IVAN BICHARA SOBREIRA

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Nome: BICHARA, Ivan
Nome Completo: IVAN BICHARA SOBREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BICHARA, IVAN

BICHARA, Ivan

*dep. fed. PB 1955-1959, 1961, 1962, 1963 e 1964; gov. PB 1975-1978.

 

Ivan Bichara Sobreira nasceu em Cajazeiras (PB) no dia 24 de maio de 1918, filho de João Gergis Bichara e de Gilda Sobreira Bichara.

Fez seus estudos iniciais no Colégio Diocesano de Cajazeiras e no Colégio Estadual da Cidade da Paraíba, hoje João Pessoa. De 1936 a 1940 escreveu no jornal A Imprensa e, em 1944, tornou-se funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI). No ano seguinte formou-se pela Faculdade de Direito de Recife, onde havia participado de atividades contra o Estado Novo (1937-1945).

Após o fim do Estado Novo (29/10/1945) e com a redemocratização do país, elegeu-se, em janeiro de 1947, deputado à Assembléia Constituinte da Paraíba, na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Com a promulgação da nova Carta estadual, na legislatura ordinária tornou-se líder do governo Osvaldo Trigueiro (1947-1950) na Assembléia Legislativa. Em outubro de 1950 reelegeu-se deputado estadual, nesta oportunidade na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e pelo Partido Libertador (PL). Em 1951, no início da legislatura, foi eleito presidente da Assembléia para o biênio 1951-1952 e, no ano seguinte, passou a líder do governo José Américo de Almeida (1951-1956) nessa casa. Paralelamente, foi também diretor do jornal O Norte de 1951 a 1955.

Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pela Paraíba, novamente na legenda da Coligação Democrática Paraibana. Deixando a Assembléia Legislativa em janeiro de 1955, no mês seguinte assumiu sua cadeira na Câmara Federal. Em abril de 1957 tornou-se vice-líder do Bloco Parlamentar de Oposição, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) e vice-líder da minoria e do PL. No pleito de outubro do ano seguinte, elegeu-se segundo-suplente de deputado federal, sempre pela Paraíba, na legenda da coligação formada pela UDN e pelo PL. Exerceu o mandato de julho a agosto de 1959, de março a agosto e de setembro a outubro de 1961 e, finalmente, de abril a maio de 1962. Em outubro desse ano concorreu mais uma vez a uma cadeira de deputado federal pela Paraíba, na legenda da UDN, obtendo novamente a segunda suplência e exercendo o mandato de junho a outubro de 1963 e de agosto a setembro de 1964.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), foi nomeado presidente do conselho consultivo das caixas econômicas federais pelo novo presidente da República, general Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar.

Em 1974, era consultor jurídico da Associação Comercial do Rio de Janeiro, quando foi indicado pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979) candidato ao governo da Paraíba, nas eleições indiretas que se realizariam em setembro desse ano. Eleito pela Assembléia Legislativa paraibana, tomou posse em março de 1975 sucedendo a Ernâni Sátiro. Durante seu governo, segundo suas declarações, deu prioridade ao setor primário, cuidando da agricultura e, especialmente, dos principais produtos do estado. Criou o Centro Nacional de Pesquisa de Algodão, implantou seis projetos do Polonordeste e outros seis do Projeto Sertanejo, construiu açudes e casas populares e realizou melhoramentos no serviço sanitário de João Pessoa e de Campina Grande (PB). Em 1976 foi um dos sete governadores nordestinos que manifestaram publicamente seu repúdio aos atos terroristas contra a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro. Em dezembro de 1977 declarou-se favorável a uma anistia política desde que não beneficiasse “terroristas, assaltantes, ladrões e corruptos”.

Em agosto de 1978 deixou o governo da Paraíba, sendo substituído pelo vice-governador Dorgival Terceiro Neto, desincompatibilizando-se para se candidatar ao Senado por seu estado, na legenda da Arena. No pleito de novembro desse ano, obteve 39 mil votos a mais que Humberto Lucena, candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição, mas não conseguiu se eleger, devido ao mecanismo de sublegenda, que deu a vitória ao seu adversário. Desde então, afastou-se da política e aposentou-se como fiscal do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Ivan Bichara foi ainda catedrático de direito internacional na Paraíba e membro da Associação Paraibana de Imprensa e da Academia Paraibana de Letras.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 11 de junho de 1998.

Era casado com Mirtes de Almeida Bichara, sobrinha de José Américo de Almeida, revolucionário de 1930, ministro da Viação de 1930 a 1934 e de 1953 a 1954, senador pela Paraíba em 1935 e de 1947 a 1951, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) de 1935 a 1947 e governador de seu estado de 1951 a 1953 e de 1954 a 1956. Teve sete filhos.

Publicou O romance de José Lins do Rego (ensaio, 1968).

Alan Carneiro atualização

 

FONTES: Almanaque da Paraíba; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (25/5/74, 21/8/76, 17/4 e 31/12/77, 27/4 e 14/8/78); MAIA, B. Governadores; NÉRI, S. 16; Perfil (1975); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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