JOAO DA MATA DE SOUSA

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Nome: MATA, João da
Nome Completo: JOAO DA MATA DE SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MATA, JOÃO DA

MATA, João da

    *const. 1987-1988; dep. fed. PB 1987-1991.

 

João da Mata de Sousa nasceu em Pombal (PB), no dia 8 de fevereiro de 1941, filho de Jeremias Camilo de Sousa e de Alice Bandeira de Sousa.

Fez os estudos secundários no Seminário Franciscano de Campina Grande. Funcionário administrativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em 1960, bacharel pela faculdade de direito da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), em 1968, com estágio na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, manteve escritório de advocacia no Recife até 1975, e a partir daí dedicou-se a seus negócios particulares.

Em 1979 fundou a Nutribrás S.A. Carnes e Derivados, que se transformou na Lechef S.A. Indústrias Alimentícias, empresa nordestina pioneira na industrialização de carnes. Proprietário da Artobrás, fabricante de rações e concentrados, e da Estrutural, Construções, Incorporações e Comércio.

Ingressou na política em 1986, filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL) e apoiando o senador Marcondes Gadelha, candidato ao governo do estado que acabou derrotado pelo deputado Tarcísio Buriti, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nesse mesmo pleito João da Mata elegeu-se deputado federal constituinte pela Paraíba.

Titular da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, votou a favor da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente da República José Sarney, da nacionalização do subsolo, da limitação dos encargos da dívida externa, do limite de 12% ao ano para os juros reais e da proibição do comércio de sangue. E contra o rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, a estatização do sistema financeiro, a desapropriação da propriedade produtiva, o mandado de segurança coletivo, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a demissão sem justa causa e a legalização do jogo do bicho. Absteve-se quanto à criação de um fundo para a reforma agrária.

Conservador a ponto de discordar de algumas propostas “avançadas” do PFL, acabou deixando o partido em agosto de 1987, filiando-se ao Partido Democrata Cristão (PDC). Adepto do “Centrão”, grupo de parlamentares de tendência conservadora, mostrou-se favorável às leis que reduziam a participação do Estado na economia e propiciavam incentivos à propriedade rural produtiva.

Em agosto de 1989, porém, retornou ao PFL, e no pleito de outubro de 1990 tentou reeleger-se, obtendo a primeira suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o término da legislatura, em janeiro do ano seguinte. Em março foi nomeado pelo governador Ronaldo Cunha Lima secretário estadual da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, cargo no qual permaneceu até o fim de agosto de 1992.

Com a eleição de Cássio Cunha Lima do PSDB para o governo da Paraíba em 2002, João da Mata assumiu a secretaria da Indústria, Comércio, Turismo, Ciência e Tecnologia em 2003, representando o seu partido, PFL. Mas não exerceu durante muito tempo a secretaria, se afastando em seguida para se dedicar a atividade empresarial.

Desde 1991, exerceu em diversas oportunidades a presidência do Centro das Indústrias do Estado da Paraíba.

Casado com Maria do Socorro de Brito e Silva, de quem se divorciou, teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. Marcelo Renato de Cerqueira Pais.

 

 

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