresas e professor.

Faleceu em Londrina, no dia 24 de fevereiro de 1997, em pleno exercício do mandato.

Era casado com Helena Mitie Oguido, com quem teve três filhas.

Publicou A saga dos japoneses no Paraná: de imigrantes a pioneiros.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); INF. HELENA MITIE OGUIDO; Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991).

 

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