Jairo Paes de Lira

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Nome: PAES DE LIRA
Nome Completo: Jairo Paes de Lira

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

 PAES DE LIRA

*dep. fed. SP 2009-2011

 

Jairo Paes de Lira nasceu em São Paulo (SP) no dia 30 de março de 1953, filho de Geraldo Paes de Lira e Maria da Silva Lira.

Frequentou a Academia do Barro Branco, em São Paulo, de 1970 a 1974, período no qual concluiu os cursos: Preparatório para Formação de Oficiais (1970-1971), Formação de Oficiais (1972-1974) e Controle de Tumultos (1974). Retornou à instituição em 1983 para cursar Inteligência Policial.

          Em 1988 frequentou a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG), onde cursou Segurança no Trânsito. No Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CAES-PMESP) passou pelos cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais (1990) e Superior de Polícia (1997). Cursou pós-graduação em Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, fez carreira nesta instituição militar. Foi corregedor-adjunto de 1995 a 1996; comandante do 3º Batalhão de Polícia de Choque de 1996 a 1999, comandante da Academia Militar do Barro Branco de 2000 a 2001, comandante do Comando de Policiamento de Área na capital paulista (CPA/M-3) de 2001 a 2003 e comandante do Comando de Policiamento Metropolitano de 2003 a 2004.

Filiou-se ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) em 2005, em por este partido, concorreu a uma vaga de deputado nas eleições do ano seguinte. Na ocasião do pleito, recebeu apenas sete mil votos, que lhe renderam uma suplência. Em Março de 2009, no entanto, assumiu a condição de titular na Câmara dos Deputados, em função do falecimento de seu companheiro de partido e apresentador de televisão, Clodovil Hernandes, que nas últimas eleições havia recebido quase 500 mil votos, elevando a representação da legenda.

Naquela legislatura, a despeito do perfil conservador e identificado com a chamada “linha-dura” dos militares, integrou as Comissões Permanentes de Direitos Humanos e Minorias e a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, nas quais se colocou contra o aborto, sob o argumento de que “a vida começa no momento da concepção”, além de ‘filosoficamente’, segundo o próprio defensor da pena de morte, abordada como ‘um remédio social’. Militou ainda favoravelmente ao porte de armas para legítima defesa. Entre outros posicionamentos que também suscitaram polêmica, sobre a união civil entre homossexuais argumentou que “a Constituição é clara ao dizer que casamento é entre homem e mulher”. Foi candidato a um novo mandato nas eleições de 2010, mas não obteve votação suficiente, tendo deixado o Legislativo Federal em Janeiro de 2011.

Deixou o PTC naquele mesmo ano e filiou-se ao Democratas (DEM), pelo qual foi candidato a vereador da capital paulista no pleito municipal de 2012. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), porém, indeferiu a sua candidatura alegando inexistência de filiação partidária e, por isso, registrou zero votos ao candidato, segundo esclarecimentos do próprio Paes de Lira.

Foi um dos primeiros deputados federais a denunciar a ilegalidade do “Consenso de Brasília” nome dado ao modelo administrativo que conjuga economia de mercado e inclusão social desenvolvido pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. A expressão foi criada por Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano, centro de estudos com sede em Washington, em contraposição ao “Consenso de Washington”, marcado por um extremo neoliberalismo. O modelo brasileiro, também conhecido também como “lulismo” teria seguidores entre países latino-americanos entre com governos de esquerda e de direita.

Ao longo de sua carreira militar, participou de diversos seminários, conferências e congressos no Brasil e no exterior, com destaque para a condição conferencista em eventos sobre o controle de armas leves, promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 2006, entre outros.

Também exerceu funções de professor e de juiz temporário, ligadas ao Direito Penal Militar e do Direito Processual Militar em órgãos de ensino da Polícia Militar e da Justiça Militar do estado de São Paulo.

Por sua atuação na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e dedicação à corporação, recebeu diversos prêmios e homenagens por sua atuação na Polícia e tornou-se, em 2005, presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade de Veteranos 32 MMDC, de São Paulo.

Casou-se e teve três filhos.

Publicou as seguintes obras: Violência Programada Contra a Polícia Militar (1990); Disparo Acidental de Arma de Fogo, uma Tragédia Policial Militar (1997); A Força Estadual e os Conflitos pela Posse da Terra (1999) e Plano de Marketing da Polícia Militar para a Superação da Síndrome de Diadema (1999). Todas foram lançadas pela própria Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Letícia Nunes de Moraes

 

FONTE: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.leg.br/>. Acesso em 02/03/2014; Portal do jornal O Estado de S. Paulo. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/eleicoes/>. Acesso em: 02/03/2014; Portal do jornal Folha de S. Paulo.  Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/>. Acesso em: 02/03/2014; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com/>. Acesso em: 02/03/2014; Portal de Notícias do UOL. Disponível em:  <http://noticias.uol.com.br/politica/>. Acesso em: 02/03/2014. Portal da revista Carta Maior. Disponível em: <http://www.cartamaior.com.br/>. Acesso em: 02/03/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 07/10/2015.

 

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