HUMBERTO ESMERALDO BARRETO

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Nome: BARRETO, Humberto
Nome Completo: HUMBERTO ESMERALDO BARRETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARRETO, HUMBERTO

BARRETO, Humberto

*ch. AERP 1974-1977.

 

Humberto Esmeraldo Barreto nasceu em Crato (CE) no dia 21 de janeiro de 1932, filho de Juvêncio Barreto e de Maria Pia Esmeraldo Barreto.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais em 1961, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, instituição que viria a integrar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), iniciou sua vida pública em 1964, ao ser nomeado diretor da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro. Dois anos depois tornou-se membro do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. Como diretor, foi um dos responsáveis pela substituição do regime estatutário dos economiários pelo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o primeiro passo para a transformação da instituição em empresa pública, com uma estrutura mais moderna e empresarial. Depois da posse do general Artur da Costa e Silva na presidência da República em 1967, deixou a Caixa Econômica, passando a vender material de construção na Barra da Tijuca, no Rio.

Amigo pessoal do general Ernesto Geisel, de quem se tornou, segundo o Jornal do Brasil (5/1/1978), uma espécie de secretário permanente, foi chamado para o seu gabinete em 1969, quando Geisel assumiu a presidência da Petrobras. Em 1971, passou a diretor econômico-financeiro da Petrobras Distribuidora, onde permaneceria até 1974, quando foi substituído por Ariovisto de Almeida. No final de 1971, formou-se em administração de empresas pela Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas Morais Júnior, no Rio de Janeiro.

Após a posse de Geisel na presidência da República em março de 1974, embora convidado por Mário Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, Humberto Barreto foi nomeado chefe da Assessoria Especial de Relações Públicas (AERP) da Presidência da República. Tido como um dos colaboradores mais próximos do presidente, atuou no sentido de aproximá-lo da imprensa. Participou ativamente da escolha do almirante Floriano Faria Lima para governar o novo estado do Rio de Janeiro, produto da fusão realizada em 1975 entre os antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Foi, ainda, responsável pela escolha do governador do Ceará, Adauto Bezerra. Após o fracasso da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido do governo, nas eleições de novembro de 1974, defendeu o fim do bipartidarismo, apesar da opinião contrária do presidente.

Em fevereiro de 1977, com a nomeação de Carlos Rischbieter para a presidência do Banco do Brasil, foi mais uma vez convidado pelo ministro Mário Henrique Simonsen para substituir o primeiro na presidência da Caixa Econômica Federal. Sua resistência em aceitar o convite, bem como a de Geisel em liberá-lo, foi afinal superada pela insistência de Simonsen. Autorizado pelo presidente da República, tomou posse no dia 11 de abril. Na ocasião, proferiu discurso onde anunciou, como uma de suas principais metas, tornar acessível a aquisição da casa própria pela classe média, pois considerava que a habitação popular, destinada à população de baixa renda, já estava satisfatoriamente equacionada pelos vários programas em funcionamento. Com esse propósito, restabeleceu, em fins de abril, o financiamento de imóveis usados. Quase simultaneamente, deu início a uma campanha visando ao aumento substancial dos depósitos de poupança da Caixa Econômica, de modo a viabilizar os financiamentos da Carteira Hipotecária.

Em 12 de julho de 1977, lançou a candidatura do general João Batista Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), à presidência da República, em pronunciamento que se constituiu na primeira menção pública à candidatura Figueiredo fora dos círculos palacianos. Um mês depois, passou a defender a eleição de um vice-presidente civil, indicando o governador do Rio Grande do Sul, Sinval Guazelli.

Em 14 de fevereiro de 1978, decidido a disputar uma cadeira de deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda da Arena, teve aprovado pelo presidente Geisel seu pedido de exoneração, sendo então nomeado para substituí-lo Ariovisto de Almeida. Nesse mesmo dia, em entrevista ao Jornal do Brasil, negou a existência de qualquer acordo eleitoral entre ele e o ex-governador Antônio de Pádua Chagas Freitas, embora houvesse tomado conhecimento, através da imprensa, do apoio dado por aquele político, líder de uma das alas do MDB fluminense, à sua candidatura. Em fins de maio seguinte, no entanto, dirigiu carta ao deputado Alair Ferreira, presidente em exercício do diretório da Arena do Rio de Janeiro, anunciando sua desistência de candidatar-se em virtude de problemas de saúde. As acusações do deputado Sinval Boaventura, da Arena mineira, de que mantinha ligações com a ala mais radical da oposição — formada por José Alencar Furtado, Fernando Lira e Roberto Saturnino Braga — não prejudicaram suas relações com o presidente Geisel ou com o general Figueiredo. Assim, em julho de 1978, foi convidado por Figueiredo para ajudá-lo na campanha à presidência da República.

Com o término do governo Geisel em março de 1979, Humberto Barreto deixou a vida pública. Nesse mesmo ano, tornou-se diretor-presidente executivo da Transbrasil S.A. Linhas Aéreas. Permaneceu nessa empresa até abril de 1988, tendo exercido, ao longo desses anos, os cargos de vice-presidente e secretário-geral do conselho de administração e controle. Neste último ano, tornou-se assistente da presidência da Nordeste Química S.A. (Norquisa), presidida desde 1980 pelo ex-presidente Geisel. No ano seguinte, passou a acumular essas funções com a de diretor da Previnor — Associação de Previdência Privada, e em 1993, acrescentou a esses cargos o de secretário-geral da Norquisa. Aposentado, em 1995 passou a consultor dessa mesma empresa.

Foi casado com Lílian Maria Chaves Esmeraldo Barreto, já falecida, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; IstoÉ (20/7/77); Jornal do Brasil (11 e 13/2, 12, 20 e 27/4, 12/7, 23/8 e 11/12/77, 5 e 11/1, 14 e 15/2, 3/6 e 15/7/78); Perfil (1975 e 1976); Veja (11/1/78).

 

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